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domingo, 12 de maio de 2013

Quem lida bem com rejeição?



Eu não lido bem com rejeição, mas quem nesse mundo lida bem? Não há uma pessoa que ao ser rejeitada ache aquilo natural ou sem importância. Se disse, está mentindo, ou então quem a rejeitou não tinha tanta importância assim na sua vida. Mas não sofremos rejeição só de quem gostamos, podemos ter o nosso jeito de ser e pensar rejeitado pela sociedade e isso também faz a gente sofrer e muito.

Nem preciso dizer o tanto que sofri rejeição pela vida afora, foram em todas as esferas e de todos os jeitos que alguém possa imaginar. Qualquer questão ligada à esfera sexual, mexe demais com o interior das pessoas. Basta ver o tamanho da polêmica que é a aprovação do casamento gay, até em países evoluídos como recentemente na França. 

O problema de ser rejeitado, é que sempre dói, não existe experiência de vida que faça a gente ficar imune quando nosso modo de ser, pensar, ou agir é reprovado por um grupo, ou até mesmo por uma pessoa que seja enfática em sua desaprovação. O que podemos fazer com o tempo é cada vez mais criar mecanismos para lidar melhor com essa situação.

No início, ser rejeitada por conta da transexualidade era algo que me detonava completamente. Mas com o passar dos anos fui vendo que, ou eu me reerguia o mais rápido possível, ou não sairia do chão emocional que as pessoas me jogavam o tempo todo. E assim fui trabalhando isso até chegar a um ponto, que quando a rejeição vem, balanço, mas me mantenho de pé e saio com menos tempo daquele mal estar que fica dentro da gente.

Ao mesmo tempo que sei que tenho mais forças hoje em dia, sinto que rejeição é uma ferida com casca, quando a gente pensa que sarou, que não dói mais,  vem algo e expõe aquele machucado novamente.

Atualmente não passo por tantos episódios de rejeição porque, hoje,  na sociedade sou percebida com uma mulher nascida mulher, exceto se falar para as pessoas, mas geralmente só falo quando aparece uma situação em que precise me posicionar, não nego, mas também não saio publicando no jornal, não tem necessidade. Mas nem sempre foi assim, principalmente quando comecei a tomar os hormônios, tem um período de mais ou menos 3 anos em que a gente fica com uma aparência entre os dois sexo, ali eu sofri horrores de todos os tipo, tinha medo de sair na rua. Aliás só saía para trabalhar e para compromissos inadiáveis. As pessoas me perseguiam na rua dizendo todos os tipos de desaforos. Às vezes eu precisava correr mesmo pelo medo de ser agredida. Em qualquer lugar que entrava tinha que lidar com gente me apontando, rindo de mim. Ainda bem que aquilo passou.

Seja no meu caso, ou no caso da mulher linda, loura, bonita, que se sente rejeitada em algum momento, a rejeição dói do mesmo jeito, para todas as pessoas. Mas continuo reafirmando o que penso; não é o que sentimos que faz a diferença, mas o que fazemos com o que sentimos.

domingo, 28 de abril de 2013

Que não me ama, não me merece!



Por conta da questão da transexualidade, passei boa parte da minha vida me interessando por homens que jamais olhariam para mim e pior, sofrendo muito por conta disso. Depois que fiz a transformação do meu corpo, passei um tempo curto sofrendo por homens que não me aceitavam como mulher. Ainda bem que já faz alguns anos que consegui esfriar meus sentimentos a ponto de deixar de me interessar por homens que não se interessam por mim. Acho que isso foi uma espécie de defesa da minha mente, não foi algo que programei, que lutei para isso, simplesmente foi acontecendo e que bom que aconteceu.

Mas ao acontecer isso na esfera dos relacionamentos amorosos, a coisa transbordou para todas as áreas da minha vida e fiquei meio fria mesmo. Não diria que me tornei uma pessoa insensível, perversa, amarga nada nessa linha, apenas é como se meus sentimentos, minha mente automaticamente procure alguma forma de interesse da outra parte, se essa não existe, simplesmente acontece o desligamento das emoções, seja no amor, nas amizades, nas relações cotidianas.

Para chegar no ponto que estou hoje, posso dizer que arrastei muita corrente sofrendo por homens que não davam a mínima e que até riam do que sentia. Era um sofrimento tão grande que me dá agonia só de lembrar. Sem contar as decepções com amizades, porque me entregava demais, esperava demais e quando as expectativas são altas, geralmente o resultado é a decepção.

Obviamente que tudo isso veio para as relações virtuais. Sempre que identifico qualquer falta de reciprocidade o meu primeiro movimento é o afastamento. É claro que aqui no virtual, como mantemos contato com muita gente, é até natural que algumas relações vão se perdendo de uma forma espontânea, os dois lados vão seguindo caminhos diferentes e quando a gente percebe nem fala mais com aquela pessoa, nem troca uma mensagem, nada. Mas a questão que abordo aqui não é esse afastamento natural que ocorre e sabemos disso. Eu digo sobre aquelas pessoas que a gente procura e a pessoa não te dá retorno, daí minha reação quase imediata é um bom e redondo bloqueio, porque assim como na minha vida "real", na vida virtual não tenho a menor disposição de ficar insistindo, ou tentando impor minha presença, se noto que não tá rolando, nem sofro com isso, ou até sofro, um pouquinho, por uns dias, em alguns poucos casos... rsrs.

No todo, esse meu jeito atual não traz só benefícios como pode parecer. Do tipo que sou uma pessoa fodona que não sofro por causa de relacionamentos, não é isso, tenho meus sofrimentos sim, até com relações que estão rolando bem. Acho que o prejuízo de ficar assim, é que ao esfriar meus sentimentos, também fiquei com uma enorme dificuldade de me apaixonar e isso não sei o tamanho de bom ou ruim que é. É bom quando me protege de amores platônicos e é ruim quando não permite que possibilidades reais se concretizem. De qualquer maneira ainda gosto mais do jeito que sou hoje.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Banalização do sofrimento...


Eu leio muitos blogs, e quando tenho um tempo a mais, leio os comentários feitos em um post que gostei muito, para ver como o pessoal recebeu. E claro, todos já sabem que eu sou uma chata-pensante-compulsiva. Não pude deixar de analisar o quanto as pessoas banalizam problemas sérios ligados ao emocional. E esses problemas passam a ser vistos de uma forma negativa, exatamente por causa de um pessoal sem noção.

Vamos lá, vou explicar melhor. Todos nós sabemos que existe depressão(doença), TPM, distúrbio bipolar, TOC(transtorno obsessivo-compulsivo) e tantos outros males ligados a mente humana. E como são situações, ou doenças, ou perturbações que não podem ser medidas em exames, não podem ser quantificadas ou detectadas exatamente, porque todas variam em grau de severidade; uma parte da sociedade, sã, mas que gosta de platéia para suas aflições cotidianas, tenta de qualquer maneira se encaixar numa dessas situações, com a finalidade de ganhar atenção, e/ou um sentimento deplorável, chamado: pena.

Quem passou por uma depressão(doença), sabe o quanto é incapacitante estar nesse estado. É algo que tem a ver com a química do cérebro, não é algo que se possa acordar e dizer "Ahhh hoje vou reagir e sair dessa". Mas umas criaturas sem noção, porque perderam o(a) namorado(a), brigaram com o chefe, tiveram uma decepção ou tristeza na vida, coisa que todos nós temos a todos os momentos, logo dizem que estão em depressão, que vão ao médico tomar antidepressivos. Se toca! Tristeza não é depressão!! Tristeza todos temos, ficamos um tempo abatidos e depois aquilo passa naturalmente!!

Distúrbio bipolar é algo sério. Um transtorno do humor que dependendo do grau, incapacita a pessoa para uma vida social normal. Mas outras criaturas sem noção, acham que porque um dia acordam de mau humor, e no outro dia de bom humor, são bipolares. Todo mundo tem oscilação de humor! Quem tem animal em casa, percebe que até eles oscilam de humor! Mas isso não caracteriza transtorno bipolar de forma alguma!

E TOC? Imagino o sofrimento que isso deve trazer para quem tem. Mas vem novamente outras criaturas completamente sem noção e acham que porque endireitam o quadro da sala, que está torto, tem TOC. Ahhh puta que pariu! Que raiva que tenho disso!


TPM é real! Eu sei o que é isso e conheço mulheres que sofrem muito! Mas tem umas que faça-me o favor! Dizem o que querem, quando querem, ofendem, machucam as pessoas, sob o álibi da TPM, que nessas mulheres, dura 30 dias no mês!

Fiz um post sobre bullyng onde contei minha história, li uma série de post sobre o mesmo assunto e li os comentários nesses posts. Fico passada ao perceber que algumas pessoas não tem respeito pelo sofrimento dos outros! E acham que porque receberam um apelido no colégio, coisa que 95% das pessoas recebem, sofreram bullyng. Olha! Não estou aqui para quantificar o sofrimento de ninguém. Estou me baseando somente no que leio, no que ouço. Porque não só leio, ouço muitas barbaridades desse tipo, das pessoas com quem convivo. Mas bullyng é algo bem mais torturante do que ser chamado de feio!

É por isso que as questões ligadas à psique, ficam tão mal vistas! As doenças, distúrbios, transtornos que tem a ver com um sofrimento emocional, qualquer imbecil sem problemas sérios na vida, dá um jeito de se encaixar ali e dar um nome importante para seus conflitos! E por isso essas questões sérias continuam sendo vista com tanto preconceito! Por conta dessa banalização!

Repito! Não estou aqui medindo quem sofre mais, quem sofre menos! Quem tem ou não tem tal doença, distúrbio, ou situação conflitante! Só acho que para muita gente, faltam problemas sérios! Problemas reais para buscar saídas. E essas pessoas ficam encontrando uma forma de super valorizar pequenas questões, ou criando um álibi para seu teatro de sofrimento.

Voltei com a macaca trepada nas minhas costas!

terça-feira, 13 de maio de 2008

A dor é solitária...

Quando a gente está alegre parece que conseguimos compartilhar mais do que quando nos sentimos aborrecidos. Tenho a sorte de dizer que tenho algumas poucas amigas, sim, porque amizade no sentido amplo da palavra é algo tão difícil de encontrar quanto marido/namorado rico, bonito e atencioso! Mas fico pensando se quando estamos muito tristes as amizades servem para nos consolar mesmo!

Um dia desses tive um aborrecimento tão grande, daqueles que a gente perde o chão, o coração dispara, a garganta trava e o rosto esquenta! Nossa!!! Mesmo tendo essas amigas, era algo que não tinha como pegar o telefone, ligar e desabafar. Elas me falariam algo que eu não tava afim de escutar, ou não adiantaria, ou nem me compreenderiam, mesmo me conhecendo bastante!

Eu andei de um lado para o outro dentro do meu apartamento, tive vontade de escrever no meu blog, mas isso vai contra o que espero desse cantinho aqui! Não quero que meu blog seja um lugar para me lamuriar, mas para fazer pensar!

Dois dias se passaram e eu digeri a situação, porque meu período para ficar detonada caiu de meses para um ou dois dias! Graças a Deus! Então, depois de refeita, procurei uma dessas amigas e contei o ocorrido e senti que ela não compreendeu ou achou a coisa sem importância!

Gente!! Parece que na hora do sufoco a gente pode até ter um amigo para se abrir e tal. Mas já perceberam que a sua dor é extremamente solitária, que não tem como ninguém sofrer contigo, às vezes até mesmo quando a pessoa do seu lado está sofrendo pelo mesmo motivo, como foi o caso do meu namorado?! Eu e ele estávamos sofrendo mudos, solitários, desolados, mas não tínhamos o que dizer!

Às vezes temos a impressão que possuímos amigos que vão nos salvar sempre que algo horrível aconteça. No entanto a sensação que tenho é que estamos todos solitários em nossas dores. Podemos receber um tapinha nas costa, um cafuné, uma ajuda financeira, um palpite oportuno, mas aquela dor é tão sua que chega a assustar!

Não quero diminuir o valor da amizade! Elas são importantíssimas em nossas vidas, afinal não fazemos amigos apenas para sermos consolados... No entanto devo admitir que me sinto muito, mas muito sozinha em certos momentos, mesmo tendo boas amigas...