Há mais ou menos 1 ano e meio, venho enfrentando uma das minhas piores fases de solidão, isolamento e falta de lazer. Tudo isso tem um porquê, claro. Espero em breve sanar e poder abrir aqui...Por outro lado fico sempre me perguntando o motivo de que quando estou em fases difíceis os amigos socorrem, mas não os tenho com a mesma facilidade na hora da diversão. Faz muita falta ter amigos, para ir a um cinema, para receber uma visita, para bater um papo, enfim, faz falta contato humano. Fico sempre me perguntando até onde "cavei" toda essa situação para mim e até onde tudo isso independe da minha vontade. E simplesmente não chego a resposta alguma...E continuo seguindo a vida numa solidão absurda. Não, não estou aqui reclamando de que está faltando um homem na minha vida, até sinto essa falta, mas não espero por homem para viver a vida. A falta maior que sinto mesmo é de gente com quem tenha sintonia, gente com quem possa apenas sentar, sair, rir, beber uma cerveja. Por que é bom fazer programas sozinha, mas é muito melhor ter a opção de fazê-los acompanhada ou sozinha. Sei que já fiz um post semelhante a esse, mas agora volto ao assunto porque simplesmente cansei de pensar a respeito disso e deixar que isso me paralise, ao contrário estou tentando buscar saídas. Se não tenho com quem tomar uma cerveja, saio sento num bar e tomo umas. Se não tem alguém para viajar, eu programo uma viagem sozinha mesmo. Ou seja, estou cansada de tentar entender os motivos da vida, das pessoas, e até os meus próprios motivos. Quero apenas mudar o rumo de tudo isso e tenho esperanças de que vou conseguir, porque quando quero sou determinada.Fui a um cartomante há uns dois meses atrás e ele disse que eu ligaria o botão do "foda-se" em breve. E acho que é mais ou menos isso que está acontecendo. Influenciada pela previsão dele? Sugestionada? Não sei, nem quero saber, quero apenas resultados, não quero saber de onde as soluções estão vindo, apenas quero que venham.
Sou noveleira e já sabem disso... rs. Então, amanhã volta a ser reprisada, na Rede Globo, Mulheres de Areia, a novela que mais gostei, não por conta da história em si, mas porque tem a vilã que mais adoro dentre todas as vilãs.Raquel é cínica, irônica e destemida. Ao contrário da maioria das vilãs que agem por trás, na hipocrisia, Raquel fazia suas maldades e quando era descoberta não se intimidava, uma vilã que não tinha medo do confronto. Sempre foi isso que me fascinou nela.Eu vi a novela quando passou em 94, vi depois a reprise. Tenho um compacto que comprei. E agora vou acompanhar de novo, gravando para ver à noite. Nunca me canso de assistir essa magnífica interpretação da Glória Pires, que para mim foi uma de suas melhores atuações. Porque na verdade fez quatro papéis, que ficavam distintos, que era Ruth, Raquel e uma se passando pela outra. Quando Ruth tomou o lugar de Raquel na trama, me identifiquei muito com ela no sentindo de que precisei, numa fase da minha vida, inventar uma Raquel para que pudesse enfrentar as situações. Me sentia bobinha e sempre a mercê da vontade das pessoas. Num determinado momento tive que dar meu grito de independência e tirar uma mulher mais forte de dentro de mim, senão seria engolida pela vida. Fora a falta de caráter da personagem Raquel, que é algo que não tenho, de resto me identifico demais com ela. Porque normalmente tendo a assumir minha posições, minhas vontades e não sou nada politicamente correta. Sem contar que ela sempre parece não temer nada, nem ninguém. E que bom se a gente pudesse ser assim! Sem medos, sem culpas!! rs.Aconselho que quem não viu e gosta de novela, assista. E quem já viu e gostou, como a Globo diz, vale a pena ver de novo.
De um modo em geral acho que sou mesmo é uma artista frustrada...rs. Gosto de criar, inventar, representar, cantar, dançar. A arte é algo muito forte dentro de mim, talvez daí venha essa vontade de escrever sempre e sempre.Quando era bem novinha, dançava muito. Quando ia nas festas, era aquela que dava o show de dança no meio da rodinha. As pessoas gostavam de me convidar para festas e eu amava esses momentos. Depois fui ficando mais velha e me distanciando um pouco da dança, sem nunca abandonar. Danço direto dentro de casa. Quando chego do trabalho, minha terapia é colocar músicas e dançar para relaxar.Depois que passou a fase da dança veio a de cantar. Um desastre total... rs. Eu não tenho voz para tal e realmente é algo que me frustra bastante. Daí vem a minha admiração por cantoras, porque me projeto nelas, é como se vivesse através delas essa minha paixão.De uns anos pra cá, eu dei para representar. Pareço uma louca mesmo. Eu paro do nada e começo a recitar um texto como se tivesse atuando. E faço aquilo com seriedade, tanta, que depois que acabo, começo a rir de mim mesma. No ano de 2008, surgiu a idéia, no meu trabalho, de eu fazer um vídeo, uma espécie de programa falando das fofocas do ambiente de trabalho,uma brindeira mesmo. E foi criada uma apresentadora sem noção e sem ética, que faz e fala tudo que não deveria em frente à câmera. O pessoal gostava muito e era meu ex-marido na época que gravava e editava. Quando me separei dele o programa deu uma parada, voltando agora de um jeito diferente. E novamente o povo fica me dizendo que levo jeito para interpretação e tal.A verdade é que não sei se levo jeito ou não. Só sei que gosto e muito. Quando liga uma câmera para gravar, já incorporo logo uma personagem. É algo que realmente me faz bem. E ter voltado a fazer os tais vídeos para o pessoal do trabalho, foi uma alavanca que ajudou a me puxar de uma fase muito ruim que vinha enfrentando.Bem, estou contando tudo isso porque pensei. Se gosto tanto de vídeos, porque não faço vídeos voltados voltados para o blog Confissões Ácidas? Eu, como Dama de Cinzas, falando sobre assuntos gerais. Sinceramente a idéia me agrada bastante, só não me agrada perder o anonimato. Então ainda não defini ao certo como faria isso. Uma espécie de disfarce seria interessante, só para que o anonimato não fosse completamente quebrado. A verdade é que virou um projeto que quero colocar em prática. E normalmente quando quero uma coisa, saí de baixo, que não sossego enquanto não faço... rs.Então, vem novidades nessa área... rs.
Li um post entitulado "Ansiedade bloguística", esqueci de guardar a fonte, mas o tema me estimulou. Lembrei-me de quando criei meu primeiro blog, publicava três posts por dia. Tinha uma imensidão de temas para abordar, um número infinito de argumentos a serem desenvolvidos. Não demorou muito para perceber que as pessoas, na maioria das vezes, só liam o último post. E aquilo me frustrou. Queria que lessem todos os posts, que comentassem tudo. Enfim, vi que não funcionava assim e passei a publicar um post por dia.
Não demorou muito para as idéias se esgotarem. Porque quando a gente publica todo dia, chega uma hora que dá um branco, e surge a tal ansiedade. Você deseja ardentemente atualizar seu blog, mas o tema não aparece. E ficamos numa espécie de síndrome de abstinência. Nos sentimos ínuteis por não ter idéia para mais um post, ao contrário do início, que ficava difícil escolher entre tantos assuntos a serem abordados.
A verdade é que os temas esgotam, queira você ou não. Para uns mais rápido e para outros demora mais um pouco. Algumas pessoas levam anos postando regularmente numa boa. Mas o "dia do branco" chega para todos. Atire a primeira pedra aquele blogueiro que nunca sentou em frente ao PC para digitar algo e nada saiu.
Demorei muito para aceitar que quando os blogs são criados, no início é a "lua de mel", quanto mais postamos, mais temos assuntos. Depois vem a fase boa, em que a gente publica textos mais elaborados. E logo em seguida vem a fase morna, quando sentimos um esgotamento de assuntos. Muitos blogs são deletados e abandonados nessa fase. Só existe um porém, se tivermos maturidade para lidar com ela, passamos a ter uma relação saudável com o blog. Que é respeitar o nosso tempo de idéias e assuntos. Definitamente eles não brotam como mato, brotam como flores, precisam ser cultivados, precisam receber o cuidado necessário.
Nessa fase de amadurecimento percebemos que podemos voltar a temas já abordados, com um novo enfoque. Porque a gente muda com o tempo, o jeito como sentíamos uma certa situação há um tempo atrás, pode ser totalmente diverso de como percebemos agora.
Confesso que levei muitos anos para ter uma relação mais saudável com o blog, e como tenho uma personalidade compulsiva, em algumas épocas caio em algumas armadilhas. Mas acho que o tempo sempre nos traz a medida certa, a nossa maneira melhor de postar, a regularidade que nos satisfaz, e se não nos completa plenamente, pelo menos sabemos que temos o nosso limite.
Tudo se resume no tal limite. Cada um tem o seu, não adianta se espelhar em blogueiro A ou B. Você tem que descobrir seu ritmo e se isso não acontecer, fatalmente o blog será abandonado ou deletado.
No dia 17 de agosto de 2007 criei este blog. Nunca tive um blog por tanto tempo assim. Dos outros que tive o que mais durou, foi 1 ano. Aqui para o Confissões Ácidas trouxe as experiências negativas e positivas dos outros blogs e aprendi mais um tanto nesses quatro anos. Não tenho vontade de abandoná-lo, até porque aqui tem registros de fases felizes e tristes desses anos, sem contar que é o blog que mais me expressou de todos os que tive.
No entanto, no dia 22/11/2009, criei o "Um blog pra relaxar, ou não!" que depois mudei o título para "A menina por trás da Dama". Achei que esse segundo título me daria liberdade para mostrar meu lado menos polêmico e mais frágil. Realmente com o tempo consegui isso e gostei muito. Principalmente nessa última parada que dei no Confissões Ácidas e fiquei só lá, publicando posts sobre qualquer coisa que quisesse, pequenos e grandes desabafos, coisas que via pela internet.
Gostei tanto, me senti tão a vontade nessa fase em que fiquei lá no "Menina por trás da Dama", que percebi que o que preciso nesse momento é um blog nessa linha. Não quero ter a obrigação de ser polêmica, não quero mais fazer posts com datas semanais fixas, não quero mais ficar revisando várias vezes um texto, não quero esse compromisso pesado com o blog. Não ganho para esquentar cabeça com isso aqui. Para mim blog é laser, é um lugar onde a gente vem desabafar, trocar, informar, mas de forma alguma é um lugar para se cobrar atitudes de si mesma, não é um lugar para se aborrecer, é um espaço para esvaziar a mente. Porque, ratifico, não sou paga para isso, tudo aqui é gratuito e esse é o lance que acho legal no blog, o descompromisso que entrelaça pessoas.
Então a partir de hoje volto a escrever aqui e fecho o "Menina por trás da Dama", porque aquele blog já teve sua finalidade cumprida, que era me mostrar um novo caminho, uma nova linha de postagem. Tudo que publicava lá, passarei a postar aqui.
Isso não quer dizer que abandonei meus textos polêmicos. Até porque parece que polêmica é meu sobrenome... rs. Só não quero ter a obrigação de ser polêmica, não quero ser a voz que grita as mazelas do mundo. Posso até ser em alguns momentos, mas não quero mais a obrigação disso.
Esse blog a partir de hoje é sobre qualquer assunto a qualquer dia. Desde o mais fútil, passando por coisas interessantes que vejo na net, desabafos, e textos polêmicos também. A partir de hoje me liberto do rótulo de polêmica, para ser simplesmente a Cristina, mas continuando a usar o pseudônimo de Dama de Cinzas, que tanto gosto. Afinal Dama de Cinzas não é um fake, é apenas uma parte de mim.