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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eu tenho meus preconceitos...


É gente! Esse dia chegaria... eheheh... O dia que, eu, a senhora perfeitinha na luta contra o preconceito, viria aqui confessar meus próprios preconceitos! Estão preparados??? Mas prometam ler até o final, porque vou explicar tudinho... rs... Tenho a impressão que vou mexer num vespeiro e vou levar umas boas ferroadas com esse tema, mas eu sou assim, quando cismo que tenho que tocar num assunto, não sossego.

Não! Não estou aqui pra me defender e convencer vocês de que meus preconceitos tem todas as razões pra existirem. Nenhum preconceito é certo ou deve ser alimentado dentro da gente! Temos que ter a noção de que todos nós temos alguns ou muitos preconceitos. A questão é: o que fazemos com eles? Se os alimentamos ou se tentamos dissipá-los contestando sua existência dentro da gente! Não me orgulho deles, não gosto de sentir o que sinto, mas a verdade é que dentro de mim é assim! E pra que esconder isso?! Eu estaria me enganando acima de tudo!

Tenho preconceito contra evangélicos, gordos e advogados! Claro que tenho outros, mas esses acho que são os que mais me incomodam...

Começarei por explicar os motivos deles existirem em mim:

- Evangélicos: Muitos me atormentaram durante a minha vida. Sou uma bad girl e isso parece que atrai envangélicos, principalmente das igrejas mais radicais, no sentido de me transformar numa fiel seguidora do que a bíblia diz ser o certo. Até aí tudo bem, estão querendo fazer uma boa ação para ganhar o reino dos céus. Mas no momento que invadem a minha privacidade, interferem do meu direito de não querer seguir a religião deles, aí a coisa realmente fica muito desagradável. Acho que todas as religiões tem seus defeitos e qualidades, mas aí vem o meu preconceito, parece que alguns evangélicos se acham especialmente melhores do que os seguidores de outras religiões e querem impor sua crença como a única perfeita e aceitável. Isso me incomoda e faz com que venha o pré-julgamento assim que alguém me diz que é envangélico. Mas luto contra isso e consigo conviver e gostar muito de alguns evangélicos, até bem radicais, com quem convivo, mas que não fazem parte dessa ala arrogante. Procuro pegar esses como exemplos positivos para dissipar essa impressão negativa que ficou dentro de mim...

- Advogados: Por causa da minha profissão sou obrigada a lidar com eles de forma direta e constante... Aí vai meu preconceito, parte dos advogados parece "atropelar" todos que se oponham aos seus objetivos, usando sempre a lei para conseguir isso. Os profissionais sérios pagam pelos inescrupulosos! Detesto admitir que penso assim, mas penso... Se conheço um cara na night e ele me diz que é advogado achando que está marcando ponto comigo, certamente está perdendo... E continuo lutando pra que eu deixe de ter essa impressão negativa de advogados... Mas é certo que ser advogado não chega pra mim como qualidade, mas como algo a ser superado!

- Gordos: Gente! Eu tenho verdadeiro pânico de obesidade em mim, controlo o que como, vivo na balança verificando meu peso, se ganho um quilo, fico desnorteada... Se começo uma dieta não consigo parar, tenho problemas com isso, sei que sou uma candidata a anorexia e trocar comida por bebida alcoólica pra perder peso, sempre foi um hábito pra mim... Sim, eu sou doente com essa questão! Imagina então uma pessoa enorme de gorda querendo a minha aceitação??? Não dá! Eu não consigo, porque eu olho pra ela e penso logo no porquê dela não parar de comer! Sei que isso é cruel da minha parte. Homens obesos que me olham, viro logo a cara! Quanto mais magro o homem for, mais chances comigo! Sou neurótica absoluta com isso! Mas estou falando dos obesos, não é do gordinho(a) que está um pouco acima do peso.

Confessem! Vocês também tem seus preconceitos! Cite pelo menos um deles!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vida, morte, obesidade, velhice...

(A arte imita a vida ou a vida imita a arte?)

Várias vezes quis sentar pra escrever sobre esses meus fantasmas... E sempre me vem o receio, porque sei que quase ninguém deve entender, mas mesmo assim vale à pena tocar nos assuntos, já que isso faz parte de mim e serve pra mostrar que não sou nada fodona.

Tenho verdadeiro pânico de duas coisas ligadas à aparência: velhice e obesidade.

Velhice... Ser uma mulher velha implica, de certa forma, em perder poder. Na nossa cultura ocidental, principalmente nos países latinos, mulher velha é uma mulher fora do contexto. Ela continua com todos os seus deveres, mas perde direitos e regalias. Quando digo mulher velha, não estou falando da coroa gostosa, estou falando de velhice mesmo, pelancas caindo pra todo lado, aquele ponto que a gente olha no espelho e não existe recurso de maquiagem que esconda... Eu tenho fobia disso. Chamo de fobia porque é um medo paralisante e imenso. Tanta gente fica velha o tempo todo, é o caminho de todos, não era pra eu ter esse medo mórbido. No entanto eu tenho, assumo e não aprendi a lidar com ele...

Obesidade... Acho que isso vem da minha mãe que sempre teve pavor de ser gorda. Até hoje, com seus muitos anos de vida, ela malha pra ficar em forma... Talvez eu tenha "aprendido" com ela que ser gorda é algo terrível. E é assim na minha mente, algo inaceitável... Vivo em constante controle de peso, é algo que beira a um distúrbio alimentar do tipo: anorexia. Quantas vezes substituí a comida pelo álcool. Quando entro numa dieta tenho grande dificuldade de sair e vou emagrecendo demais... Por isso optei por manter o peso, assim não preciso fazer dietas muito restritivas...

Não acho bonitinho isso que vou confessar agora, não me orgulho nada de pensar assim, mas a real é que sempre penso na morte como saída pra tudo de ruim, penso nela como solução para não ter que encarar a velhice... Durante muito tempo eu a busquei com um comportamento sexual de risco e uso de drogas em excesso. "Brinquei" com tudo que eu pudesse fingir que não estava tentando o suicídio, mas também já tentei literalmente o suicídio algumas vezes.

Hoje em dia evoluí um tanto nesse aspecto, porque cuido muito da minha saúde, não tenho mais comportamento de risco, mas nunca perdi esse desejo doentio pela morte... Principalmente pela idéia de morrer ainda com alguma juventude... Todas as pessoas que conviveram/convivem comigo devem ter achado isso muito ruim, eu sei, mas a verdade é que sinto assim. O que fiz foi tentar lidar com isso de maneira que atrapalhe o mínimo possível o meu dia-a-dia, que não me paralise. Isolei num canto da minha personalidade pra poder continuar vivendo, realizando sonhos, criando metas...

É um lado negro que precisa ser neutralizado a todo o tempo. Não sei porque sou assim, parei de buscar os motivos de querer morrer, talvez seja o próprio medo de ficar velha e essa seria a "solução". Uma terapeuta me disse que não é um sentimento real, é só a forma que encontro pra amenizar dores maiores... Sei lá... Sei que a vontade existe e aflora de uma maneira forte de vez em quando... É bom salientar que não acredito mais no suicídio como saída, meu desejo é de morte natural mesmo.

Porque postei isso? É que quando nos comentários as pessoas começam a dizer que sou forte, resolvida, um exemplo, isso e aquilo. Eu gosto de mostrar que todos nós temos fraquezas incríveis, muitas vezes absurdas... É bom pra gente saber que por trás de cada escritor de blog tem um ser humano lindo em alguns momentos e horrível em outros...

Esses são os posts em que me ajusto com a realidade do que sou...

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Numa época em que me drogava, bebia e fumava muito, Angela Ro Ro era a cantora que embalava minha vida. Ela é talentosa e possue uma inteligência lúcida, talvez por isso não tenha suportado o mundo... Esse planeta não foi feito pras pessoas lúcidas, um pouco de obnubilação caí muito bem...

Eu saí das drogas e ela diz que parou com todas as substâncias nocivas. Parece bem mais saudável mesmo... Acho que eu e ela somos exemplos de que é possível recuperar-se. Talvez não todas as pessoas, completamente, mas pelo menos muitas, até um nível que se possa funcionar normalmente na sociedade. Interessante que ao ser perguntada, em uma entrevista, o que a fez sair das drogas, ela respondeu que precisava fazer uma escolha entre vida e morte, e é o que sempre respondo pra ter feito o mesmo, ainda que isso pareça um tanto incoerente com meu post.

Ela é uma figura polêmica e eu amo essas pessoas controvertidas da nossa sociedade, de alguma forma elas mexem com a cabeça de quem observa, senão de um jeito positivo, mas estão ali para abrir questionamentos...

Escolhi esse vídeo porque mostra uma Ângela com mais vitalidade, coisa que não via em seus shows, pois sempre estava com uma garrafa de uísque, fumando, gorda, rasgando sua intimidade e mal se movimentava... Até sua voz melhorou. Adoro esse seu jeito mal comportado, estranho, que às vezes chega a chocar... Eu devo ser um pouco assim, ou muito, sei lá...

Perdoem-me a qualidade do vídeo, mas achei que pelo todo vale à pena, até porque tem a maravilhosa Ana Carolina...


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