1º caso
A mulher percebe seu marido distante da relação, faz de tudo mas não consegue identificar o que está acontecendo. Um dia seu marido adormece na poltrona, ela entra no escritório dele e percebe que deixou o computador ligado. Olha o seu email e lê dezenas de emails apaixonados trocados com outra mulher. Ela se sente ferida de morte, traída, pensamentos horríveis passam pela sua mente, um sentimento extremamente negativo passa a permear seus dias... Ela conversa com o marido e depois de muita dor ele acaba o caso com a amante. Mas ela não consegue confiar mais no marido e passa sempre a duvidar dele, se sente insegura na relação e por consequência acaba vendo algumas coisas que nem existem...
2º caso
A mulher ama seu marido e sente um desejo de tê-lo para sempre ao seu lado. Não admite a hipótese de perdê-lo de jeito nenhum. Então começa a se sentir insegura sem que o marido lhe dê um motivo concreto, vive a revirar seus bolsos, vigiar seus passos, verificar ligações no celular. Não suporta vê-lo conversar com uma mulher sem imaginar que ele tem um caso de amor com ela. Nos momentos que eles estão abraçados ela se sente amada e segura, mas quando ele interage com o mundo, sentimentos negativos de perda, insegurança e medo invadem essa mulher....
O segundo caso me parece que representa melhor a palavra ciúme, já o primeiro, certamente existi uma outra palavra que traduz melhor o sentimento que essa mulher passou a ter...
Poderíamos classificar os sentimentos dessas duas mulheres com uma única palavra: ciúme? Ou deveriam existir duas palavras distintas para cada situação?
sábado, 30 de agosto de 2008
Duas situações...
sábado, 19 de abril de 2008
Ciúme...
Vou pegar o embalo do post anterior já que a grande maioria disse que odeia cobranças tanto quanto eu. Vamos ver o que todos acham do ciúme que é um fomentador de cobranças, como dito no outro post. Ciúme pra mim é uma praga que mais detona o relacionamento do que traz qualquer prova de amor.
Há quem diga que sente ciúme do ser amado, porque ciúme é inerente à paixão, ao amor, etc... Concordo que ciúme todos nós sentimentos quando nos apaixonamos e às vezes até mesmo de amizades. No meu caso essa dose é mínima. Mas quando o ciúme toma grandes proporções, ele é um gerador de brigas e desconfianças que beiram a uma alucinação.
Uma vez namorei um rapaz extremamente ciumento. Ele vivia vendo romances que eu não tinha com outros caras. Quando saía na rua tinha que "andar com antolhos" para enxergar só onde eu pisava. Eu me sentia sufocada mais gostava muito dele e tinha pouco amor próprio naquela época. Um dia fomos a um barzinho. Ficamos conversando e eu só podia olhar para ele. Até que ele foi ao banheiro (isso não podia fazer junto... rs). Nesse momento em que estava sozinha na mesa, apareceu um rapaz cheio de rosas, desses que oferedem uma rosa para que o rapaz compre para a moça. E ele se aproximou da minha mesa e as mostrou, dei uma olhada e nesse exato momento o meu namorado já tinha saído do banheiro e vinha em minha direção feito um tufão. Ele se aproximou de mim e sem dizer nada, apenas me deu um bofetão no meio do rosto, o que me deixou paralisada, sem reação. Eu simplesmente não esperava que um cara pudesse fazer algo tão estúpido por tão pouco. Depois de alguns momentos de choque, em que ele falava coisas de que não me lembro. Peguei minha bolsa corri e entrei num taxi. Durante uma semana ele me procurou de todas as formas. no meu trabalho, em minha casa e no telefone. Eu nunca mais dirigi a palavra a ele. O namoro acabou e eu fiquei traumatizada com a situação.
Já convivi com outras pessas ciumentas, mas nenhum igual a esse namorado. E com todas essas pessoas ciumentas me senti sufocada, como que amarrada, sem espaço para ser eu mesma. O ciúme quando demonstrado com frequência pelos seu parceiro ou parceira, simplesmente destrói sua naturalidade. A gente fica meio robotizada, sempre pensando antes o que deve falar e o que fazer. Horrível! Acho que por isso eu radicalizei e passei a buscar homens nada ciumentos.
Da minha parte eu sempre fui pouco ciumenta, muito pouco, de tal forma que os meu namordos ficavam achando que eu não os amava. Mas não é, eu sou prática, acho que se o cara está comigo é porque gosta de mim, se ele não gostar mais, não poderei fazer nada e ele irá embora mesmo. Do que adiantaria eu ter ciúme? Quando alguém quer trair, ficar com outra pessoa, não vai ser seu ciúme que a prenderá ao seu lado.
Ainda bem que meu atual namorado pensa como eu. Nos deixamos livres e tudo tem funcionado bem. Exatamente por nos sentirmos livres estamos sempre grudados um no outro. Mas pelo prazer de estar junto, não para vigiar...
terça-feira, 25 de março de 2008
Fidelidade...
Tenho pensado muito sobre fidelidade ou infidelidade nos relacionamentos. Aliás, não é nem que esteja pensando tanto, é que tenho lido entrevistas e as pessoas andam discutindo isso a minha volta.
Estranha como sou, meu conceito de fidelidade é mais emocional do que simplesmente transar com uma outra pessoa. Já tive um homem na minha vida, que amei muito, foi um caso de amor daqueles bem apaixonados. Num determinado momento, acho que pela nossa imaturidade, resolvemos colocar mais pessoas dentro desse relacionamento. Era pra ser eu e ele fiel em nossos sentimentos e os outros entrariam como um divertimento, transas ocasionais. Foi um jogo extremamente perigoso que não aconselho a ninguém. Nós experimentamos tantas pessoas que ele acabou se encantando por uma dessas e foi embora. Eu fiquei mal me sentindo traída, mas sabia que não podia reclamar muito, afinal era um risco do nosso acordo.
Atualmente namoro um cara que tem um conceito de fidelidade bem flexível, assim como eu. Não "traio" ele com ninguém e acho que a recíproca procede. No entanto, conversamos abertamente sobre a possibilidade disso acontecer. Porque entendemos que os seres humanos não deixam de sentir atração por outras pessoas, mesmo estando dentro de um relacionamento fechado e que ocasionalmente se sentir atraído ou até mesmo beijar ou transar com outro alguém, não caracterizaria uma traição. Trair seria se envolver sentimentalmente com outra pessoa.
Interessante é que percebo que a grande e esmagadora maioria não pensa como a gente. E nós não conseguimos entender ciúmes possessivos de corpos, como se estar sexualmente com outros pudesse valer a pena terminar nosso relacionamento.
Eu sempre senti assim, sempre fui pouco ciumenta e mesmo tendo me dado mal no outro relacionamento, não consegui ver a questão da fidelidade de modo fechado.
Ok! Que venham os ovos podres, tomates estragados, agressões psicológicas, porque sei que esse tema é bastante polêmico...