
Nunca quis ser escritora, nunca me considerei uma, apesar de ter escrito a minha vida inteira, apesar de já ter escrito um livro que nunca publiquei e de não conseguir viver sem escrever. Mas a profissão de escritora acho chata e difícil. Essa coisa de ter que sentar para produzir texto. Quando sinto que faço isso no blog já acho chato, imagina ter que fazer isso para ganhar dinheiro. Não! Prefiro o emprego que tenho, mil vezes melhor... rs
Escrever para mim é um desabafo, um esvaziamento de tudo que passa pela minha mente que nunca para, exceto em dois momentos, quando bebo e quando durmo. Ultimamente tenho dormido bem mais para pará-la... rs
Aqui no Confissões Ácidas, costumo jogar minhas opiniões de forma enfática, porque quando temos que opinar sobre algo, em posts, precisamos ser objetivos, não podemos deixar dúvida do nosso posicionamento. Caso contrário fica algo vago, sem personalidade. Imagina ler que alguém gosta mais ou menos de carnaval. Ou que vez ou outra detesta bebida alcoólica. Ou que em algumas ocasiões é ciumento. Ora!!! Ou você gosta de algo ou não gosta. Não podemos usar na escrita termos vagos quando o intuito é mostrar sua opinião. Temos que deixar as possibilidades disso ou daquilo, para uma conversa, para um bate papo. Na escrita tem que ficar destacado seu posicionamentoa a sua opinião.
No entanto, quando a gente afirma que gosta de tal coisa, ou que é de tal jeito. O leitor, principalmente o leitor de blogs, geralmente nos imagina fazendo aquilo direto. Alguns não param para pensar que o que estamos escrevendo é apenas a nossa opinião, não estamos descrevendo o que fazemos no nosso cotidiano, na nossa vida o tempo todo. Somos muito mais do que um post, do que um blog! Quem tem blog sabe disso.
Recentemente publiquei esse post, aqui nesses blog, em que me confesso antissocial. Eu não disse que era mal educada, ou grosseira, disse que era antissocial. Uma coisa é não gostar de muita gente, não gostar de falar com gente estranha, outra é destratar essas pessoas, em estado normal de humor não costumo fazer isso. Mesmo que minha vontade seja dar uma patada, vou dar um leve sorriso e corta o assunto. E dou bom dia para as pessoas... rs... mesmo que odeie fazer isso com quem não tenha intimidade.
No post anterior a esse digo que não gosto de pessoas saudosistas e não gosto mesmo. Desses que ficam relembrando o passado a cada momento. Acho um saco gente que ficar grudada no passado. Mas não disse no meu texto que a gente deva esquecer o passado, que não se deve gostar de nada do passado, apenas não se prender a ele excessivamente, faz mal. Eu mesma adoro músicas e filmes antigos, mas gosto de músicas e filmes modernos também. Aliás arte é atemporal!
Quero deixar claro e muito claro que isso não é uma reclamação! Embora possa parecer, também não é uma justificação! É apenas uma análise. Mesmo antes de publicar esses posts, que citei acima, sabia que teriam um certo grau de rejeição. Mas nunca desisto de emitir uma opinião para ser guti guti e fofinha. No dia que estiver assim, prefiro não escrever mais uma linha que seja de forma pública. Interpretações diversas ocorrem sempre que publicamos algo, mesmo que muita gente entenda o sentido exato que queremos dar ao post. Aí reside o dificuldade e de se expressar escrevendo. Uma vez publicado perdemos totalmente o controle sobre aquilo.
Mas gosto dessa perda de controle! Gosto de verdade dessas várias interpretações! Gosto de enfatizar bem meus posicionamentos, sem deixar dúvida! Até por isso em alguns momentos pareço radicalizar, para que a perda seja total. Porque a partir disso o texto faz pensar e é isso que quero, que as pessoas pensem sobre o assunto, mesmo discordando civilizadamente. Isso é que faz o texto ter vida.
Muitas pessoas acham que sou corajosa ao confessar algo da minha vida, ou expor uma opinião. Mas o que faço de verdade e me desapropriar daquela idéia, ou daquele fato, para que ele sirva de reflexão para os outros. E não precisamos ter coragem para isso, apenas ter consciência que escrever é entrega total. Entrega no sentido de deixar que julguem, civilizadamente, seu texto, mesmo que você interaja com o leitor. Isso é necessário mesmo quando escrevemos de forma amadora, como nos blogs.
Sim eu enfatizo e vou enfatizar sempre meus posicionamentos nos posts. Quando ficamos reticentes demais ao expor fatos e sentimentos, nosso texto fica amarrado, sem foco, fechado. No dia que eu estiver assim, me avisem, porque fecho isso aqui... rs