domingo, 22 de maio de 2011

Um grande desabafo...


Algumas pessoas mais próximas sabem disso, mas resolvi abrir no blog como desabafo, ou mesmo busca de opiniões. Não gosto de comentar no blog sobre problemas que estou passando, até porque sou arredia para opiniões alheias. Geralmente fico remoendo minhas dores até resolvê-las, e poucas pessoas ficam sabendo. Mas dessa vez vou arriscar, porque não paro de pensar nisso um só minuto ultimamente.

Minha mãe foi diagnosticada com Mal de Alzheimer. Escrever sobre isso me dá vontade de chorar, porque há alguns anos venho notando minha mãe esquecida, repetitiva, desinteressada da vida. Mas como sempre teve problemas com depressão, todos nós, parentes mais próximos, jogávamos a culpa na depressão.

Há alguns meses ela quebrou o pé e agora quebrou o braço, isso por conta da osteoporose, mas esse seria o menor dos problemas. Porque com essas fraturas ficamos bem mais próximos dela, do tipo estar lá todos os dias. E com isso podemos perceber o quanto está perdendo aos poucos sua mente.

Não sei em que estágio da doença está. Já li muito na internet a respeito, mas creio que deva está no final do primeiro estágio passando para o segundo. Ela esquece absolutamente tudo, mas um esquecimento angustiante, porque não lembra que esqueceu, as coisas se apagam simplesmente. A dificuldade de raciocínio é clara, a forma como não se localiza no tempo também é algo marcante, quase sempre não sabe em que dia da semana tal coisa aconteceu, ou mesmo em que dia estamos.

Mas não é algo que se manifeste de uma forma contínua. Percebo que em alguns dias está até bem, talvez por isso tenha sido tão difícil para a gente perceber isso com clareza. É uma dificuldade fazê-la tomar banho. Teve um período de emagrecimento grande. Sem contar o desleixo total com a casa. Mas tudo isso eram característica da personalidade difícil da minha mãe, depressiva, agressiva que sempre foi. Só que agora vemos tudo isso aumentado e muito aumentado. Vou à casa dela, converso as coisas com ela e muitas vezes não está entendendo o que estou dizendo, aí recomeço algumas vezes até entender. Para ela, nos contar fatos recentes temos que ajudá-la até com as palavras. Mas fatos antigos são todos contados com riqueza de detalhes.

Claro que a levamos ao geriatra, foram feitos exames e o médico que fez o diagnóstico, não é algo que chegamos a conclusão sozinhos. Mas ela não sabe do diagnóstico por ordem do próprio médico. Disse que se souber, será pior...

Numa das minhas conversas com o Rafael no msn, ele me contou dos casos que teve na família, me deu algumas dicas, alguns direcionamentos e isso me ajudou bastante. Até por isso resolvi abrir no blog, porque se alguém tiver experiência com essa doença, pode me passar.

Minha mãe sempre foi muito difícil de se conviver, sempre. E com a doença ela está piorando e não quer ninguém lá para ajudá-la. Gosta de nossas visitas, mas ainda acha que pode se virar. E seria tão bom que deixasse que nós colocássemos alguém para cuidar dela. Coisa que está difícil de convencer. Mas segundo o Rafa, uma hora ela vai aceitar a ajuda. Espero por isso...

Só sei que é muito triste ver minha mãe desparecendo. É como perdê-la aos pouquinhos, perceber que se torna uma sombra de si mesma. Que doença maldita essa!

Nesse post vou interagir mais nos comentários...

64 comentários:

  1. Dama!
    Tenho minha avó que tbém está no início desta doença infame. Acho que vc disse tudo, qdo define que a pessoa com o mal de alzhaimer vai desaparecendo...
    Desculpe não ter muito a acrescentar, mas sei como é a aflição dos que estão na volta.
    Bj

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  2. Minha mãe não sofre com essa doença, não tenho experiência que possam ajudar. Minha mãe é jovem, tem 42 anos.Ela tem LER, ela desenvolveu essa doença no trabalho antes d'eu mudar de cidade para estudar. Foi horrível para mim porque como ela sentia muitas dores no braço, eu arrumava a casa todos os dias para que ela não tivesse que fazer isso depois que chegasse de um dia duro de trabalho no escritório. Passei no vestibular e tive que mudar deixando ela com mais trabalho nas costas. Hoje ela não trabalha mais por causa da doença.É uma das piores sensações do mundo você ver a sua mãe sentindo dor, doente e você sem poder fazer nada...
    Espero que outros comentários possam ajudar você.

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  3. Caramba... Que coisa mais triste... Aqui torcendo pra que ela logo aceite a ideia de uma acompanhante. Bjo

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  4. O que mais sinto é não ter experiência nenhuma com essa doença... por isso peço desculpas em não poder ajudar.
    Não vou desejar força, porque eu sei que você tem. Nem vou desejar esperança, porque você já vai acreditar... vou desejar serenidade, paz de espirito pra lidar com isso da melhor maneira possivel, pra você e pra ela.
    Muito boa sorte. e pode contar com todas as SuperSinceras.

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  5. Sabe Dama, não tenho nenhum caso, nenhuma experiência diagnosticada.
    Mas creio que antigamente era quando dizíamos que a vó tá biruta, não havia nome para o que tinham..creio que era isso, pois não lembravam dos fatos diários e nem falavam coisa com coisa.
    Espero que consiga fazer com que aceite alguém para ficar com ela..e do resto, paciência e amor, só , estamos todos sujeitos á isso.
    Bjss

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  6. Deve ser mesmo muito difícil ver alguém que tanto amamos passar por isso. Que DEus te força pois sua mãe vai precisar muito de você!Um abraço!

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  7. Sei que é difícil passar por tudo isso, sei como é que vc está se sentindo podes ter certeza de que sei sim. Não tenho nenhum caso na família, mas só posso te oferecer o meu mais irrestrito apoio.

    Bjos

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  8. Sei mais ou menos o que vc passa, querida. Cuidei de um idoso por pouco tempo que estava em estado um tanto avançado e o que eu podia fazer para ajudá-lo era ouvir suas histórias que tinham acontecido há anos e que para ele tinham acontecido há dias atrás ou naquele momento. Presenciei o momento em que ele reviveu a morte de sua mãe e foi terrível o seu sofrimento. Também tenho um grande amigo de nossa família, o pai Dário que não teve filhos e com muito carinho adotou 4 crianças. Ele era da aeronáutica e fazia o estilo atlético, além de ser a bondade em pessoa. Ele não se lembra de mais ninguém só de sua esposa. Não sabe tomar banho só e nem comer. Fica perdido na própria casa e procura os óculos que está em seu rosto. O médico disse que ele chegará ao estágio de mentalidade de um bebê. O chato ´pe saber que ele é tão saudável e está com a mente roubada por essa doença. Terrível é saber que nunca mais o teremos com o pai Dário. Que somente o teremos como uma pessoa sem personalidade e sem chances. O Conselho é ser a mãe da paciência, saber ouvir, não ir contra, não deixar ela passar por situações de perigo como o esquecimento de uma panela no fogo, do ferro elétrico ligado e nunca deix-a-la sair sózinha. O resto é amor e presar pela qualidade de vida.
    Desculpas se fui muito longa, mas sei oquanto é difícil esse momento.
    bjs e força.

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  9. Keila - Gostei que tenha contado sua experiência. Sem problema de ser extensa, isso para mim não é problema, até gosto. Tudo que puderem me dizer me ajuda. E agradeço o apoio de todos!

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  10. Oi Dama,
    Sinto muitíssimo, de coração. Eu fui criada pela minha avó, madrinha e uma babá até quase os 9 anos. Tive assim 4 mães e hoje já não me resta nenhuma.

    Minha madrinha, teve algo parecido, um tipo de degeneracão esclerótica, que aos poucos tornou-a um bebê, quase sequer se mexia, que eles chamam de estado de demência que existe em vários graus como você relatou.

    Como não se sabe sobre o que causam essas doenças, a troca de experiências ajuda, pois você se sente menos sozinho apesar da enorme impotência que se sente e que aumenta diariamente. Existem grupos de apoios a familiares, os médicos, a internet e algumas igrejas podem indicar os mais próximos da sua casa.

    Terapia para os familiares inclusive e especialmente aqueles que terão a árdua tarefa diária de cuidar de um adulto que vira um bebê e toda a dificuldade física e o desgaste emocional que essa dedicação gera. Ter um auxiliar em casa, enfermeira de preferência será imprescindível e quanto antes melhor por causa das várias adaptações.

    Te desejo força e coragem, muita dedicação e paciência, e, se acreditas em Deus, a fé pode te dar consolo e um certo amparo, e se eu puder fazer alguma coisa por você, estou à disposição, e você sabe onde me encontrar.

    Um abraço,

    Marcia

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  11. Olha dama vivi isso , meu avô teve essa doença, foi doloroso demais , ele era um cara ativo que gostava de caminhar adorava viver , e infelizmente não conseguimos mto não, vivemos cara a cara com essa doença por nove anos , não foi nada facil e não vi um dia de melhora mas hoje a medicaçao é outra , tenho um primo de meu pai que com 64 anos apresenta os sintomas , ele esquece de tudo ate do nome das pessoas , mas soube por ele que hoje alguns psicologs ajudam , meu avo chegou no ultimo estágio , ele desaprendeu a respirar foi doloroso , mas veja essa dos psicologos , esse primo de meu pai esta voltando a dirigir ... bjs e se eu puder ajudar conte comigo e desculpe se me estendi!

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  12. Márcia - Realmente existem outros tipos de doenças da velhice que se confundem muito. Mas essa o médico que diagnosticou. Vou ver esse lance de grupo de apoio. Obrigada. Bjs

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  13. Olá
    Meu avô teve esclerose múltipla e mais ou menos também foi desaparecendo aos poucos. O processo todo foi doloroso, mas a despedida bem mais tranquila já que foi descanso para ele e para nós.

    Não tenho muito a acrescentar. Só desejar paz a toda a família e que Deus fique com vocês!

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  14. Minha avó (q na verdade foi quem me criou até os 11 anos, logo eu era muitíssimo ligada a ela) teve alzheimer... isso tudo aí q vc postou conheço. E acompanhei durante anos e até o fim. É triste, é angustiante... pra nós, pra pessoa q tá passando, depois q passa este estágio inicial da doença, a sensação q temos é q tá tudo bem e a pessoa nem percebe...
    Enfim, se quiser bater papo sobre isso, avise.

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  15. Daqueles posts que a gente fica meio sem ter o que dizer e ao mesmo tempo querendo dizer tudo.

    O meu sogro teve essa doença. Eu convivi com ele por um ano, já no final da vida. Foi somente um ano, mas foi bem intenso. No caso dele, tinha minha sogra, que era praticamente babá. Não vou entrar em detalhes, minha amiga, eu acho que eu já o conheci em estágio praticamente terminal... não vale relembrar tudo.

    Mas uma coisa é certa, ela vai precisar de alguém que cuide dela e acho que aos poucos vcs terão que ser firmes e impor essa pessoa. Pq vcs não vão ter como se dedicar integralmente a ela.

    Em fim... que Deus te de forças, a você e ao seu irmão.

    Beijozzz

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  16. Dama querida.
    Não posso imaginar o que você deva estar sentindo.Qualquer problema de saúde que envolva nossa mãe,independente de como nos relacionamos com ela,nos afeta de uma maneira que só nos mesmas podemos saber.
    O único que posso te desejar é muita força e tranquilidade para passar por essa fase dura quando estiver com ela, e que Deus a ilumine para que se deixe ajudar!
    Bjs.

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  17. Dama
    Sinto muito por você de verdade.
    Minha mãe é idosa também como se já não bastasse eu ser bipolar, então são duas aos pedaços cuidado uma da outra.
    Não é facil ver a mãe da gente doente, infelizmente mesmo quando a minha esquece que dia da semana estamos hoje é quando ela está mais saudavel.
    Reza, pede força ao que você acredita e respira fundo.
    Eu faço aromaterapia na minha mãe e ela tem melhorado muito.
    Qualquer coisa corre lá no solar bipolar que no que eu puder te ajudar conte comigo.
    Abraços.

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  18. Minha avó sofreu com está doença, como todos os seus irmãos, durante muito tempo, ela chegou num estágio onde na maioria das vezes não sabia quem éramos, pensava ser jovem, acreditava que quem estava na Tv podia vê-la e que o Galvão Bueno estava apaixonado por ela, qualquer helicóptero que passasse por perto ela dizia que era ele procurando por ela. Com a doença, uma série de problemas de saúde desapareceram, como por exemplo podia comer uma infinidade de coisas que antes faziam mal para o estômago. O que sei é que ela conviveu com esta doença,porém ela estava extremamente feliz no seu mundo. Nós sofriamos e ela estava constantemente alegre e apaixonada, isso nos dava forças para continuar.
    Dama li um livro excelente sobre este assunto, explica como está doença se instala lentamente e é muito bonito, comovente, emocionante e esclarecedor, se você gosta de uma boa leitura, leia: "Para sempre Alice" - Lisa Genova
    Acho que está leitura poderá ajudar um pouco de alguma forma.
    Bj força, fique com Deus

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  19. Ela esquece absolutamente tudo, mas um esquecimento angustiante, porque não lembra que esqueceu, as coisas se apagam simplesmente.
    Caso este esquecimento seja angustiante para os que acompanham, nada há a fazer, não há como escapar deste sentimento.
    O problema seria, se fosse angustiante para quem sofre a doença, aí seria extremamente dolorido conviver com este quadro.

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  20. Oi Dama

    Hoje deixei o “Senhor Crítico” de lado e venho até você sem minha mascara, sem minha maquiagem.
    Não consigo ser sentimental e você sabe disso pois me acompanha. Não sei dizer se tenho isso ou não na minha família pois não gostamos muito de ir a médicos, apenas em ultimo caso mesmo.

    Sei apenas que minha avó Paterna tem sintomas assim, mas, como não tem nada diagnosticado como Alzheimer, não posso afirmar que é, mas todos da família já sabemos que é isso, só falta um médico dizer para termos certezas. Em nossa família existe as pessoas sem paciência nenhuma que não cansa de dizer a frase: “A Senhora já falou isso, ta ficando repetitiva” ou frases como “Não foi ontem coisa nenhuma, faz um mês já que Fulano passou aqui em casa” e sim, essa é minha tia que mora com ela. O que eu fiz e faço? Simples tomo café com ela as vezes (moro um pouco longe) e fico repetindo o assunto se for preciso, e como sou curioso, peço que ela conte histórias da família, ela sempre tem detalhes “claros” das coisas de quando ela tinhas seus 15 a 20 anos de idade e colhia Uvas para fazer vinho no Sul (hoje esta com 85 anos). Bom, minha mãe com 48 anos, também esquece de muitas coisas, eu com 29 muitas vezes nem lembro o que almocei, ou com quem falei no telefone no dia anterior, sei que algumas pessoas dizem que o Stress faz esquecermos de coisas.

    Única coisa que posso te deixar de conselho é: Lembre-se que você também pode se esquecer de coisas, portanto trate-a como gostaria de ser tratada se estivesse no mesmo caso.

    Beijos e Abraços do seguidor Senhor Crítico.

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  21. Dama, te mandei um e-mail sobre o assunto.

    Beijos!

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  22. Meu avô teve alzheimer... eu me lembro.

    na hora que dava o esquecimento, eu perguntava se ele tava bem...e ele me respondia, "estou ótimo, e o senhor e família, vão bem"? nem sabia quem eu era.

    dai treinamos internamente para ignorar os momentos do "branco".

    ou seja, qdo víamos que ele estava no branco, tentávamos deixá-lo tranquilo. e nós tb, procurávamos não ficar aflitos (que atrapalha muito o doente, o chororô, o escandalo q a gente faz assusta ainda mais o doente, que nem entende aonde está, quem é, etc).

    e qdo ele estava lúcido, tratávamos ele com mto carinho. e assim levamos até o final, desse jeito ele não sofreu tanto.

    e não ficávamos forçando ele a tentar se lembrar quem a gente era, etc (pq nessas horas eles ficam angustiados, pq simplesmente nem sabem quem são, aonde estão, etc). é uma coisa q não tem jeito mesmo.

    o que eu sentia que ajudava mto meu avô: deixar tocando música, as músicas que ele gostava. ele ficava mais calmo, os lapsos vinham mais fracos, etc.

    ela vai deixar casa largada, vai se desinteressar por tudo. pq mta coisa na cabeça dela vai perder o sentido, até mesmo tomar banho vai ser algo esquisito. se vc puder com seus irmãos disponibilizar alguém para cuidar dela, pq é preciso acompanhamento constante.

    a impressão que a gente fica é que a pessoa tá se desligando desse mundo aos poucos... pq parece que a pessoa vai sumindo, é preciso mta força emocional pra aguentar. vc vai precisar de novo ser mto forte, Dama.

    espero que tudo corra bem pra vcs, que sua mãe fique bem na medida do possível

    bjs

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  23. Simone - Obrigada pela dica do livro. Claro que vou comprar e ler. Pode ser de grande ajuda. Obrigada pelo seu relato. E continuo agradecendo a todos o carinho!

    Beijocas

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  24. Alexandre - Obrigada pelo relato. A coisa que mais queria nesse momento para ela é que a gente pudesse colocar alguém lá para ajudá-la, um(a) profissional com experiência de cuidar de pessoas assim. Pelo menos a gente saíria de lá e não ficaríamos o tempo todo pensando se ela está bem. Mas está muito difícil convencê-la disso e o médico diz que não devemos obrigar. Mas que uma hora vai ser mais fácil ela aceitar.

    Beijocas

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  25. Oi Dama,

    Agora sabe quem sou..rsrs O Pior que naquele outro blog ninguem comentava, bastou eu colocar uma mascara e buummm ganhei visitas..rsrs

    Esse é o nosso Segredinho..rsrs

    Beijos

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  26. Dama, que situação dolorosa. O mais próximo que já me encontrei dessa doença foi por meio de alguns amigos que se encontram com pais assim. Mas de certa forma, já me peguei pensando sobre isso, uma vez que entendo que a situação é complicada para o todo: a família e o doente. Afinal, a memória representa quem somos e perdê-la representa deixar de ser quem somos. Enquanto a família, sofre observando um ente querido sofrer e se perder.
    Olha, assisti ao filme Iris, que conta a história real dessa grande escritora que, num determinado momento foi diagnosticada com alzheimer. Por se tratar de uma história real deve dar uma força.
    Um beijo

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  27. Dama:
    Essas doenças são cruéis, pois acabam aos poucos com o que temos de individual: nosso cérebro. Meu avô começou a sofrer de demência depois dos noventa e era horrível para mim vê-lo daquela forma, tão perdido no mundo.Ele olhava para o meu pai e enxergava não seu filho, mas o pai dele! Me partia o coração.
    Acho que existem algumas medicações paliativas. Vou pesquisar e te mando depois.
    Bjs. Gostaria muito de ajudar mais...desculpe por não poder.

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  28. Dama, creio q o pessoal já disse tudo. Meu pai tb foi acometido pela doença. No meio do ano de 1998 foi internado, pois não tínhamos como ficar com ele e nem grana para pagar alguém. Relato isso no post"Balanço do Ano"(1998). Ele perdeu a noção de tudo, ficou muito envelhecido e magro. Tinha até q ser amarrado numa cadeira, pois era muito inquieto, nervoso, agressivo e tinha dificuldades em andar, sofrendo quedas. Morreu em 13.10.2002, mas já estava morto há quatro anos atrás. E ver nosso pai internado é doloroso, já q sempre fica-nos a suspeita: será q tratam bem dele?

    Sinto muito, Dama!

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  29. Olá Dama,

    Acompanhei o texto e os comentários, fiquei muito sensibilizada e escrevo para deixar vibrações de luz para você e sua família terem força e lucidez para cuidar da sua mãe da melhor maneira possível e proporcionar qualidade de vida nesse novo momento que ela vivência junto a vocês.

    Abraços fraternos.

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  30. Dama, não tenho nenhum caso na minha família desta doença. Não posso opinar e nem sugerir nada, mas peço a Deus que os ajude nesse momento. Siga as orientações com calma e tenha muita paciência e sabedoria com tudo que poderá acontecer.

    Sinto muito que você e sua mãe tenham que passar por isso...

    Beijos pra duas! Força!
    Fiquem com Deus!

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  31. Eu acompanhei um vizinho e a esposa dele e ele se via doido com ela às vezes e cuidava de tudo sozinho!!
    É difícil, muita adaptação da família... tô aqui pro que vc precisar viu?
    Beijos!!

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  32. Cris

    queria comprar e te entregar, como isso é difícil vê se vc encontra e lê: O diário de Noa. Tem o filme também, mas o livro com certeza ajuda mais.

    Beijo no seu coração

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  33. Dama, neste caso não tenho uma experiência para dividir com você, mas quero que saiba que estou aqui e que, infelizmente é torcer para que sua mãezinha aceite alguém que cuide dela, pois é humanamente impossível para a família conviver, pois o lado emocional fica abalado, com doenças desse tipo. É preciso para o convívio diário um profissional para que vocês não se sintam cada vez mais magoados com a situação...

    Conheci um senhor que ao mesmo tempo que eu foi internado em uma clínica para depressão. Na época ele estava apenas deprimido porque tinha perdido a esposa depois de 50 anos de casado. Muito educado conversava comigo sobre o casamento dele e no quanto amava a esposa que tinha falecido. Recentemente nos encontramos na clínica para uma consulta. Ele estava com o filho. Fui cumprimentá-lo e o filho, visivelmente cansado e abalado, disse-me: "Não adianta, não lembra mais nada..."

    Cris naquela hora, eu chorei. Imagina então a família! Tem que ter alguém mesmo pois nesta hora o sentimento atrapalha.

    Beijos!

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  34. Dama,
    não tenho esse mal na família, mas já vi bastante gente com casos em família. A família sofre e muitas vezes fica estressada, porque vai ficando cada vez mais difícil. Eu sei que existe aqui no Rio um grupo de apoio familiar, vou pedir um telefone para a pessoa que frequentou (anos atras) e mando pra você. Acho importante que você tenha algum tipo de apoio pois o futuro poderá ser bastante difícil. E, queira ela ou não, infelizmente em algum momento vocês terão que ter alguém para ficar com ela.
    Qualquer coisa grita!
    bjs
    Jussara

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  35. Gente, de coração agradeço a força e as dicas de todos! Não sabem o quanto isso é importante para mim! No momento que leio os comentários me dá vontade de chorar, pelo apoio de vocês e pela situação toda em si!

    Beijocas para todos!

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  36. Dama,
    Lamento saber sobre esses acontecimentos!É terrível ver alguém que amamos numa situação semelhante!
    Fui cuidadora de pacientes psiquiátrico/idosos e sei bem a barra que vcs todos irão enfrentar!
    Paciência é a primeira coisa que deve ter em mente.E não descuidar da medicação que será de grande ajuda.No mais,só manter ela o mais confortável possível enquanto houver lucidez e até mesmo depois que essa acabar.
    Se precisar de indicação de algum profissional de saúde para cuidar de sua mãe,me avise.Ainda tenho contatos embora não exerça mais a profissão.
    E se precisar de um ombro amigo pra desabafar,pode contar tb!
    Um beijo
    Afrodite

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  37. Achei muito importante oq fez. Certas passagens da vida tem que ser compartilhadas, pra que outros nos ajudem a entender e conviver.

    A estrada é longa, e não tem volta. Por isso compreender a forma de lidar com o problema é oq vai te ajudar a passar por essa...e tb ajudar sua mãe.

    Estou sempre por aqui, vc sabe disso, disponivel para oq precisar.

    beijo gde.

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  38. Ohh Dama, sinto mt. Deve ser mt complicado tudo isso pra vcs, filhos. Infelizmente nao tenho nenhum caso pra lembrar agora, só sei que minha mae trabalha como voluntária há mais de 18 anos em uma casa de idosos e isso sempre ocorre por lá. Acho que nao tem mt o que fazer, o que pode-se tentar ao máximo é melhorar a qualidade de vida dela e tendo MUITA paciência. Talvez escrever em agendas e ter os filhos sempre por perto a ajude. O fato de esquecer das coisas atuais é normal e lembrar mt bem das coisas de antigamente,tbm. Acho que agora o que ela precisa de verdade, é de mt carinho e amor de vcs. Sabe o que eu tava lembrando? Que um dia vc falou num post anterior que teve mts problemas com tua mae. Aí me vem à mente que a vida nos prega tantas pecas... vc diz que ela foi uma mae mt agressiva, e agora, vc vai ter que mostrar todo o seu amor por ela,cuidar, enfim, aumentando ainda mais a ligacao entre vcs, quer vcs queiram que nao. Parece que vida brinca com a gente... algumas vezes. Desculpa falar isso, nao é da minha conta!
    Mas sim, acho que vcs devem mesmo tentar fazer com que ela aceite uma pessoa pra lhe ajudar em casa, a bisavó dos meus filhos tem isso, lembrei agora, e vou te contar, é impossível ela ficar sozinha numa casa, chega até a ser perigoso, tipo, acender o fogao e esquecer, passar roupa e deixar o ferro ligado, essas coisas práticas do dia a dia.

    Nao pude ajudar em nada, mas é isso. Procure fazer o que tá fazendo, se informando bastante. E a atitude que tomou de falar sobre o assunto foi mt acertada, viu?!
    Um bj e boa sorte

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  39. Afrodite - Obrigada e quando chegar a hora de colocar um profissional, que já chegou, mas ainda não a convencemos disso, pode deixar que entrarei em contato contigo. Obrigada mesmo!

    Nina - Qualquer informação ajuda, o apoio de todos vocês tem sido de ouro!

    Beijocas

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  40. Então vamos lá!
    Entendo absolutamente tudo o que você está passando. Quando foi diagnosticado Mal de Alzheimer em minha avó há 08 anos atrás, fiquei completamente louca, e a primeira coisa que fiz, foi buscar toda e qualquer informação, pois na época a doença era nova, e pouco sabíamos sobre ela.
    Estou à disposição.
    Beijinhos
    Li

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  41. Querida,
    Li seu post ontem e fiquei pensando nele...
    Não tenho experiência para falar nada, exceto que morro de medo de ter essa doença porque minha mente sou eu, é tudo o que tenho.
    Mas queria te sugerir um blog que conheço, de um filho que cuida de sua mãe: http://www.quandopaisviramfilhos.com.br/
    Eu conheci este blog antes de ter blog, porque a avó do meu marido teve por anos, e ela morreu com 86 anos. Daí pesquisei até encontrar, pois perdi o contato. Teve uma época que eu até tinha o Rodrigo no msn. Claro que ele não se lembrará de mim pois falei com ele uma vez apenas, mas o blog dele é muito bom.Está parado desde agosto de 2010 mas o arquivo é maravilhoso em termos de vivência e dicas. Acho que pode ajudar.E ele tem na sidebar um monte de outros blogs sobre o assunto.
    Sei que não adianta muito, mas precisando e eu podendo, pode contar sempre comigo.
    Beijossss e boa noite

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  42. Dama
    Eu conheço algumas pessoas que tem parentes com essa doença, realmente não é fácil, pois a pessoa vai perdendo sua identidade e não se lembra de muita coisa. Vocês vão ter que ter muita fé, paciência, e sei tb que tem medicações que retardam um pouco os sintomas. O que posso lhe dizer é que não desanime, tenha fé e cuide de sua mãe com o maior amor que puder. Um abraço!

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  43. Elaine - Obrigada pela força e pela dica do blog! Vou lá ver. Bjs

    Li - Se puder me passar um contato, gostaria de saber mais sobre sua experiência. Bjs

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  44. Me solidarizo com este seu momento de maneira meramente afetiva porque não tenho muita informação sobre esta doença. Receba minha emanação de força.
    Cadinho RoCo

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  45. Dama, na minha família ou próximos a minha pessoa, não tenho conhecimento desse caso.. Então, fica difícil escrever algo que possa te ajudar a emancipar as idéias!!
    Se cuida!

    Beijos!

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  46. Dama,
    Infelizmente não sei muita coisa sobre a doença e nem tenho casos na família. A unica coisa que vi de perto foi minha avó com esclerose. Bem difícil de se lidar.
    A unica coisa que eu posso lhe dizer é força, por mais difícil se seja, pois até onde sei, sua mãe precisa bastante de você.
    Beijos

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  47. Dama, a única coisa que posso lhe dizer, continue amando sua mãezinha como sempre a amou. Tenho uma amiga, que a mãe está assim, há momentos em que familia chora, em outros eles sorriem,brincam com ela, porque eles se tornam bebês novamente e os papéis se invertem.
    Hora dos filhos cuidar dos pais com mais carinho ainda, eles podem começar a ficar esquecidos da vida aqui fora, mas eles ainda têm sentimentos, e todo amor que é transmitido, eles sentem!
    Não é nada fácil para os filhos verem isso, porque, é como se eles estivessem querendo deixar o mundo que vivem, por outro que talvez tenham sido memoráveis, ou outros que nunca puderam viver.
    Não tenho casos na familia, mas é como diz a historia, ela pode se esquecer ou se lembrar vagamente quem são seus afetos, a familia, mas nós não. Nós sabemos quem eles são e o que significam. O que fizeram quando eramos pequenos, adultos, todas as vitórias, todos os colos, todas as reprimendas...
    Amemos, sejamos fortes, amorosos, compassivos, hora de ser pais dos nossos pais bebês! Sei que é dificil, mas é tudo o que lhe digo!
    Beijo grande menina, força e pense: O que sua mãe lhe diria para que você ou sua familia fizessem numa hora dessas se sua memória não estivesse com os pensamentos viajando pelo tempo!!!??

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  48. Ahhhhh Dama, nem sei o que te dizer, sei o quanto o Alzheimer é triste, sinto muito, mas dê muito amor para ela, mesmo que em alguns momentos vc queira gritar socorro, e vc vai querer gritar socorro... Beijo, beijo com carinho!
    She

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  49. Oi Dama,

    Estive pensando nesse seu post ontem e hoje, e pensando, pensando, pensando. E no que dizer, diante do muito que se há para dizer quando a vontade seria apenas abraçá-la.
    Uma tia muito, muito querida teve Alzheimer e minha mãe cuidou dela o tempo todo. Ela teve que lidar com muitas manifestações rancorosas, muitas palavras duras por parte da minha tia, mas é como se não fosse realmente ela. Não sei explicar direito. Mas ela tinha que, nesses momentos, tipo, entrar por um ouvido e sair pelo outro, sabe? Ela não aceitava nada, ninguém pra ajudar, no começo. Mas depois foi absolutamente necessário, foi até natural essa transição entre não aceitar e aceitar. Na verdade, eu penso mesmo que o grande desafio seja pra nós, que estamos ao lado da pessoa, pois a pessoa mesmo está cada vez mais ausente do nosso mundo. E cada vez mais presente em seu próprio mundo...
    Muita força pra você, querida, e muita, mas muita paciência.
    Se houver algo que eu possa fazer, pode contar comigo.

    Um grande beijo

    Carla

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  50. Carla - Oi minha amiga! Seu relato bate com muito do que acontece. Esse rancor sempre foi parte da personalidade da minha mãe, mas agora sinto pior. Assim que chego na casa dela, ela está quase sempre muito agressiva e com o tempo vai melhorando. Como sempre soube me calar com minha mãe, uso isso agora com mais intensidade. Obrigada pela força! E aproveito para continuar agradecendo a todos que estão vindo aqui.

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  51. Essa doença é lamentável, mesmo! Já tive um caso assim na família. E vc descreveu com muita habilidade e sensibilidadeo que realmente acontece.
    Quando digo "imagino como vc deve se sentir" eu realmente sei o que é, por conhecimento de causa. Não é nada fácil. É assistir uma decadência de mãos atadas...

    Força...
    beijos

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  52. Dama,

    sei o q é a doença.Já ouvi falar . Porém nunca tive alguém perto de mim com o "Mal de Alzheimer".

    É bom desabafar, sim. Ainda mais quando acontece com alguém tão próximo a gente. É ruim ver os pais envelhecendo, pois sabemos que também estamos indo pelo mesmo caminho. Pior é quando envelhecem doentes.

    Minha energia positiva pra você.
    Bj

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  53. Nem sei o que dizer. Imagino que seja mesmo muito complicada a situação. A pessoa sumindo aos poucos dentro de si mesma. Mas é mais difícil para quem assiste essas coisas acontecerem, do que propriamente para quem sofre da doença.

    A unica coisa que posso dizer quanto a isso, é que até as pessoas mais fortes, as vezes, ficam sem saber o que fazer.

    E talvez a solução esteja em se acostumar com a condição de sua mãe e aproveitar cada minuto com ela.

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  54. Eu sinto muitissimo que esteja passando por isso e acho super legal ter se mostrado assim aqui. Váarias pesosas me ajudaram em momentos difices que passei e foi atravez do blog tb!
    Espero que alguém possa te dar uma luz ou pelo menos um conforto. Eu posso somente conversar com vc, se quiser me adicionar no talk ou no msn me mande um email que te dou meus endereços. Amigos nessas horas fazem toda a diferenca viu!
    Estou aguardando. Beijos

    kmilla.monteiro@gmail.com

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  55. Muito triste isso. Aconteceu com uma tia minha, muito próxima: irmã do meu pai, que ajudou a me criar. Só que não me sinto à altura, não consigo ajudar você. Acho que tem coisas que a gente vai vi(vendo) e aprendendo. É por isso que costumo dizer que a vida se dá mesmo é no gerúndio. Muita introspecção é o que a dor nos traz. Só não dá para entender por que razão é que temos que passar tanta dor (com todo respeito a Kardec e outros)...
    Desejo a você e à familia toda muita força e coragem.
    Abraço,

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  56. Sinto muito que esteja passando por isso. Eu entendo como é, pois uma amiga da família, muito querida, também teve essa doença, mas nela apareceu muito jovem e progrediu muito rápido.

    Pelas coisas que eu vi, antes que a doença a debilitasse por completo, o marido e os filhos tratavam de sempre reavivar a memória dela. Por exemplo, visitavam amigos, viam álbuns de fotos, iam aos lugares que sempre iam com mais frequencia, para deixar a memória viva e ativa. O médico também tinha recomendado jogos lúdicos, como quebra-cabeças e jogos de montar, que também ajudam.

    E o principal, carinho e compreensão da família, até o final. Espero poder contribuir com algo.

    Abraço!

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  57. Dama, não tenho muito o que dizer, pois não tenho contato com ng que tenha a doença... A única coisa que posso fazer é desejar muita força para vc e a sua família!

    Bjos

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  58. Dama
    Estava no post posterior, mas retornei porque que tive de ler seu post e para não deixae passar em branco.
    Esse vazio, essa insegurança, preocupação com sua mãe eu já passei.
    Minha mãe teve um aneurisma cerebral e sua memória foi se apagando aos poucos , mas não se compara ao que a sua está hoje vivendo.
    O difícil é elas aceitarem que precisam de ajuda, de companhia, mas com ceretza vão acabar cedendo e essa é a realidade da vida onde os papéis se invertem.

    Beijos no seu coração

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  59. Contrate alguém urgente para ficar com ela, antes que ela faça uma besteira qualquer que não dê pra remediar.
    Meu pai tem Alzheimer, eu sei bem do que estou falando.

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  60. Dama... só li seu post agora! Vou te mandar um email...

    Força, menina! Sei que você consegue... você é forte!!!

    Beijos.

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  61. Poxa... Lamento muitíssimo...
    Nunca tive nenhum caso na família, mas imagino como deva estar se sentindo...

    Bjus

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  62. Oie,
    Tive uma tia com essa doença, e é realmente muito triste, ela chegou e um momento em que ela não se reconhecia no espelho.
    Sei que é muito difícil e as pessoas que estão próximas precisam estar preparadas para conviver com a doença.
    Sobre o fato dela querer ficar sozinha, acho sinceramente que vcs devem tentar, aos poucos colocar uma pessoa mais próxima dela. Ela não pode ficar sozinha.
    Abraços!!!
    Carolina Guedes

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  63. Dama nunca convivi de perto com alguém assim, mas tenho uma amiga passando pelo mesmo problema. Um dia, ela me disse, em uma conversa sobre um outro assunto, q não devemos ficar procurando informações de doenças na net, q os médicos dizem o q devem e podem, em doses certas. Infelizmente não sei como ajudar, mas espero q vc tenha muita paciência e tolerância pq tb tenho problemas com minha mãe e é só o q peço a Deus. Fico esperando tb o dia q talvez ela precise de mim integralmente e, se essa for minha missão, a abraçarei com todo carinho. Beijo grande.

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  64. Olá, procurando um Fórum que falasse ou comentasse sobre "os cuidadores" de pacientes, encontrei seu blog.
    O que tenho a dizer, é que estou passando por tudo isso, e numa fase mais avançada. Minha mãe mora comigo, e é atendida por mim 24 hs/dia.
    Está num estagio mais que moderado.
    Aninda caminha, com dificuldade, e se alimenta sozinha, mas tem dificuldade em se vestir, e não toma banho sozinha. Td começou assim, como vc contou. Há 2 anos trouxemos para viver conosco, pq tbm morava sozinha no litoral.
    A situação é que eu tbm preciso desabafar e trovar experiencias com pessoas que cuidam de familiares assim. Já frequentei a ABARZ, associação brasileira de alzheimer, mas nem consigo ir mais lá agora.
    Se precisar de algo é só perguntar.

    Jurema
    jgmiguel11@yahoo.com.br

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Se seu comentário foi recusado, certamente a explicação está aqui:

http://confissoes-femininas.blogspot.com/2011/07/comente-com-educacao.html