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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pais, velhice e confirmação de comentários.


Vou abordar três assuntos diferentes, porque acho que um deles sozinho não rende um post.

Quem é meu pai?

Essa é uma série que passou no fantástico e que tenho que confessar que me deu uma agonia extrema quando assisti. Ela mostrava basicamente filhos em busca de pais, através de ações na justiça. A vontade que tinha era de entrar dentro do programa e dar uns tapas nos filhos abandonados procurando por pais safados. Teve umas situações bizarras em que o pai nutre uma verdadeira indiferença pelo filho(a) e a criatura tá ali entrando com ação de Investigação de Paternidade, esmolando um nome na certidão de nascimento, como se isso fosse fazer uma grande diferença na vida dela. E olha que não estão em busca de retorno financeiro, só de reconhecimento. Mas buscam atenção de alguém que nunca se importou com eles.

Sinceramente, tenho absoluta certeza que se fosse adotada, ou se um de meus pais me virasse as costas dessa maneira, me abandonando, seguiria em frente na boa e nem olharia pra trás. Tendo meus pais verdadeiros e por eles não aceitarem muito meu jeito de ser, eu meio que me afastei deles. Imagina se eu ia correr atrás de quem não me quis por perto?! Normalmente nunca digo nunca, mas dessa vez acho que vou dizer que tenho uma convicção íntima que nunca faria isso, de sair atrás de alguém que não deu a mínima para mim. Se foi, já foi tarde!


Não se sentir velho

Dia desses vendo o programa "De frente com Gabi", ela perguntava para o cantor Frejat, o motivo deles não sentirem a idade que tinham, ou seja, se sentirem jovens mesmo já tendo idade para se sentirem mais velhos. E a Gabi disse que achava que era porque eles tinham o olhar atento voltado para o presente, para o que está acontecendo agora. Achei fantástica essa sacada. Porque acho que isso pode ter muito a ver. Eu não sinto a idade que tenho, me acho mais jovem por dentro e tenho um traço de personalidade que me faz está muito voltada para o presente e futuro, muito pouco para o passado. Fico pensando se o saudosismo em excesso não traz essa sensação de ter vivido muito, ou de se sentir mais velho. Sei lá. Acho que para mim bate. E para você? Acha que tem fundamento?


Letras de confirmação de comentários



Sinceramente, o que era abominável, conseguiram piorar. E eu vou continuar pedindo a todos que puderem, para que tirem essas letrinhas da sua área de comentário. É uma questão de gentileza com quem te visita e comenta. Use a moderação de comentários para eliminar o spam e faça um visitante de seu blog mais feliz.

Se você não desabilitou manualmente essas letras, elas estão na sua seção de comentários, só que elas não aparecem para você, dono do blog, só para quem vai comentar. Então aqui vai o passo a passo para tirá-las, caso concorde comigo:

Entre na área "Configurações" do Blogger, depois clique em "Comentários", depois role a tela a lá em baixo tem "Exibir uma confirmação de palavras para os comentários", marque NÃO e salve.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Por que precisamos ter um filho?

É a pergunta que sempre me faço quando alguém vem com a célebre pergunta: "- Quando você vai ter um filho?".

Está escrito no manual do ser humano que ele precisa ter um filho de qualquer maneira, mesmo que não queira, mesmo que não sinta afinidade com a maternidade, mesmo que ache que na sua vida não cabe um filho?

Me deu vontade de escrever sobre isso, porque essa semana uma amiga ficou escandalizada com a minha confissão de que não tenho vontade de ser mãe. Sim, gente, confesso meu crime terrível aqui no blog, não tenho vontade de ser mãe! Sei que vou purgar esse crime hediondo no inferno, mas mesmo assim assumo e me puno com vinte chicotadas todas as noites! Só sendo irônica para não explodir com pessoas que não respeitam a opinião alheia!

Quem vai criar a criança?! Sou eu ou quem cobra isso de mim? Quem vai passar noites em claro cuidando do bebê? Quem vai ter que sustentá-lo, amá-lo, ter responsabilidade por toda a sua criação até que se torne um ser humano independente? Eu ou quem me cobra isso????? Pois é, euzinha né? Então desejo do fundo da alma que essas pessoas que me cobram, tenham seus filhos e batam no peito que estão perpetuando a espécie, que estão deixando seus frutos, que estão crescendo e se multiplicando? Eu vou adorar fazer "guti guti" na bochecha do filho que ela tiver! Mas não me venham cobrar filhos pelos quais não vão ser responsabilizar!

Pior ainda é quando digo que gosto de animais! Aí vem a outra frase: "Mas se você gosta de criar animais, crie uma criança". Cachorro e bebê são seres absolutamente distintos. Quem compara cachorros com bebês deve achar que se ela fosse capaz de parir um cachorro, levaria ele ao pediatra, amamentaria o cachorro, trocaria as fraudas do cachorro, colocaria no colégio, acompanharia suas notas, se preocuparia quando o cachorro entrasse na adolescência, teria medo que o cachorro se viciasse em drogas, ou que ele dirigisse em alta velocidade, acompanharia a luta de seu cachorro pelo primeiro emprego, teria medo que o cachorro pega-se AIDS transando sem camisinha!

Gente! Cachorro e gente definitivamente não envolvem as mesmas responsabilidades e muito menos são seres parecidos sequer em aparência.... Então PORQUE comparar gente com cachorro? Tá, já sei, vão dizer que não gostam é daqueles que vestem os cachorrinhos e os tratam como bebês. Mas isso é da conta de quem faz isso, e não da de quem recrimina. Se a pessoa é feliz levando seu cachorro toda semana no veterinário e o ninando para dormir, deixe ela viver aquilo que faz bem a ela! Eu sempre tratei meus animais como animais, mas isso não impede que tenha um grande carinho por eles, que nada tem a ver com o carinho de uma mãe para um filho!

Affe! Por que as pessoas palpitam tanto na vida dos outros e simplesmente não olham para suas vidas fu**das e tentam consertá-las? Os problemas e dores alheias são sempre as mais fáceis de resolver.

Concluindo... Se você quer muito que alguém tenha um filho, tenha um filho você e o crie! Mais uma vez repito, não tenho nada contra a maternidade apesar de achar que o mundo já está superlotado de gente! Ainda assim continuo tentando respeitar a vontade de pessoas sem condições financeira e psicológica de terem filhos! Eu não me meto na vida delas porque são elas que vão se responsabilizar ou não pelas crianças que tiverem...

Quem sabe se um dia eu mudar de idéia, tenha um filho, mas um filho de alma, adotado, para diminuir o quantidade de abandonados...