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domingo, 16 de janeiro de 2011

Blogueira convidada nº 2 - Mônica


Sei que não ando comentando os blogs que sigo com a frequência habitual, mas tenho lido todos, me deem um desconto que não ando legal faz um tempinho.

Ando escrevendo pouco, mas continuo postando coisas pequenas no meu outro blog: Um blog pra relaxar, ou não!.

A blogueira
convidada dessa semana é a Mônica, que acompanho faz um tempinho. Ela vê a vida de uma forma parecida com a minha em alguns aspectos, tenho com essa blogueira uma relação de afinidades. Seu blog é: Mulher de Fases.


O Grande Consolo

O assunto do momento é o filme estrelado pela Ingrid Guimarães "De Pernas Pro Ar". Como ela mesma definiu no programa Altas Horas, fala da mulher atual, que tem que conciliar trabalho, marido, filhos e, sendo assim, alguma coisa fica a desejar. No caso do filme, a satisfacão sexual. Ainda não tive a oportunidade de assistir, mas pela entrevista da atriz no programa do Jô, onde ela chegou a simular um orgasmo, ele gira mesmo é em torno da sensacional descoberta das vantagens que um vibrador pode proporcionar a uma mulher carente. O fato do objeto vir dentro de um coelho de pelúcia chega a ser engraçado, mas a idéia do aparelhinho em si que me intriga.

Sempre me recusei a frequentar sites de encontros, namoros ou coisa parecida, confesso que já me cadastrei em alguns, excluindo meu perfil no máximo, no dia seguinte. Nunca acreditei nesses amores que começam pela internet e, mesmo no auge da minha solidão desesperadora, me recuso a utilizar desses artifícios para encontrar um pouco de atenção ou, como último recurso, aproveitar o anonimato, já que na rede podemos ser quem bem entendermos, para um pouco de exibicionismo e sacanagem. O sexo em si, todos sabemos ser fácil de encontrar, muitas das pessoas que se cadastram nesses sites é apenas isso que procuram, mas algumas afirmam ter encontrado sua cara metade.

Na lista das minhas resistências entra também o tal vibrador. Jamais pensei ter necessidade de fazer uso de um objeto do tipo para aqueles dias em que sexo solitário é tudo que precisamos ou queremos. Começo a ver que estou errada. Utilizar tais objetos nada tem a ver com o fato de ser ou estar solteira, mas tem a ver com a busca de prazer, de auto conhecimento, de satisfação plena.

Me lembro de um antigo caso que, em uma bela noite em sua casa, me deparei com diversos exemplares do dito cujo na gaveta do criado mudo, em vários tamanhos e cores. Nossa relação não evoluiu a ponto de usarmos juntos, mas hoje quando lembro ainda acho meio constrangedor.

Sou careta o suficiente para acreditar em sexo convencional, aquele entre duas pessoas apenas, não importando como elas fazem e em quantas posições. Admiro as mulheres bem resolvidas que conseguem inovar com uma naturalidade assustadora, afinal, nesse mundo machista em que vivemos isso pode ser mal interpretado. Justamente por fazer parte desse mundo machista que ainda conservo hábitos um tanto conservadores.

Talvez seja o caso de ver as coisas por um outro prisma e, acreditar por exemplo que, ter um vibrador algumas noites como companhia não significa, necessariamente, assinar um atestado de carência extrema.


P.S.: Vamos ajudar as vítimas da tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, clique no banner ao lado: Rifa Solidária