domingo, 10 de abril de 2011

Sofri abuso sexual na infância...


Sofri abuso sexual do meu irmão quando tinha por volta dos 8, 9 anos de idade. Ele era mais velho que eu alguns anos, já na adolescência, com seus hormônios explodindo. Não sei bem classificar se o abuso sexual feito por um adolescente é menos doloso do que o de um adulto. Mas creio que um rapaz na adolescência já tenha algumas consciência de seus atos sexuais, muito mais do que uma criança.

Tive uma infância muito pobre, então meus pais colocaram desde sempre eu e meu irmão para dormirmos no mesmo quarto. Sempre foi assim, primeiro em camas diferente, depois de um tempo foi comprada uma cama velha grande e passamos a dormir nela. Era a nossa realidade não se pensava em pedofilia, abuso sexual, como se pensa hoje em dia. Enfim... era assim que funcionava na nossa casa.

Um dia acordei com meu irmão abaixando meu short do pijama e tentando me penetrar. Sinceramente naquela época não sabia o que era nada daquilo. Ouvia falar em sexo, mas não como as crianças de hoje, que tem acesso pela TV, internet e tudo mais. A sociedade era bem mais fechada, pudica, as informações não eram tão acessíveis. E não sabia sinceramente a extensão de nada do que era aquilo e nem suas consequências, meu corpo era totalmente infantil, minha mente idem.

Meu irmão disse que era para eu deixar que seria bom. Eu permiti mesmo que aquilo me trouxesse dor física. Não sei exatamente dizer porque cedi, não posso comparar a mente que tenho hoje com meu raciocínio daquela época, mas me lembro que envolvia muito medo, medo de decepcionar, já que sempre meu irmão era modelo de tudo de bom e eu nunca prestava. Então sentia ou achava que aquilo era o que deveria ser feito.

E não foi uma vez apenas, aquilo durou um tempo. E sempre cedia e nunca sentia nada, exceto dor em muitos momentos. Lembro de que quis sair daquela situação, mas meu irmão me convenceu de não. Tinha medo de toda minha família e achava que como ele era o modelo, deveria acatar. Sempre dizia para ficar calada e não contar nada para ninguém.

Bem, não vou me estender nos detalhes, senão o post vai ficar enorme. Mas o fato é que isso não foi um grande trauma para mim. Influenciou ajudando a destruir minha autoestima, junto com outras circunstâncias familiares.

Dizendo que não fiquei traumatizada, não quero mininizar as consequências brutais de um abuso sexual em qualquer fase da vida de uma mulher, de uma pessoa. Talvez pela falta de violência física, por eu ter consentido, mesmo sabendo hoje que não tinha consciência plena do que estava rolando, não tenha ficado tão marcada psicologicamente como se, talvez, alguém tivesse me violentado.

No entanto, mais tarde, querendo destruir a imagem de bom moço do meu irmão, porque sempre tudo de bom era ele, e eu não prestava, cheguei a contar para meus pais, mas eles nunca acreditaram e ainda ficaram contra mim. Isso, sim, me machucou fundo! Não me sentia uma vítima, mas sei que fui a vítima, então meus pais tinham que ter ficado do meu lado, e não ficaram. Isso que deixou a mágoa de toda essa situação.

Pensei, antes de abrir essa parte da minha vida aqui no blog, mas acho que como escrevo sob o nick de Dama de Cinzas, isso será possível, sem que traga problemas para minha vida atual. E muitos podem se perguntar o porquê de estar contando isso. É simples. Reparem! O que fez com que consentisse nesse abuso, foi uma autoestima detonada por uma família que me desvalorizava o tempo todo. Então sempre achava as atitudes e pensamentos do meu irmão o modelo a seguir e os meus sem importância.

Peço que quando tiverem um filho, mesmo que ache ele um traste, tente contornar de outras formas, certamente dizer para ele que o acha um merda, não vai ajudá-lo em nada, só vai marcá-lo negativamente por toda a vida. Passei anos da minha vida adulta tentando consertar essa baixa autoestima e confesso que até hoje ela não é um modelo a ser seguido. O que acontece na sua infância e adolescência é o que te constrói, são suas bases. Então atentem para isso vocês que tem filhos
.

104 comentários:

  1. Dama

    fez você muito bem, falar do que nos dói é o melhor à fazer


    beijocas

    Loisane

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  2. Nossa, Dama! Li o seu texto com o coração apertado o.O
    Admiro demais a sua coragem! Mesmo sob o nick "Dama de Cinzas", imagino que deve ser difícil pra vc falar de coisas tão delicadas em sua vida, principalmente pq envolve a sua auto-estima... Desculpe dizer, mas o seu irmão não vale nada!

    Bjos

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  3. Eu acho que aos 8, 9 anos já temos percepção do certo e errado. Se eu tivesse no teu lugar já teria engravidado porque menstruei aos 9. E lembro já tinha plena consciência da mudança que meu corpo sofreu, nao ia mais de short na aula de educação física nem usava camiseta transparente...
    O problema, como você bem disse, foi justamente a indiferença que sofreu por parte da sua família inteira, e que manchou sua auto estima.
    Acredito você tem trabalhado isso bem, caso contrário nao teria tido coragem nem de expor o assunto num blog. Eu nao teria.
    Desculpe em dizer, mas sinceramente fiquei enojada do teu irmao e dos teus pais.

    Abraco!

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  4. C. - Talvez você já tivesse consciência das implicações de uma relação sexual com 8, 9 anos de idade, você era mocinha nessa época, eu tinha corpo de criança, não tinha entrado na puberdade, não pensava em sexo. Enfim, posso falar por mim, pelas outras crianças da mesma idade não posso responder...

    Bjs

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  5. eu também já sofri... só que meus primos e meu irmão não prenetaram... é terrivel... com o passar do tempo comecei a gostar de fazer ... mas aquilo parecia que era uma curiosidade... isso virou um trama... apesar que esquecir um pouco disso mas...
    seguindo seu blog meu amor...
    o que nos resta é pedir misericordia a Deus...
    http://fabisocci.blogspot.com/

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  6. Entendo o q aconteceu com a Dama, seus sentimentos em relação ao abuso sexual do irmão e o pouco caso de sua família.

    Quando eu era criança, frequentava , junto com meus pais, a casa dos meus tios, q tinham 3 filhos, sendo uma mulher. Eu e ela brincávamos de jogos, tipo quebra-cabeças, coisas assim. Quando me ingressei na adolescência, ela parou de brincar comigo. Eu falava: vamos jogar tal jogo? Ela negava. Ela nao me dava mais atenção. Chateado, sem entender o motivo, comentei com minha mãe, q supos q sua mãe a orientou a minha prima não ficar mais perto de mim, devido eu ter me tornado um adolescente, aquele lance, não é, primo com prima...Ela era uns 4 anos mais novo do q eu. Jamais eu a assediaria. Apesar dela ser uma menina bonita, nunca tive atração por ela, era como se fosse uma irmã. Ainda, na adolescência, eu era louco com mulher. Tive a minha primeira relação dos 13 para os 14 anos. Meu pai percebeu quando eu o acompanhava até seu local de trabalho, no Mercado Central, o meu desejo sexual, já q eu não podia ver uma mulher, q me excitava, então, pediu a um conhecido q me levasse até a zona boêmia. A meu ver, isso é normal, esta 'tara', coisa de adolescente. Mas eu jamais faria sexo forçando uma mulher para isso, nem a enganando, aproveitando de sua inocência, como seu irmão fez com vc, Dama, jamais! Alguns colegas adolescentes aproveitavam da inocência de outros colegas, é, do sexo masculino, e abusam deles. Jamais tb fiz isso. É uma covardia, uma canalhice! E tb nunca senti atração pelo sexo masculino.

    Lamentável sob todos os aspectos a atitude do seu irmão e da sua família, Dama. Me desculpe.

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  7. Muitas vezes nos subbmetemos a abusos fisicos ou morais sem ter consciência que no fundo tudo o que queremos é a aprovação dos outros. Bjo

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  8. Triste essa situação...
    Lamentável pensar que este ato acontece em milhares de famílias e sempre quando contada, a situação permanece igual, pois os pais preferem maquiar-se atrás das utopias deles a enfrentar este momento com seriedade...
    Eles não passaram por isso, portanto a seqüela nunca irá acompanhá-los! Agora, quanto a você, chega a ser dolorido pensar que seus pais a magoaram tão duramente e intensamente durante todos estes anos!!!!

    Beijo!

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  9. Caramba...um daqueles posts que nos levam a refletir por horas e horas e horas...muito obrigada por compartilhar isso conosco.
    Um beijo do bloco...

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  10. Aos 8 anos eu acho que eu não tinha nocão nenhuma do que era sexo. O descaso da sua família, o fato deles destruirem sua auto estima e ainda mais o abuso, realmente é muita coisa para uma menina. Não acho que você aceitou, acredito que nessa idade isso assusta tanto que não sabemos dizer não, e é assim com tantas outras criancas que são abusadas nessa idade ou até mais velhas, assim como adolescentes e até mulheres, medo, medo de abrir e não ser entendida, de ser mais ainda culpada.
    Que bom que você contou, e espero que assim você exorcise de vez esses fantasmas que com certeza machucam muito.

    Beijo

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  11. Nossa, acho que nem sei o que dizer diante disso. Essa semana mesmo eu tava lendo parte de um relato de pedofilia sofrido por um rapaz na juventude. Esse tipo de atitude sempre me impressiona e enoja.
    Com essa idade somos crianças ainda, nao temos noção do que acontece, nao sabemos nem como funciona o corpo... E são coisas que levamos pra vida toda.

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  12. Belo texto, quando conseguimos falar sobre um aml que nos atormenta , como você fez, significa uma grande cura interior.
    Quanto a seus pais , eu não julgo , eles foram iludidos pelo modelo de perfeição que seu irmão criou, mas acredite que isso não é para sempre , um dia a mascara cai, e ai sim a conversa muda o tom . bjs

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  13. PKP!QQ tipo de abuso sexual deixa marcas por mais que vc diga que não.Acho tudo isso lamentável,pq a descoberta da sexualidade é ótimo!Mas infelizmente em muitos casos,como o seu,é muito triste,ainda mais com alguem tão próximo como pai,e irmãos.
    Sinto muito,vale por experiencia,mas vale tbm por decepções,e lembranças nada boas para o resto da vida.
    Boa semana bela,bjk

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  14. Oi Dama, talves o que eu vou falar aqui muitos não concordem
    Muitos dizem que seu irmão é um canalha por ter feito o que fez, mas... será que ele teve alguma orientação sobre o ato dele ser certo ou errado?
    Ele deu vazão aos seus instintos certo?
    Pra ele ter alguma noção sobre isso ela teria que vir de quem? dos seus pais é claro.
    A maioria dos pais naquela época não falavam esse tipo de coisa com os filhos e até hoje é assim, são muito poucos os que falam, que tem uma mente mais aberta
    Então se pode culpar seus pais por isso? é claro que não, pois cada um só dá o que tem e o que consegue
    Por outro lado você contou á eles e não aceditaram, talvez até tenham perguntado ao seu irmão e é claro ele negou, mas talvez nem tenham perguntado
    De qualquer forma, essa mágoa te acarretou problemas que você tem consciência e outros que talvez ainda não tenha
    O fato é: seja lá o que foi que aconteceu hoje você pode dizer não á mágoa, a revolta e até a auto piedade, pois não precisamos disso.
    Claro que todo mundo vai dizer que seus pais e seu irmão fizeram errado, mas se vc alimentar isso só vai piorar as coisas.
    Admiro demais a sua dignidade em ter exposto isso aqui, pois só mostra que está reagindo, que quer de uma vez por todas exorcizar esses fantasmas.
    Então amiga, limpe seu coração, nada é por acaso, coisas que acontecem na vida da gente tem origens muitas vezes em vidas passadas e no que ficou no seu incosnciente e se concretiza nessa vida agora.
    Tudo são experiências, então veja isso como mais uma e se pergunte o que você pode tirar disso tudo pra sua vida "hoje".
    Seja lá o que for que tenha acontecido em nossas vidas, temos a escolha de continuar alimentando "ou" simplesmente dar um basta e dizer: "dane-se", aconteceu, mas estou viva e tenho a chance de fazer meu futuro diferente.
    O que importa não é o que aconteceu e sim como você lida com isso.
    Se hoje você limpar o seu coração, se perdoar aqueles que erraram e decretar que isso não é um trauma em sua vida ele não será.
    Você também tem que "se" perdoar, pois mesmo não querendo sempre ficamos pensando que se "talvez" tivéssemos agido de outra forma as coisas teriam sido diferentes.
    Você fez o que sabia, o que podia, o que acreditava então "não tem culpa de nada".
    É só na vida adulta que podemos resolver questões que ficaram pra trás e ainda assim temos que buscar maneiras de resolvê-las, seja por quais meios forem.
    Você é uma guerreira, vai atrás do que quer, então tenho certeza de que vai se livrar disso.
    O primeiro passo você já deu, expôs aqui, então o resto você vai eliminar de dentro pra fora e isso vai te fazer um bem enorme.
    Vixe, olha eu com meus jornais rsss
    Deixo á você a minha admiração e o meu respeito pela pessoa que você é!
    Beijos em teu coração!

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  15. Oi,minha cara Dama!Lendo seu post eu lembrei da minha carta escrita lá no blog semana passada destinada a minha mãe.O pior de tudo deve ter sido o fato de os teus pais não terem acreditado em ti e acho uqe isso acontece na maioria dos casos de abuso, ainda mais quando envolve um familiar.
    Autoestima também é um problema na minha vida, sempre achei inferior aos outros, inseguras, com certeza essas são marcas que irão ficar para sempre, como tu mesma disse são coisas da infância a base de tudo. E com certeza se um dia eu tiver filhos quero ser uma mãe diferente da minha,mas com certeza sei que não será fácil.
    Beijosss

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  16. Querida, sei bem o que fala. Família pode ser mesmo algo a se "carregar" na vida. Aos 9 eu era uma menininha, não tinha nada de sexual e embora já gostasse de um "priminho", filho de minha madrasta. Por volta dos 12 ele me fazia carinhos íntimos enquanto eu "dormia". Sabia que não era certo, mas gostava. Fui apaixonada por ele anos da minha vida. Mas hoje acho que apesar de consentido, foi um abuso. Tudo o que eu queria é que ele me pedisse para namorar. Isso me levou a um casamento precoce (aos 18 anos)tentando reviver as emoções sexuais dos 12, mesmo com 18 eu não percebi isso. Foi algo da vida, sem traumas, mas acho que podia ter sido diferente.
    Muitas coisas acontecem com crianças, sem ninguém ver e acredito que o que aconteceu com seu irmão tenha te marcado, mesmo que seja algo que você superou da melhor forma.
    Com meus filhos e crianças a minha volta, tento estar atenta e dar espaço para qualquer conversa. Espero que cresçam seguros e felizes.

    Patrícia.

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  17. Dama,
    Cada dia que passa lhe admiro mais. Não é nada fácil expor as feridas. E mesmo tendo você um nick tem uma pessoa que escreve através dele.
    Parabéns pela mulher que se tornou. Em muitos momentos não nos achamos muita coisa, mas só o fato de termos conseguido chegar onde estamos já é uma grande vitória. Poderíamos ter parado muito antes.

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  18. Porra, (me desculpe, não costumo usar palavrões na blogosfera, embora você saiba que eu os adore)

    Que texto, cara!
    Olha, vou te falar, não interessa se você posta sob o nick Dama de Cinzas ou não. O fato é que há uma pessoa sob a sua pele, e esta pessoa teve a coragem de fazer este post, isso pra mim é admirável, sob qualquer circunstância.
    A cada dia eu te respeito e admiro mais, minha cara. A cada dia, a cada nova linha que você escreve, aprendo a conhecê-la e a respeitá-la. Se seus pais perderam isso (sinto muito, tenho que falar), o azar é só deles. Você é uma pessoa fantástica. Nunca deixe de acreditar nisso. Falo sério, você é uma pessoa FANTÁSTICA.
    E vamo que vamo.

    Beijos

    Carla

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  19. Você tem a habilidade de relatar um acontecimento sem se deixar absorver por ele, narrando-o de forma crítica e possibilitando que as pessoas vejam que no mundo nem tudo são rosas. Você realmente mostra onde estão os espinhos e pouca gente tem coragem e habilidade para fazer isso. Antes de coragem é preciso ter habilidade e isso você tem de sobra.

    Quanto ao seu relato acredito que toda criança tem a curiosidade sexual e todos já passamos por isso. Acho que seu irmão, do alto do pedestal que seus pais o colocaram acreditou que estava acima de tudo(como um Deus) e sentia-se no direito de fazer o que quisesse com quem quisesse e viu em você (por culpa de seus pais)a pessoa certa para descarregar seus desejos contidos.

    Dama, o pior de tudo é que existem muitos pais assim: cultuando um filho e desprezando o outro, achando que quando um filho é mais rebelde deve ser tratado com desprezo e humilhação, que um filho deve ser comparado a outro, existem muitas crianças humilhadas pelos pais, crianças que descobrem depois de adultas que os pais nunca a amaram...

    Fico com a impressão de que, pelo menos, você está fazendo este relato e tentando alertar outros pais e fazendo com que os que lerem o que você escreveu não se sintam tão culpados pelos acontecimentos na infância.

    Superar tudo isso sei que vai conseguir, pois sinto que você é forte. Tomara que os que provavelmente tenham passado pela mesma experiência encontrem força para vencer os abusos e as torturas emocionais sofridas dentro da própria família.

    Beijos!

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  20. Chocado! Mais ainda com seus pais! Não sei nem o que dizer... vc é uma mulher (ou menina) forte!

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  21. Parabéns! Admiro sua coragem e sua força, em expor assim um assunto tão delicado, íntimo e pessoal como este, mesmo estando protegida sob um pseudônimo. Força sempre! Beijuu

    Dona Rata

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  22. Dama,
    abestalhada com o que você contou agora.
    Caramba, quando eu acho que nada mais pode ter acontecido com você na infância/adolescência, vc me vem com uma narrativa chocante.
    Acho que nada pior para uma mulher do que ter seu corpo violado. Violentando.
    É...moça...você foi obrigada cedo demais a amadurecer, a crescer e se virar. Mas ainda bem q não ficou com medo de sexo.
    Enfrentou a sua realidade e a sua vida.
    Tens a minha admiração.
    Beijos

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  23. Eu me lembro de uma cena da minha infância com meu primo que é um ano mais novo que eu... coisa de 7, 8 anos, a gente tava se descobrindo e alguém nos pegou e eu apaguei o que aconteceu... se tomei uma surra não sei, mas sei que fui travada sexualmente até os 23 anos!!
    Abusos de familiares graças a Deus nunca aconteceu!!
    Com relação aos filhos, eu tenho consciência de que só quis ter um filho porque eu jamais me perdoaria se algum dia comparasse ou sentisse que estava preterindo um filho, como sempre me senti em casa... e no fim das contas, foi isso que lhe incomodou mais, os pais que são os que deveriam nos proteger, não protegem, ou protegem o outro filho...
    Beijos!!

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  24. Tem coisas em nossa vida que nunca iremos entender porque, sobreviver nos torna pessoas mais determinadas, beijo no seu coraçáo, Lisette.

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  25. Caramba, que postagem marcante...
    boa semana, to seguindo seu blog.

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  26. Menina, li seu texto petrificada e confesso: você me deixou sem palavras! E você sabe que isso é uma coisa muito difícil!
    Nossa! Eu estou aqui imaginando a cabeça de uma CRIANÇA passando por isso e não podendo se expressar!
    Desculpe o que vou falar agora, mas é a única coisa que consigo colocar para fora neste momento: que família é essa??? Meu Deus...!
    Ok, DAMA DE CINZAS das CONFISSÕES ÁCIDAS... agora começa a fazer sentido para mim seu "nome" e o nome do blog...
    Um beijoooo grande...

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  27. Dama, desculpe, mas u so tenho uma coisa a dizer : que filha da P***
    Que raiva de seus pais, que pessoa desprezível seuu irmão,
    não sem motivos vc tem traumas sim, nao imagino como não...

    Nossa, vc é muito da paz, se fosse eu já tinha quebrado esse desgraçado, na primeira mentira dele....
    vc é forte
    mas sorte que nao conheço esse ser, porque eu quebrava ele na hora, partia ao meio

    bjs....vc tem todos motivos do mundo para ser ácida, mas ainda assim escreve para evitar o mal aos outros,,,,

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  28. Parabéns pela coragem em expor algo tão íntimo e delicado.

    Se servir de alerta para os pais de apenas uma criança/adolescente, já terá valido a pena este post ter sido publicado.

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  29. Até hoje, paira sobre mim uma dúvida, se eu não sofri algum tipo de abuso na infância. Quando eu tinha 7 anos, comecei a ter crises de pânico. Tenho um irmão 5 anos mais velho, hoje tenho plena convicção de que ele é um sociopata "bem sucedido", pois quase ninguém suspeita disso. Em razão do transtorno de pânico, que voltou quando eu tinha meus 25 anos, procurei ajuda de psicólogos e psiquiatras, e quase todos me perguntavam se eu lembrava de algum episódio de abuso. Eu não lembro, mas tenho o sentimento de q isso ocorreu. Sofri muito qdo era criança, meu irmão certa vez esquentou um garfo no fogão e queimou minha mão, até hoje tenho a marca- eu tinha apenas 6 anos na época. Sem contar que eu vi meu irmão queimando peixinhos vivos, com um fósforo aceso, ele estuprou uma empregada nossa quando ele tinha 16 anos, e nada foi feito! Hoje ele é o queridinho do meu pai, e faz de tudo para me destruir -até hoje! É muito triste quando percebemos que as pessoas que mais deveriam nos proteger são as que mais nos fazem mal. Felizmente existem bons psiquiatras e antidepressivos que permitem que pessoas que sofreram abusos possam ter qualidade de vida e assim como você, usar as experiências como crescimento pessoal. Nunca contei esses detalhes da minha vida, exceto para pessoas muito próximas, mas seu post merece minha participação e meu endosso efetivo.

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  30. É bom desabafar, mesmo q seja depois de anos.
    Bjs e fik c Deus.

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  31. Oi Dama,

    "O que acontece na sua infância e adolescência é o que te constrói, são suas bases. Então atentem para isso vocês que tem filhos."

    Por esta (entre tantas outras razões ou contingências da vida) não tenho filhos... Tenho dúvidas até mesmo quanto à adoção... Não sei se eu seria uma boa mãe... Crianças são como páginas em branco, cheias de pureza e potencialidades. São frágeis, permeáveis... Quando comecei a ter consciência disso tive medo!

    Este relato é chocante e sua coragem e clareza são admiráveis!

    Tudo de bom pra vc.

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  32. Nossa, quanta coragem a sua de postar sobre esse assunto de caráter tão pessoal!

    Esses temas de abuso sexual infantil e pedofilia são sempre muito delicados. Eu não vejo sentido nessas pessoas que abusam de crianças, porque crianças não têm um corpo atraente, não tem curvas, não têm o corpo formado ainda. No seu caso é ainda pior, porque foi seu próprio irmão quem fez isso, então foi incesto infantil!

    Muitas mães não acreditam quando suas filhas dizem que seu pai, padrasto ou irmão abusaram delas. Muitas vezes, as mães não querem ver isso ou se calam diante da situação para não perder o marido. Mal sabem elas que causaram um problema pro resto da vida na vida de suas filhas. E, realmente, o que passamos na infância e na adolescência é o que forma nossa autoestima, nosso caráter, nos constrói, como você disse. Um trauma como esse afeta uma pessoa pelo resto da vida.

    Parabéns de novo pela sua coragem em escrever este post, Dama!

    Beijos!

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  33. Eu também não tinha sabia o que era sexo, apenas sentia que aquilo não estava certo. Sentia culpa e medo e não falei nada. Como você bem disse, tudo começa e termina na auto- estima estima que se tem ou não. Eu era uma criança sem nenhuma...
    Beijoca

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  34. Oi, Daminha.

    Nossa, faz tanto tempo que não leio você. Andei afastada da internet, mas agora pretendo retomar meus posts e minhas leituras.
    Parabéns pela coragem em falar sobre este assunto tão doloroso e difícil.
    Concordo em tudo quando você diz que "o que acontece na sua infância e adolescência é o que te constrói, são suas bases."
    É uma fase complicada, de formação de personalidade e caráter e por isso, a atenção e o apoio dos pais tem de ser maior que em qualquer outra fase da vida.

    Estava com saudade de seus escritos.

    Beijo.

    http://viversemfronteiras.wordpress.com/

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  35. QUERIDA AMIGA..
    SUA POSTAGEM MEXEU COM MEU CORAÇÃO E DOEU MUITO.
    POIS UM CUNHADO MEU FEZ O MESMO COM UMA DAS MINHAS FILHAS ELA TINHA APENAS 5 ANOS E ELE ADULTO.
    NA ÉPOCA ELE MORAVA EM MINHA CASA.
    E MEU ES MARIDO O PAI DELA VIAJAVA.
    QUANDO MINHA FILHA CONTOU A SEU MODO DEVIDO A IDADE NÃO SABIA COMO FALAR COMIGO.
    LEVEI MINHA FILHA AO MÉDICO E ESPEREI ELE CHEGAR ARMADA COM UM REVOLVER 38 QUE TINHA NA ÉPOCA EM CASA.
    A GRITOS MINHA FILHA PEDIU PARA Ñ MATAR MAIS PARA ELE IR EMBORA.
    COMO JA ESTAVA AGLOMERANDO VISINHOS NA PORTA DE CASA .
    FIZ ELE SUMIR DE CASA.
    QUANDO O PAI CHEGOU O CRETINO Ñ ACREDITOU NA FILHA E MUITO MENOS EM MIM.
    FOI ONDE SE DEU MINHA SEPARAÇÃO NO MESMO DIA.
    FUI MORAR COM MEUS PAIS ..
    HOJE MINHA FILHA AINDA NUTRI ÓDIO POR AMBOS.
    SEI QUE FIZ TUDO QUE PUDIA FAZER NA ÉPOCA ELA TEVE TRATAMENTO DE TUDO QUE PUDE DAR E ACIMA DE TUDO MEU CARINHO AMOR E AMPARO.
    SINTO MUITO LER TUDO ISSO AMIGA E MESMO DEPOIS DE TANTOS ANOS DESABAFAR ESSE FATO NUM BLOG SEMPRE GUARDEI E ME RESEVEI DISSO POR MEDO DE EM VEZ DE APOIO TER CRITICAS.
    DEUS ABENÇOE E ILUMINE SEUS CAMINHO Ñ POSSO PEDIR PARA VC ESQUEÇER.
    POIS NINGUEM ESQUEÇE.
    BEIJOS E BEIJOS NO CORAÇÃO,EVANIR.
    www.fonte-amor.zip.net

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    Respostas
    1. Evanir, eu gostaria de ter tido uma mãe como vc.
      Fui abusada tbm, mas não houve penetração, não que eu me lembre. Não culpo minha mãe, pois provavelmente ela não saiba de nada.. Mas chorei lendo seu comentário..
      Eu Sinto Muito!

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  36. Olá,
    Isso pra mim retrata um abandono, um descaso e ignorância de seus pais...
    Como pode um pai não crer naquilo que a filha sente... Quanto a seu irmão, é melhor eu nem comentar... Mesmo sem traumas, o seu alicerce foi construído em cima de ruínas e pessoas assim,tem que ser duplamente guerreiras para superar as dificuldades e por pra fora é um bom começo! Parabéns pela desenvoltura em seu texto, por expor algo tão intímo mesmo que anonimamente, pq o que vale aqui, é tentar acalmar a alma e buscar novos horizontes! A violência sexual contra crianças é um dos piores crimes não sou ao corpo, mas principalmente à cabeça...
    Um abç!

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  37. E pensar que isso é tão comum, ou seja, a ocorrência de situações assim estão impregnando o mundo.
    E histórias assim podem estar mais próximas de nós do que imaginamos.
    É bom saber que as dores em relação a isso não foram tão grandes, mas as cicatrizes estão aí, né. E elas insistem em nos lembrar.
    Agora o que mais me dói, é pensar que na maioria dos casos, os que sofrem abusos ou tentativas - o que já é um abuso -, sentem-se mal pois se acham culpados de alguma forma. E até a lucidez em relação a isso ocorrer, é uma longa caminhada.
    Abraços,
    K.

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  38. Só hoje vi o teu post. Fiquei triste, chocada. Não é de admirar que você tenha passado por tanto sofrimento e tentativas de auto-destruição quando chegou à idade adulta.
    Pode parecer horrível o que eu vou escrever, mas espero, sinceramente, que o seu irmão receba de volta o sofrimento que causou. E ele não merece nenhum apreço, nenhuma consideração sua.
    bjs,

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  39. Muito complicado falar desse assunto. É mais uma prova que o abuso infantil ocorre dentro de casa por quem se menos espera.

    Sei que hoje vc não deve carregar traumas sobre isso. Ficaram no passado e está bem resolvida em relação ao seu irmão...

    Infelizmente qdo se tem uma familia que destroi cada um dos componentes aos poucos é complicado tentar compreender a atitude de cada um...Mães e pais tinham a obrigação de zelar pelo bem de cada um dos filhos, mas sabemos que um deles sempre será o privilegiado. Até acredito que alguns pais não fazem por mal, as vezes é ignorancia.

    Mas acreditar nas palavras de uma filha é obrigação. Investigue antes de desacredita-la. Esses traumas é que perduram pela vida toda.

    beijão.

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  40. Postagem corajosa, essa.

    Eu nem me atrevo a imaginar a dor e as marcas que um acontecimento desses deixa na vida.

    =\

    Um beijo.

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  41. Eu lembro quando você me contou isso a primeira vez. Eu não lembrava que você ainda não havia comentado isso no blog.

    Eu acho que a pior parte é os seus pais não acreditarem. Não sei o que passa na cabeça deles... dos pais... não é o primeiro caso que eu escuto de pais que não dão a mínima pra esse tipo de situação. A minha mãe, por exemplo, quando eu mencionei que fui molestada e por quem... ela simplesmente ficou tranquila, normal, fala do assunto naturalmente... sei lá... esperei que ela gritasse, esperniasse e até temi que ela fosse se vingar da pessoa... mas não... dia desses estava falando com a pessoa normalmente. Sei lá... isso me enoja.

    BeijoZzz

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  42. Para Uma Dama

    Vem um dos homens e lhe ofende a natureza feminina
    Silenciosamente rouba-lhe a inocência de menina
    Determinado e inconsciente impõem-lhe a boca calada
    Que quando balbucia a verdade é de pronto velada
    Sofre a exclusão familiar e ainda a pecha que espezinha
    De ser além de uma pequena mulher, uma mulherzinha
    O decreto que apequena a moça a conduz ao descaminho
    Tenta encontrar na química a sua recompensa, o carinho
    Nos corpos alheios busca confirmar a dúbia fama
    E passa a acreditar nos créditos de cinzenta dama
    Mas como um anjo caído, sabe que pode alçar vôo maior
    Acima do rés do chão, além do horizonte de novo alvor
    Subjuga o ódio que poderia sentir pelos machos da espécie
    E ainda consegue amá-los e achar graça além da efígie
    Prova-se emancipada em carne, osso, mente e espírito
    Escreve a cada momento a sua história rumo ao infinito
    Une-se a nós e expande o seu ser de boa influência
    Confessa-se imperfeita, porém é uma dama de excelência.

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  43. Você não consentiu. Vc foi simplesmente violada!!! Que podia fazer uma menina de 8 anos contra as investidas do irmão? Absolutamente NADA!!! O fato de dormirem no mesmo quarto contribuiu para essa situação. Mas nem todos os pais têm condições de oferecerem aos filhos quartos separados.

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  44. Tudo bom, Dama ?

    Estou chocada com tudo que li. Logo no título fiquei petrificada e quando terminei de ler, não soube mais o que pensar.

    Eu acho que seus pais não tem culpa, você não tem culpa e nem seu irmão tem culpa. Sabia ?

    Logo ao ler me deu raiva do seu irmão, achei-o nojento e depravado, mas relendo vi que ele era apenas alguns anos mais velhos que você. Não sei que idade você tem hoje e também não sei como as coisas eram na sua época todavia penso que seu irmão não deve ter tido orientação sexual dos seus pais.Deve ter aprendido na rua, com certeza, fez isso com alguém, gostou e achou que deveria compartilhar o prazer com você. Talvez ele nem soubesse que isso era sexo... de repente,ele apenas achava que algo curioso e gostoso. De repente, não tinha maldade para saber que era um ato sexual e que fazer isso com a irmã era errado e incestuoso.

    Também acho que você não deve ter negado porque também desconhecia aquilo e estava curiosa. Sabe Deus o que se passa na cabeça de uma menina de 8 anos de idade, na época em que você viveu.

    Penso também que o fato de dormirem juntos na mesma cama não tenha influenciado nessa situação, afinal de contas,ricos ou pobres, muitos dividem o mesmo quarto. E às vezes, a mesma cama. Não creio que essa situação possa ter contribuído para algo.

    O que eu gostaria de saber é o seguinte: quando vocês cresceram, como ficou essa situação ? Seu irmão lembra disso ? Alguma vez vocês conversaram a respeito ?

    Não tenha raiva dos seus pais. Eu acho que nenhum pai e nenhuma mãe acreditaria mesmo porque isso é muito polêmico. Se hoje em dia, já choca (e olha que temos muitos meios de comunicação que divulgam essas coisas) imagina na sua época, onde não se falava esse tipo de assunto ?

    Acho que isso foi um lamentável acontecimento. Não sei mais o que dizer. É triste !

    Um abraço !

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  45. ElLa - Ele é seis anos mais velho que eu... Portanto deveria ter uns quize anos... Acho que com essa idade e sendo púbere, pelo menos você sabe que está fazendo sexo e o que acontece a partir disso. Puro ele não era, não! Eu era uma criança antes de entrar na puberdade, eu não pensava em sexo, eu não sabia quase nada porque minha mente e meu corpo não buscavam isso.

    Concordo contigo que pela idade dele talvez não pudesse ser tão culpado quanto um adulto, agora estar no mesmo patamar de inocência que eu, na época, isso realmente ele não estava.

    Ele sabe muito bem o que fez! Óbvio que lembra e sabe o que fez, ele não era nenhum retardado! Já conversamos sobre isso uma vez, mas ele mais escutou do que disse algo!

    Beijocas

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  46. Oi Dama,

    Sempre achei seus posts ácidos por demais e não conseguia entender o pq de tanta revolta.. discordo de muitas coisas que vc diz nos outros posts, concordo com outras, enfim, vc eh sempre muito polêmica e acho que eh por isso que volto tanto aqui.. rsrs
    Mas hoje, depois de ler esse relato, pude entender um pouco do que se passa com vc. Realmente vc teve uma vida bem difícil.. esse eh o tipo de trauma q marca a vida toda. Não acho que seu irmão seja inocente como vi em um comentário aí.. com 16 anos, já se sabe muito bem o q se está fazendo. Ele se aproveitou de uma criança. Mais revoltante ainda foi saber que seus pais naum deram a mínima importância ao que vc dizia. As pessoas que deveriam ser suas protetoras, aquelas que vc deveria se agarrar num momento desses, te viraram as costas..Agora entendo pq vc não valoriza essa entidade chamada "família".
    Enfim, eh fácil para as pessoas apontarem o dedo para os nossos defeitos, difícil eh saber e entender o pq de certos deslizes.
    Te admiro pela força e coragem.
    Um abraço.

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  47. É incrível, porque mesmo voce nao tendo filhos, capta exatamente o que nao se deve fazer durante a criação.
    Infelizmente aprendeu a duras penas.
    Caramba...sem palavras,fiquei imaginando essa menina de 8 anos indefesa naquela situação e sem o apoio dos pais...tem coisa pior?
    Vixie maria...tenho que admitir que fiquei com muita raiva dos teus pais...sorry Dama.

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  48. Dama, meu Deus que post! Chego já lendo algo tão sério, confesso que nao desgrudei o olho sequer um segundo desse texto e não sei quase o que te dizer. EU SINTO MUITO!
    Existem famílias que realmente nao entendem o que é criar um filho e infelizmente essa é a sua, mas nao os odeie, acredito que eles nao evoluiram o suficiente ainda para te entender! Siga tua vida e reconstrua essa auto estima que podeser muito valioso.

    Hj por acaso escrevi um post falando sobre a educação dos pai tabém, se puder dar uma olhadinha lá fique a vontade!

    Espero que vc supere isso de verdade! Boa sorte!

    Vou te seguir aki! Beijao

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  49. Olá Dama, eu como sua fã confessa, só tenho a dizer que sinto muito pelo que te aconteceu e solidarizar-me com seu drama, já superado, com certeza. E agradeço, pelo alerta que nos deu: pais ou quem quer que seja que cuidem das crianças. Quanto mais o tempo passa mais desafios são apresentados na educação de um filho.
    bj

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  50. Olá, Dama de Cinzas!
    Achei muito corajoso de sua parte fazer tal revelação. Mas também entendo que exorcisar nossos fantasmas é a melhor maneira de seguirmos em frente, e lendo o seu blog percebi que você fez isso. parabéns!
    Bjs!
    Rike.

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  51. Não posso dizer que entendo vc porque nunca passei por isso. Seria falar demais do que não sei. Mas acredito que tenha doído mais a atitude de seus pais perante a sua confissão, de descrença do que o ato em si praticado pelo seu irmão. Bom, não minimiza o abuso, mas é muito bom saber através de relatos como o seu o outro lado do mau que o ser humano sofre. Como vc falou interferiu na sua autoestima e muito provavelmente a sua confiança perante os homens, nos seus relacionamentos. Mas não traumatizou cv a ponto de se tornar uma pessoa ruim ou fazê-la destruir a própria vida. É um exemplo de como podemos trabalhar o mau que nos é feito em nosso benefício...

    Fica com Deus!

    Beijos

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  52. Nossa me senti super mal lendo isso.

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  53. Você é uma GRANDE mulher... Orgulho alheio.

    bjs, querida.

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  54. eu não sei nem o que dizer sobre tudo isso, li com lágrimas nos olhos... Dama... como vc sofreu, carregando esta experiência, esse trauma... e sem ter ninguém pra te apoiar, meu Deus, isso é um crime muito grave...

    não entendo como um irmão pode fazer isso... e a família ver e não tomar atitude, preferindo botar a cabeça na terra, como um avestruz, pra não ter que ver uma realidade...

    nossa, fiquei com o coração quebrado mesmo, ao ler isso. nem tenho palavras para confortar, pq é uma dor tamanha que vc carrega e teve que suportar.

    muito triste...

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  55. Quando terminei de ler seu post, dama cinzenta, fiquei pensando num filme italiano, "Parente é serpente". Recomendo.
    Veja aí num dia de folga e depois me diga.
    Bjoo!!

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  56. Sem palavras...
    Só sei que a cada dia te admiro ainda mais!
    Um xero!

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  57. Sinto muito Dama!

    bom q vc nao se sente mal com isso, um problema a menos pra resolver,nao é? a questao pra ti entao foi o nao apoio da família. Mas q compreensível! Mt triste, e o que é pior, mt frequente, acontece com mt gente. os pais nao acreditam e a pessoa se sente pior do que se sentiu até ali.

    incrível como todo dia surge gente assumindo que foi abusada sexualmente na infância, acho uma das, nao, corrigindo, acho a pior coisa que pode acontecer na infância de alguém :-(

    eu como mae de tres, Dama, fico sempre atenta, até hoje...

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  58. Bom dia.

    Que bom, que você desabafou aqui. Essa experiência você soube administrar, errados são seus pais, que se tivessem lhe dado ouvidos, teriam colocado um fim na safadeza do seu irmão.

    A injustiça começa dentro das próprias famílias mesmo.

    Os traumas são minimizados pela própria pessoa, quando os fatos são encarados de frente, da forma que você lembra deles e analisa, sem colocar uma pedra por cima.

    Parabéns pelo seu equilíbrio, inteligência e boa vontade com a vida.

    Um grande abraço.
    Maria Auxiliadora (Amapola)

    Estou lhe seguindo.

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  59. Fiquei muito triste com o seu relato. triste pela menininha de 8 anos que foi violentada, triste pela mulher ( ou adolescente) que tentou pedir o apoio dos pais e nao encontrou. mas fico feliz de saber que apesar de tudo isso voce se transformou nessa pessoa maravilhosa, que aprendeu a se dar valor e a cuidar de si mesma!
    Vou la correndo no quarto das minhas filhas dar um beijo em cada uma.

    Obrigada pela dica

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  60. impressionante e corajoso o seu depoimento. dificil acreditar isso de um irmão...mas ja li depoimentos de filha abusada pelo pai...
    é foda!
    bjsss
    Leo

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  61. Putz Dama ... não sei se fiquei mais impressionada com o ato em si ou com a indiferença dos seus pais. O lado bom é q vc consegue falar disso, por pior q ainda sejam as sequelas. Beijo.

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  62. Dama,
    Sua coragem em falar sobre o assunto certamente tocará muitas mães com filhos na mesma situação que seu irmão, e as fará refletir bastante. Sinto muito pelo que aconteceu. Mas o que se faz, aqui se paga.
    Desejo dias floridos pra ti!
    Márcia

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  63. Li o seu texto e chorei. É a primeira vez que visito seu blog. Encontrei-o procurando "superação depois de tentativa de suicídio" no Google.
    Este mês faz um ano que tentei suicídio e quase consegui. Eu acredito que tem a ver com o fato de há quase três anos ter descoberto que meu pai abusava sexualmente de minha irmã, quando éramos crianças.Hoje tenho 27 anos.

    Depois dessa descoberta minha vida ficou muito estranha. A coisa toda veio a tona. Toda família sofreu. Meu pai pediu perdão e ... Mas eu não consigo mais seguir normalmente.

    Não quero mais acabar com minha vida, mas não dou conta de seguir, tocando minhas coisas. Parece que perdi a a capacidade de viver (acreditar, trabalhar, ter alguma coisa em que me realize).

    Não quero ficar aqui tentando chamar atenção para minha dor.

    Só gostaria de dizer que fico feliz por você conseguir continuar com sua vida. Espero sinceramente que você tenha superado isso de verdade. É porque às vezes eu finjo até para mim mesma que eu estou bem, porque não adianta ficar triste e sofrendo. Isso não nos ajuda a viver, pelo contrário, só torna tudo mais dramático e insuportável.

    Vontade de ter estado lá para ter protegido você e minha irmã de toda essa (maldade ou doença?)!

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  64. Eu peço licença para comentar aqui, já que aqui venho tão pouco, e sei que este é um depoimento muito sério..
    como vc mesma disse, escreve com o nick de Dama de Cinzas, e acho que neste caso é muito bom que se abra... e que observe as reações... isto com certeza ajudará no seu processo.
    Acho belo vc não ser machucadinha, nem recalcada...
    te aconselho um pouco de mel na sua vida pessoal, e nas suas verdades, mas vc pode me mandar pra PQP! É só um conselho ok!

    O motivo deste comentário é, que vim te desejar cura e luz, e que o Raio Ouro Rubi te envolva, e a todas as tuas memórias e familiares!

    Meus sinceros votos de amizade e respeito, e minha admiração pela grandiosa mulher que vc é!
    Não te vejo em cinzas sabia.. sempre te vejo em chamas!

    Grato por partilhar!

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  65. Dama
    Estou em choque! Nem sei direito o que escrever. Sinto uma grande honestidade em vc e, talvez, sejamos da mesma geração, pois na minha época assuntos como abuso sexual e pedofilia não eram divulgados como hoje.
    Também não sei avaliar a responsabilidade do seu irmão, não sei a idade dele, tanta coisa envolvida...
    Mas senti quase como uma navalha me cortando quando vc falou que seus pais não acreditaram. Quanto desamparo, quanta coisa errada...
    Que bom que você conseguiu ser a mulher inteira, ainda que com cicatrizes, mas bem-resolvida, lúcida, independente e forte que vc é hoje.
    Grande construção essa, ein?
    Fique em paz!

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  66. Dama,
    Disse que voltaria. Fiquei triste com seu relato. A vida é complicada, para alguns mais ainda!Por outro lado, a sua coragem em expor sua história como forma de argumento contundente para pais e mães cuidarem melhor da formaçao da auto-estima dos filhos, tanto torna vc mais admirável aos olhos de muita gente quanto a conforta (eu acho)! O primeiro sinal de que estamos nos curando dos nossos demônios é quando começamos a soltá-los.E vc soltou em praça pública! Parabéns!
    Fiquei feliz de ter escolhido seguir seu blog.

    Abraço.

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  67. Sabe Dama!!

    Vc que é uma pessoa espiríta, e eu que sou inciante...

    Me pergunto muitas vezes lendo seu post, como vc aguentou tantas "confusões" que aconteceram na sua vida,e supostamente sem ninguém para te apoiar... e entre tantos erros, como vc conseguiu forças para acertar...
    Isso é admirável!!!

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  68. Querida, acho que quando alguem consegue falar de algo tão traumatico assim penso que a auto estima ja deu sinais de restauração, embora as cicatrizes permaneçam não te tornam uma refém de sua história.Que bom que vc escolheu viver... Bjo

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  69. DAMA, Não sei como você superou tudo isso, pois eu sofri abuso do meu padrasto não com penetração mas sofro até hoje.Por muito tempo eu só me lembrava de um episodio talvez eu tenha bloqueado da minha mente, e passei o resto da infâcia e adolêcia bem. Mas quando casei começou os problemas travei sesualmente ,não sinto prazer ,contei para meu marido e ele entendeu toda a situação.Tive um filho e uma filha quando a menina completou quatro anos alguma coisa aconteceu desbloquei todas as lembranças da mente fiquei na neura com medo de acontecer com ela o que aconteceu com migo.É dificil sempre esta alerta com a familia,dela amigos, marido,e atè com o meu filho de nove anos ,converso com meu marido sobre minhas afliçoes e medos ele entende e està me apoiando com converças e compreeção, espero superar tudo.

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  70. Eu nem sei o que te dizer...
    A mim que o abuso começou antes de eu falar...estragou toda minha vida...e só esses dias relacionei tudo ao meu passado.
    A vida inteira fui uma personagem e estou estou sofrendo pelas mentiras que criei e ninguem entende...
    Não sei mais o que fazer, conto minha história em um blog...e vou tentar sobreviver...
    Eu agradeço que tenha falado também, acho que deveria ter feito isso a muito tempo.

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    1. OI! EU Ñ ME LEMBRO MUITO BEM MAS... ACREDITO PELAS MINHAS "CONTAS" Q TUDO COMEÇOU QUANDO EU TINHA 3 ANOS DE IDADE. SEI Q SOFRI ISSO ATÉ OS 7 ANOS. ME SINTO COMO VC DISSE VIVENDO OUTRA VIDA UMA VIDA FALSA DE MENTIRAS ONDE ME ESCONDO ME TORTURO. FUI ABUSADA POR INCRIVEL Q PAREÇA POR 2 "MONSTROS", 1 ERA DA FAMILIA DO MEU PAI, E O OUTRO É DA FAMILIA DA MINHA MÃE. 2 PESSOAS DIFERENTES TOCANDO-ME EM LUGARES DIFERENTES, MOMENTOS DIFERENTES, DE MANEIRAS DIFERENTES. MAS SEMPRE COM AMEAÇAS DO TIPO: VOU MATAR SEU PAIS E SUA FAMILIA. SEI Q ISSO TERMINOU QUANDO TINHA 7 ANOS FOI QUANDO CONTEI PRA MINHA MÃE, EM UMA CONVERSA QUALQUER... VI O MUNDO DA MINHA MÃE DESMORONAR. ELA ME PEDIU PRA GUARDAR SEGREDO, POIS SE MEU PAI DESCOBRIR (ele ñ sabe até hj) SABEMOS Q ELE MATARIA OS INFELIZES. MAS ESTA HISTORIA VAI MUITO ALEM. ME TORNEI UMA MENINA "CURIOSA", EU JA SABIA O Q ERA SENTIR PRAZER POR SEXO ORAL... APRONTEI MUITO NA ADOLESCENCIA E MINHA MÃE NEN SONHA COM COISAS Q JA FIZ, NUNCA MAIS CONTEI DA MINHA VIDA PRA ELA...NUNCA... ENTENDO E APOIO A ATITUDE Q ELA TOMOU, MINHA VIDA JA É ORRIVEL DO JEITO Q É... JA PENSOU SE MEU PAI DESCOBRE? A FAMILIA TODA DESCOBRE? "TODOS" AS DUAS FAMILIAS IRIAM SER ABALADAS. POR ISSO ME SUFOCO, ME TORTURO SOZINHA... NUNCA CONTEI ISSO PRA MINGUEM, MEU NAMORADO SABE DA HISTORIA MAS Ñ SABE DOS DETALHES... EU TENHO MAIS MEDO AINDA É Q ISSO TBM TENHA ACONTECICO COM MINHA IRMÃ MAIS VELHA, EU NUNCA TIVE CORAGEM DE PERGUNTAR. TENHO MEDO DA RESPOSTA DELA E DO ÓDIO Q SE MULTIPLICARIA DENTRO DE MIM POR ISSO. BOM EU PRECISAVA DESABAFAR COM ALGUEM, HJ DEPOIS DE MUUUUUITO TEMPO RESOLVI PESQUISAR SOBRE O ASSUNTO, E LOGO ENCONTREI ESTA PAGINA, TIVE MUITA CORAGEM... PRECISAVA DISSO... PESSO POR FAVOR VERDADEIRA FACE OCULTA SEI Q ESTE POST JA É ANTIGO MAS SE VC LER: SE POSSIVEL ENTRE EM CONTATO COMIGO ATRAVES DO EMAIL: semprelembro28@gmail.com ME IDENTIFIQUEI MUITO COM SUA HISTORIA E NA VERDADE FOI ELA Q ME MOTIVOU MAIS AINDA A ESCREVER NESTE BLOG... AGRADEÇO A OPORTUNIDADE DE ME ABRIR... TUDO DE MELHOR A TODOS

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  71. Muito legal esse espaço do blog..
    Mesmo que pra falar de um assunto tão feio que tanta gente tenta esconder..
    Também sofri abuso infantil.
    Do meu padastro, eu tinha por volta de 6/7 anos de idade...deixou muitas marcas triste cicatrizes que ainda doem mais bem pouco mas doem, o melhor caminho é encontrar o perdão
    não se fechar, como aconteceu comigo, que enquanto criança perdia toda minha expressividade assumindo responsabilidades,e tendo que me mostrar sempre a certinha, a boazinha, buscando algum tipo de atenção ou reconhecimento ou aprovação ...não sei, o melhor momento foi um dos piores quando na adolescia quis me rebelar por toda autoridade que meu padastro queria ter na minha familia, embora maior parte dela "pertencesse" a ele. por que só eu e meu irmão eramos do marido anterior de minha mãe que nunca chegamos a conhecer, então padastro era a unica referencia de pai, em que eu buscava carinho e afeto, mas aprendi que dali não sairia nada disso pra mim, pois quando me olhava era com um olhar do mal..maquinando o mal, eu me fechei pra tudo...me tornei desconfiada e super seletiva, exigia e exijo demais de alguem que se aproxima de mim com algum interesse afetivo. Mas com ajuda de Deus vou sair dessa torre que eu mesma criei..pra me proteger e consequentemente me isolar...

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  74. Dama ..
    Esta foi a primeia vez que vim a seu blog azer uma visita e me indentifiquei muito com a Senhorita..Pois também sofri abuso e minha familia também me acha um traste .
    Por causa disso estou enfrentando varias situações que estão me matando por dentro..Meu namorado me entendeu ..mas ainda não contei pra minha Familia e minha mãe me odeia,se eu disser pra ela vai ser pior ainda ..por isso Falei aqui no seu post pois aqui ninguem me conheçe e eu posso falar abertamente ..Hoje tenho 16 anos Um Filho de 9 meses e estou separada morando longe de todos eles porque minha caeça vem me confundindo.não sei oque fazer pois ainda estou muito nova e não sei oq Fazer da minha Vida ..pois eu amo meu ex,amo meu filho e não possso ficar perto deles..so se eu contar a verdade a minha Familia ..mais eu não irei consiguir ..sei que o Comentario ta meio confuso mais era so para tirar um peso da minha Cabeça mesmo Porque não ando nada bem com muitas coisas na Cabeça.
    Obrigado e que Deus te abençoe!

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  75. querida, entrei neste bloh hoje, e minha infância tbm foi MUITO triste. fui abusada por meu pai desde os 5 anos até a adolescência. tambem fui abusada por dois irmãos meus por parte de pai e um tio. minha vida foi triste. eu conhecia um garoto na escola e logo já queria casar....não por amor, mas sim para fugir daquela situação. conheci um jovem aos 15 anos e logo começamos a namorar e nos casamos. só o achava bonito, nd mais. mas mesmo assim nos casamos. foi um valvula de escape pra mim. mas graças a deus depois de um tempo vim a amá-lo e hoje temos três filhos....graças a Deus minha vida Deus uma guinada. mas as marcas infelizmente não irão se apagar :(

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  76. Oi minha querida...
    Sofri abuso por parte de um amigo da familia qdo tinha pouco mais de 4 anos...nao houve penetracao, e agradeco a Deus todos os dias por isso, pq hoje eu sei q seria fisicamente devastador...qdo tinha uns 8 anos fui abusada por uma garota, adolecente, filha de uma amiga muito intima de minha mae...ja nao bastassem, aos 11 anos meu irmao, assim como no seu caso tentou abusar de mim, eu nao usou forca fisica, mas tentou abaixar meu shorts, me disse que seria bom, que so iriamos brincar...etc...eu resisti e resisti e me safei...mas as consequencias psicologicas de tudo isso sao devastadoras, nao vou entrar em detalher mas tenho 34 anos e ainda sofro demais. E tudo isso foi por conta de uma mãe q omissa e relapça, q na epoca so pensava em si mesma...eu a amo e ja a perdoei(pq sinto q precisava disso). Tenha muita forca minha amiga, estamos juntas nessa...

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  77. Oi sofri violencia na infancia também, nunca contei para ninguém.... o unico q resolvi contar hoje, me disse q não sou vitima por que nao fiz nada. Isso me dói muito. Mas optei esquecer isso, mas é muito dificil ainda mais por ser alguém da familia, que sempre faz o papel de bom moço e na real só fode a vida dos outros!!!
    Bjus! Parabéns pela sua coragem, eu não tenho essa coragem!!! te adimiro!!! Ainda me sinto culpada!!!

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    1. você não teve culpa de nada. A pessoa que falou isso é aquele de pessoa que sempre acha que a culpa é da vítima, só que o nome já diz tudo: vítima!
      Nunca se sinta culpada por isso ou ache que você mereceu isso, porque Deus é amor, sempre, nós não merecemos isso, não importas nossas crenças espirituais.

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    2. Não sei se você vai ler, pois já faz muito tempo. A vítima nunca tem culpa, mesmo quando dizem que tem. As pessoas são muito hipócritas quando dizem porque não reagiu. Não reagiu porque entrou em choque, porque veio de uma pessoa que não esperava, porque não sabia que isso era errado, enfim, por "n" motivos. Muito cruel uma pessoa dizer que alguém é culpado dos abusos que sofreu.

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  78. Oi, tambem sofri abuso quando tinha mais ou menos 5 anos. Hoje tenho 13 mas ainda nao consegui ultrapassar esse trauma. Isso aconteceu com um homem que conduzia as urbanas da escola. Ele na altura tinha 43 ou 53 anos, nao me lembro muito bem. Cheguei a casa cheia de sangue e entao minha mae descobriu tudo. Ele veio por tras de mim, tapou-me a boca com uma mao e pos a outra dentro de minhas calças. Tentei gritar, tentei de tudo mas nada valeu a pena. Foi aí que ele abriu uma sala da escola e obrigou-me a ir com ele la para dentro. Eu nao queria mas ele me empurrou. Aconteceu muita coisa naquele dia. Lembro-me disso como se fosse ontem, tenho pessdelos com isso, imagino e sinto que ele me está tocando. Acho um alívio depois de descobrir que tudo é uma imaginação minha.

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  79. tambem sofri abusos na infancia , sei apenas que marca para o resto da vida , agente se sente culpado e nao quer cntar para ninguem .
    hoje aos 28 anos nao consigo me relacionar com ninguem , vivo trancado em casa e nao consigo nem deixar que me toquem , um dia , na igreja um irmao me abraçou e eu so queria era sair correndo dali , que panico , tenho varios traumas e sindromes . ja tentei varias veses ir ao psicologo(a) mas nao consigo , ai hoje lendo a postagem me senti de contar e ser solidario a Dama , sei pelo que vc passou e pelo que vc passa , a unica coisa que nao sei e acho que nao vou conseguir saber é como superar isso .

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  80. Sofri abuso dos 3 aos 10 anos, até hoje sofro com isso, sou casada tenho uma filha de 3 anos, estou gravida novamente(é um menino tenho crises horrorosa, não sou uma pessoa sociável, não me estabilizo em nenhum emprego, tenho raiva das pessoas, acho que elas só querem abusar de mim, não consigo aceitar ordem. Faço de tudo para ser invisível, mais é muito dificil, me tornei uma mulher com sobrepeso. Por volta dos 20 anos era uma pessoa promiscua, transava com qualquer um sem proteção. Resumindo: não sei como consegui chegar aqui, criando uma filha e esperando outro.Quando soube da minha 1ª gravidez quase fiquei louca, pois tudo que aconteceu voltou com todas as forças na minha mente. Agora que estou grávida novamente, só não dou um tiro na minha cabeça porque nem pra isso tenho coragem, me sinto um fracasso total,faço terapia, mas as recaidas me deixam muito mal, tem horas que acho que não vou aguentar...É isso gente...Fiquem com Deus!!!

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  81. Dama, li sua história com um aperto no coração. Não tenho muitas lembranças de minha infância, q não faz tanto tempo que acabou (nem sei se já acabou), mas me lembro q um dia ao entrar no carro do meu pai, e ficar no banco de trás com meu tio, me recostei na janela do carro, senti uma mão me empurrar para baixo. Meu tio empurrava minha cabeça pra seu colo. Não me lembro de detalhes, mas me lembro q ele me sentou em seu colo e começou a colocar a mão sob minha roupa.
    Não me lembro ao certo como me livrei dele, mas sei que aquilo durou ± 45 minutos. Sei que comparado ao que você sofreu isso não é nada Dama, mas isso me deixou em um dilema, pois essa pessoa viveu comigo por quase toda minha infância, e como não me lembro de praticamente nada... me pergunto se aquilo foi a primeira vez, eu posso afirmar porém, q foi a última. Meu coração vive apertado pq como eu não estava sozinha apenas com ele, eu me pergunto se meu pai e meu avô, que estavam nos bancos dianteiros, não viram nada, nenhum sinal, nenhum movimento.
    A diferença Dama, é q eu não tive coragem de contar pra minha família que não sei se acreditariam em mim por muitos motivos. Contei apenas para meu namorado, que muitas vezes me consola quando penso nisso.
    Vivo amargurada, tenho pesadelos absurdos, como se em meus sonhos eu relembrasse o q aconteceu, como se houvesse, em um passado oculto, ocorrido outras coisas.
    Já tentei me matar por tal motivo, e por outros tbm, pois não devo ser uma garota normal. Ao contrário de algumas mulheres que se afastam totalmente do sexo masculino, eu apenas me tornei uma feminista de carteira assinada. E como dizem: "Dou um boi para não entrar em uma briga, mas quando entro dou uma boiada para não sair".

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  82. já sofri abuso,gostaria de falar sobre o assunto,hoje sou incapas,me sinto suja ,tenho trastonos.minha vida se tornou um infeno.

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  83. Gente, fiquei chocado.

    Realmente é uma situação não muito agradável, muitas pessoas na sua idade hoje já sabem muita coisa sobre sexo, mas no nosso tempo não era assim. A influência da mídia faz com que as crianças tenham curiosidade de beijar, de iniciar a vida sexual cedo, talvez por isso eu tenha feito o que fiz na infância, minhas relações foram com primos com praticamente a mesma idade que eu, não sei como iniciou, mais é uma coisa que mudou minha realidade. Hoje eu me considero virgem pois nunca fiz "sexo", não considero as brincadeiras da minha infância como sexo. Meu pai tinha muitas revistas de putaria, acho que isso despertou essa safadeza em mim. Olhem a classificação indicativa do que os seus filhos assistem!

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  84. Parabéns pela coragem de falar sobre um assunto tão delicado

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  85. aos 10 anos acordei uma noite com meu irmão de 14 em cima de mim. ele tinha tirado minha calcinha e estava me penetrando. acho que acordei por causa da dor. pediu que eu ficasse quietinha e ejaculou. eu não entedi nada daquilo. era muito infantil e inocente, totalmente desligada de qualquer coisa ligada a sexo. acho que pensei que era alguma brincadeira dele. ele me limpou e disse para não falar nada para papai. na manhã seguinte voltou a recomendar para não contar aquilo para ninguém, que aquilo era normal e que todo irmão fazia com a irmã e que era muito gostoso, mas que ninguém podia saber e que se papai soubesse ia matá-lo de porrada ou mandá-lo para um presídio de garotos onde ele ia apanhar muito. a partir dali os estupros se tornaram constantes. de início eu não me importava porque gostava muito do meu irmão e ele parecia gostar tanto daquilo. depois comecei a perceber que algo não estava correto, mas não protestei. nossos pais sempre foram muito omissos na nossa criação e eu tinha medo da reação deles se eu contasse alguma coisa.
    Meu irmão sempre foi muito bom comigo. estava sempre pronto para me acompanhar a algum lugar em que minha mãe não deixasse eu ir sozinha, sempre tinha algum dinheiro quando eu queria uma guloseima, um refrigerante ou alguma bijuteria, sempre me ajudava com os deveres de escola e algumas vezes até os fazia para mim. Só que tinha esse lado pervertido que não controlava.
    aos 12 anos comecei a menstruar e ouvi numa aula de educação sexual na escola que poderia ficar grávida. aí disse que não ia mais fazer aquilo. ele ainda insistiu que eu fizesse sexo oral nele. a princípio a idéia me enojava, mas ele fazia muita chantagem emocional se aproveitando das minhas vulnerabilidades. dizia que precisava muito daquilo, que não podia ficar sem aquilo e eu acabava cedendo. bem, a situação durou até quase meus quatorze anos quando então dei um basta definitivo naquilo. mais tarde eu percebi que ele parou porque entrou na maioridade e se eu o denunciasse ele teria problemas sérios.
    não fiquei traumatizada, mas fiz tratamentos psicológicos para superar as sequelas emocionais.

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    1. Seu relato se parece muito com o que aconteceu comigo, por isso entendo bem o que passou.

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    2. Agradeço por esta oportunidade de desabafar coisas que nos afligem e nos incomodam. Não que seja a primeira que ponho isto para fora, mas sempre é bom saber que não estamos sozinhas em nossas aflições.

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  86. Certamente os casos de meninas agredidas em sua inocência por parentes deve ser bem maior do que possa parecer, em particular aqueles perpetrados por irmãos mais velhos.
    Eu passei por um problema desses que me deixou marcas de culpa e vergonha e, mesmo agora, passados mais de quinze anos, ainda não me sinto totalmente curada.
    Não é a história de uma criança indefesa que foi abusada, mas de conivência da qual me arrependo.
    Ao entrar na adolescência, logo descobri que não tinha um corpo esguio e sinuoso como as demais garotas. Muito pelo contrário, minha cintura era arredondada, meu ventre saliente e sem bumbum. Em suma, não tinha um corpo bonito e nem era uma garota bonita. Este fato ma fazia sofrer muito, mas o que me fazia sofrer ainda mais era o desinteresse e a rejeição dos rapazes. Isto me amargurava profundamente. Inúmeras vezes chorava escondido de tristeza e frustração.
    Com meu irmão não era diferente. Ele nunca foi um rapaz bonito ou atraente e também sofria muito com a rejeição feminina e ficava muito triste e deprimido. Tanto eu percebia pelo que ele passava quanto ele percebia o que se passava comigo. Ele tentava me consolar, no entanto, com o passar do tempo e das experiências frustradas tanto minhas quanto dele, a situação ficava pior.
    Aos 16 anos (meu irmão tinha, então, 19), um rapaz em quem eu estava muito interessada me deu um fora de forma muito abrupta. Aquilo foi por demais traumático para mim. Senti-me um lixo, super deprimida e chorei muito. Meu irmão me abraçou e pôs-se a me consolar. Eu tinha chegado ao limite da carência afetiva, emocional e sentimental. Sabia que com ele também não era muito diferente. De início apenas nos afagamos e ele dizia para eu não ficar assim, que o cara certo para mim ia aparecer um dia. Mas aí rolou um beijinho nos lábios. Tomei aquilo como um gesto de afago e carinho. Em seguida veio outro beijo mais demorado e logo estávamos nos beijando de língua. Fui me deixando levar e retribuindo. Aos poucos ele foi me acariciando de uma forma mais íntima. Bem, nos deixamos levar por nossas carências afetivas, sentimentais e sexuais. Quando dei por mim, já havia consumado o ato que até então eu achava abominável.
    Na manhã seguinte, ao acordar, na minha cabeça havia um turbilhão de pensamentos conflitantes.
    O erro do ato que havia praticado contra a satisfação do conforto dos beijos, da carícia, do ato sexual em si. Pensava na vergonha e na humilhação se meus pais eventualmente descobrirem. Conversei com meu irmão. Disse-lhe que foi um erro horrendo que havíamos cometido deixando nos levar daquela forma e que aquilo jamais deveria acontecer de novo. Ele concordou comigo. Disse que foi um momento de extrema carência e fraqueza e que se sentia muito envergonhado por ter desonrado sua irmãzinha daquela forma.
    Embora ele tenha sido sincero, aquela nossa conversa se provou totalmente inócua e vã nos dias que se seguiram. As sensações de conforto, carinho e prazer proporcionadas pelo nosso ato cada vez se mostravam mais fortes a medida que continuávamos a nos sentir rejeitados e carentes fora de casa. A princípio eu tentava não me entregar, mas não conseguia, não resistia. Passamos a ter relações constantes sempre que ficávamos a sós em casa.
    O medo que eu sentia de que meus pais descobrissem me atormentava. Muitas vezes eu sentia que minha mãe desconfiava. Isto durou uns 3 anos, até eu ter 19.
    Dessa experiência ficou o sentimento de culpa porque eu já não era uma criança indefesa quando começou, muito pelo contrário, eu sabia bem o que estava fazendo. Eu poderia ter parado a qualquer instante ou mesmo nem ter deixado que acontecesse. Só que não fui forte o suficiente. Deixei me levar pelas minhas fragilidades e fraquezas.
    Hoje sou casada e tenho uma filhinha de 3 anos. Contei esta minha história para o meu marido antes de nos casarmos e ele compreendeu e me aceitou e isto me ajudou muito.
    Peço que você publique este meu relato para que ele ajude outras mulheres que tenham enfrentado uma situação assim. Quem sabe compartilhando nossas experiências possamos nos ajudar mutuamente.

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  87. Eu não tinha nem 8 anos quando sofri abusos por parte de um homem amigo da família. Ele me atraia à casa dele me mostrava o pênis e ficava perguntando o que eu achava. Depois passou a pedir que eu colocasse a mão, que acariciasse e finalmente um dia fez com que o masturbasse. Dizia que eu não podia contar aquilo para ninguém e até me ameaçava e eu ficava com muito medo. Foi um período da minha infância em que vivia angustiada. Cheguei a dar sinais de algo não ia bem. Uma vez, na escola, desenhei um homem com o pênis aparecendo e com os detalhes de colorir a ponta de vermelho e acrescentar pelos pubianos. A professora mostrou para minha mãe que simplesmente me castigou. Tempos depois eu estava vendo minha tia trocar as fraldas do meu priminho e comentei que já tinha visto um "pintinho" maior. Minha tia contou para minha mãe que ignorou o fato.
    Felizmente, assim que fiz 9 anos o tal homem se mudou e não o vi mais. Anos depois, aos 13 ou 14 anos, contei para minha mãe do assédio que contou para o meu pai. Ambos disseram que era invenção da minha cabeça. Fiquei muito magoada (e estou até hoje, dez anos depois) com eles por não acreditarem em mim e preferirem confiar num homem que para mim é um monstro, mas que eles acham que merece toda confiança.
    Acho que toda família que tem filhos pequenos devia considerar seriamente a confiança cega e inquestionável em adultos, principalmente homens.

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  88. Boa noite dama das cinzas. Zapeando pela net em busca de algo q confortasse a minha inquietude, acabei encontrando o seu blog. Talvez o meu relato se torne um pouco extenso, mas peço antecipadas desculpas. Pois bem, minha infância não foi nada tranquila, não que passássemos "apertos" financeiros, não era isso. O fato era que nunca tive uma boa relação com a minha mãe. Ela sempre enxergou em mim uma adversária, nunca uma filha. Era diferente dela tanto fisicamente como na personalidade, isso foi o motivo da aproximação do meu pai. Minha mãe não trabalhava fora, mas vivia mal humorada e agressiva. O seu azedume era constante, comigo raro eram os momentos de afeto, todos eram p/ o meu irmão mais velho. Sempre deixou claro que preferia filhos homens, o q aumentava muito a minha angústia. Dizia-me coisas horríveis, sobre minha aparência, jeito e etc, tudo era motivo p/ chacotas. Às vezes pensava q ela não era minha mãe verdadeira. Meu pai era diferente, sempre paciente, conversa mansa, sempre em tom conciliador. Chegava do trabalho antes dela, que passava o dia na rua, e jamais se irritava com qualquer travessura infantil. Algumas vezes até encobria certos "deslizes" como: quebrar um copo, uma louça, ou qualquer coisa que tirava a minha mãe dos eixos. Pois sabia que levaríamos surras homéricas. Isso tudo contribuía ainda mais para a aproximação dele, aliado ao descaso e rivalidade que minha mãe nutria por mim. Isso permitiu que fosse um facilitador, uma ponte para chegar até mim . E, foi o que ele fez.

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  89. continuando,Não sei ao certo qdo tudo começou só me lembro de que ele sempre sentiu um ciúme exacerbado de mim, o q irritava ainda mais a minha mãe. Minha mãe chamava-me de a queridinha do papai. Sempre q se via sozinho comigo, (pois minha mãe saia inclusive aos finais de semana p/ dormir na casa da mãe), sentia enorme prazer em me explicar, inclusive com pormenores, assuntos relacionados ao sexo. Era p/ ele momentos especiais, de êxtase mesmo. À noite qdo eu ia dormir, acariciava-me. Acordava atônita no meio da noite, e via uma figura esgueirando-se. Não sabia ao certo ou conseguia distinguir com clareza o que via. Achava que havia sonhado. Só que os momentos de terror foram se repetindo. Até que certa noite o peguei ajoelhado na minha cama acariciando-me, e sorrateiramente, antes q pudesse tomar qualquer atitude, ele desapareceu. No dia seguinte, ainda confusa, perguntei com minha inocência de 12 anos (sim era uma boba) se ele havia entrado no meu quarto, e ele com a cara mais cínica negava. À medida que suas investidas aumentavam, mais aumentava o seu ciúme em relação a mim, e consequentemente o da minha mãe também. Ela já não disfarçava a ojeriza que sentia por mim, na verdade fazia questão de frisar que eu tinha mais influência no meu pai do que ela. Ouvi-la falando isso, me dava um nojo absurdo. Como uma mãe pode ter uma atitude tão perversa? Meu pai era um ídolo p/ mim, alguém que eu podia contar, podia desabafar, encostar minha cabeça em seu ombro na ânsia de encontrar um momento de paz, pois era insuportável viver com minha mãe. Mas, não era essa a intenção do meu "pai" (se é que posso chama-lo assim) via em mim uma presa fácil, desprotegida, desacreditada e desamparada. Tenho dois irmãos (1 irmão mais velho e 1 irmã, 13 anos mais nova). Meu irmão era o motivo de mais guerras com minha mãe. Ela durante o dia ( nos raros momentos em que permanecia no lar)atacava-me por qualquer coisa, mesmo qdo meu irmão pesava a mão nas surras ou mentiras que dizia, ela sempre o apoiava. Dizia: quem mandou nascer mulher? É metida a "braba"? Tô nem aí. Era o que mais escutava. Com o tempo parei de pedir ajuda p/ ela. Queixava a noite com o meu pai, e ela tornava a repetir durante o outro dia. Era um circulo vicioso, sempre com mais intensidade, pois a raiva só aumentava. Fora que me xingava de tudo: prostituta era o mais comum. Também me dizia que nenhum homem iria me querer, pois era feia, preguiçosa e etc. Logo eu que fazia TODO o serviço da casa p/ ela poder bater perna. Meu pai sentia certa aversão ao meu irmão, nunca entendi bem o pq. Só sei q à medida que crescia, comecei a fugir de suas investidas. Nesta altura já havia nascido a minha irmã, mas nada foi suficiente para detê-lo.

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  90. cont.. Com o nascimento dela, passei a trabalhar mais em casa. Saídas com algum paquera? Esquece, tem louça p/ lavar, ou ficar com a sua irmã, era sempre essa a desculpa q era dada. Ou outra: como alguém vai te querer? Magra desse jeito? Neste momento, meu pai se aproximava ainda mais, como lobo em pele de cordeiro. Era bem essa imagem q eu tinha dele. Figura equilibrada, idônea, incapaz de ferir uma mosca. TODOS pensavam assim, então para que contar o que acontecia comigo? Um homem respeitabilíssimo? Quem acreditaria? Decidi calar-me e seguir vivendo com as ofensas e indiferença de minha mãe, e com as investidas pesadas do meu "pai". Quando já alcançava a idade de 16 anos o INFERNO aumentou, pois nunca cessou. Mudamos p/ outra cidade, e minha mãe retornava p/ nossa cidade p/ ver como o meu irmão estava na escola. Meu irmão teve que retornar, pois não conseguiu escola p/ o seu caso especifico (ficou em dependência em uma matéria). Pois bem, prato cheio p/ o meu "pai", sozinho em casa e com uma moça com o corpo ganhando contornos de mulher, era demais p/ ele. As investidas pioraram, diversas vezes tive q dormir com a porta trancada. Tudo era desculpa p/ que eu o acariciasse. Ora eram massagens, pois estava cansado, outras vezes ficava quase pelado devido a "bolinhas em suas nádega". Pedia que colocasse pomada ou qualquer coisa absurda. Até q um dia me assediou tanto q ejaculou na minha frente, quis gritar, correr, uma onda de nojo enorme tomou conta de mim. O que fazer? A quem recorrer? Eu? Uma adolescente de 16 anos? Quem acreditaria em mim? Acusar um homem com um semblante tão sereno! Um MILITAR!!! Sim um militar E-L-O-G-I-A-D-Í-S-S-I-M-O!!! Que menina louca, diriam. O que foi? Seu "pai" não quis te dar a mesada? Foi isso q ocorreu? Difícil saber se alguém acreditaria. Graças a Deus, nunca conseguiu ir além de se masturbar na minha frente.
    Calei durante anos, mas não foi a melhor solução. Comecei a desacreditar em qualquer ser humano. Voltar a acredita em alguém? Homens então..... Isso perdura até hoje na fase adulta, estou com 38 anos, sou mãe de 2 filhos e casada. Meu marido às vezes não compreende minha dificuldade em acreditar nas pessoas. Às vezes tenho explosões de ódio, raiva. Outras vezes só sinto uma angustia inexplicável. Demorou muito tempo p/ eu me relacionar com os homens. Logo depois q eu comecei a ameaçá-lo com insinuações ele desistiu das investidas. Tive brigas horríveis com ele, queria deixa-lo ciente que eu não havia esquecido. Vivi novamente o terror, qdo o vi querendo fazer o mesmo com a minha irmã. Nessa hora fui uma mãe que não tive. Orientava-a contra as suas investidas. Não permitia sequer que ela sentasse no seu colo. Então, acuado por uma fera (no caso eu) ele, não viu outra alternativa a não ser recuar.
    Tornei-me forte, resgatei os cacos sozinha da minha vida. Qdo consegui me relacionar com homens novamente, sufocava-os tanto q eles cansavam ou se desinteressavam. Possuía uma baixa autoestima, ainda possuo. Era tão carente de afeto, que qualquer boçal que me oferecia migalhas de afeto eu agradecia.
    Hoje com minha filha tento manter um diálogo fraterno, qdo alguma vez excedo nas broncas, peço desculpas. Não acho que se mostra autoridade aos filhos pisando em sua autoestima. Um tempo depois do ocorrido, abri o jogo com a minha mãe, no principio mostrou-se indignada, mas não sei se hoje ainda acredita.
    Tenho um pedido a fazer. Acreditem no que as crianças dizem, pelo menos deem a elas o beneficio da dúvida. Ouço sempre: Pais conversem com seus filhos, vejam quem se aproxima da sua casa. Mas, pergunto: e se o inimigo MORAR DENTRO DA CASA? Com certeza a melhor atitude não é fechar os olhos. É preciso ter coragem, principalmente de certas mulheres q, p/ não perder um padrão de vida, ou por ter q encarar a sociedade como uma mulher q viveu

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  91. Dama das cizas, desculpe. Não percebi que eu mesma na hora de postar, acabei cortando o final do meu relato.
    Parte final: " uma mulher q viveu um casamento que faliu, preferem a saída mais fácil, mas a mais dolorosa p/ a vitima, e que trarão consequências q perdurarão p/ a vida toda.
    Desculpe se o que relatei ficou um pouco desconexo, os relatos não seguem uma ordem cronológica exata. Mas, se parasse para ler e reler, e tentar consertar, não teria coragem de posta-lo. Tendo em vista que é a primeira vez q, depois de anos tomo a atitude de exteriorizar o q aconteceu comigo em um blog. Agradeço o espaço e sigo confiante que as marcas que ele me deixou, amenizam com um sorriso dos meus filhos.

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    1. Boa Lene! É isso ai, externalize mesmo, e é melhor de forma anônima. Li o seu relato, e você vai entender o que eu vou dizer, pois não sinto "dó" e nem "pena" de você, pois esses não são sentimentos dignos de se sentir essa altura do campeonato, ainda mais de uma mulher tão forte e guerreira como você. Infelizmente no mundo há pessoas boas e ruins, algumas extremamente boas e outras extremamente ruins. Me sinto feliz em saber que você conseguiu concentrar forças e energia para vencer, para quebrar esse ciclo e lutar contra as suas opressões. Conseguiu se armar para combater. Conseguiu superar isso e romper com essa fase de sua vida. Inevitavelmente uma ferida deixa cicatrizes. Mas parabéns por estar aqui hoje relatando isso e ainda ter ajudado sua irmã, ter casado e ter filhos maravilhosos que aposto que são. Seu crédito darma-carma deve ser positivo, a justiça humana pode falhar, mas a Justiça cósmica é infalível. Grande abraço amiga!

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  92. E hoje em dia? Como é a relação entre você, seu irmão e seus pais? Seu irmão já te pediu desculpas? Vocês já falaram sobre isso? Você perdoou seu irmão? Seus pais finalmente acreditaram em você? Beijos e tudo de bom amiga!

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    1. sua história e sua força me emocionaram muito. Que bom que você conseguiu proteger sua irmã e que você encontrou um companheiro que te ama e te respeita e com quem teve filhos. Você é muito forte, moça! Desnecessário dizer que chorei muito aqui com estas histórias todas, porque, me fizeram lembrar coisas que eu achava que já estavam resolvidas na minha vida.

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  94. Ao ler seu post me identifiquei em vários pontos. Prefiro não expor exatamente o que foi feito a mim, mas isso realmente destruiu o que ainda sobrava de auto estima. recentemente tive coragem de falar com uma pessoa que é profissional e amiga sobre minha experiência e digo que só o ato de falar, desabafar mesmo, já é uma vitória e um certo alívio. Força pra vc e saibas que entendo perfeitamente quando dizes que não ficou traumatizada mas que contribuiu para destruir sua autoestima. Aconteceu exatamente isso comigo, e somado a outras coisas que vivi (e vivo) entrei em processo depressivo. Muito bom seu post, e espero um dia que nenhuma criança mais passe por isso. Abraços, R.

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Eu sempre vou respeitar sua opinião, mesmo que não concorde com ela. Então, por favor, respeite a minha!

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Se seu comentário foi recusado, certamente a explicação está aqui:

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