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domingo, 20 de janeiro de 2013

Não me importa ter a última palavra!!


Quando mais jovem fui muito encrenqueira. Acho que hoje em dia ainda sou, mas de forma muito localizada, mais voltada para direitos comerciais. Quando acho que alguém no comércio, nos bancos e etc, está me devendo algo, ou deixou de fazer alguma coisa, sou a maior barraqueira que você possa imaginar. E não quero saber no que vai dar. Como diz uma amiga minha: "- Desço o morro mesmo com a lata d'agua na cabeça e tudo". 

Mas antigamente era encrenqueira em todos os lugares, exceto na casa dos meus pais, porque lá  era bem cortada... rs. Em ambientes de trabalho, sempre fui aquela que todos recorrem para liderar as revoltas dentros dos setores. Era sempre eu quem batia de frente com as chefias. Perdi a conta da quantidade de desentendimentos que tive com chefes. Quando fui para o setor público isso só piorou. Cheguei a um ponto de uma vez partir para cima de uma chefe para dar mesmo na cara dela, porque ela ficava me mandando calar a boca.

Com o tempo fui percebendo que as pessoas usavam essa minha característica para me fazer de bode expiatório/bucha de canhão. Lá ia eu criar as encrencas, ao final se conseguia o que queria, só eu ficava mal na história e todos saiam como bonzinhos. Então fui revendo essa minha postura. Fui pesando todos os prejuízos que isso trouxe para minha vida. Nada como ir amadurecendo e revendo nossas atitudes diante da vida.

Relendo meus posts antigos, lá de 2007, 2008, vejo o quanto mudei nesse sentido. Hoje em dia estou mais polida,  mais ponderada, menos ácida,  mesmo que continue sendo transparente. É certo que volta e meia ainda me dá os "cinco minutos" e quando me espalho ninguém me junta. Mas para isso acontecer, está cada vez mais difícil.

Isso se reflete no meu ambiente de trabalho. Hoje em dia me tornei meio que mediadora dos climões que surgem no trabalho. Bater de frente com chefia? Nem pensar! Mil vezes silenciar e simplesmente esperar a hora certa de dizer algo calmamente, do que explodir com quem comanda. Tenho um excelente relacionamento com meu chefe, e ter mudado nesse sentido foi essencial para a relação com esse meu atual chefe.

A conclusão que cheguei depois de muito quebrar a cara com todas as encrencas que arranjei, é que vale muito a pena não ter a última palavra nos debates. Simplesmente estou cada vez mais abrindo mão desse suposto direito. Quem quiser ficar com a última palavra, pode se aposssar tranquilamente porque vou largar para lá. O silêncio como resposta a provocações tem sido a melhor solução. Continuo dizendo o que penso, mas quando sinto que o questão vai entrar num ping pong e ninguém vai convencer ninguém, simplesmente abandono aquilo. E se a pessoa insistir, vou deixar no vácuo mesmo até ela se cansar. E te digo que tenho economizado uma energia incrível com isso, energia que posso utilizar em processos muito mais úteis na minha vida. 

Amadurecer é a parte boa de ficar mais velha. Afinal, tem que ter algo de bom em ficar mais velha... rs.