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domingo, 21 de outubro de 2012

Solidão em época de internet...


Tenho pensando muito no tanto de gente que se sente sozinha e usa a internet como forma de aliviar essa solidão. De uma certa forma me incluo no rol dos que vivem grande parte do tempo sozinhos, apesar de não ter medo de solidão, pelo contrário, acho até que busco um tanto ela. Mas a verdade é que o ser humano, por instinto, é um ser social, não nascemos para viver isolados. Então, como todo mundo, tenho meus dias e período em que a solidão me incomoda. A pergunta que me faço constantemente é: - A internet ajuda a você a se sentir menos só, ou ela de uma certa forma acaba te isolando do contato humano, por facilitar demais contatos virtuais?

Sinceramente até hoje não cheguei a uma conclusão. Não sei se nos isolamos mais porque a internet te traz a ilusão da companhia através das redes sociais e todos os sites em que podemos manter um contato com outras pessoas, ou se isso nada tem a ver e as pessoas solitárias são assim porque escolheram, ou porque as circunstâncias as colocaram nessa posição. Talvez a resposta seja: um pouco dos dois.

Sou de uma geração que viveu muitos anos sem internet. Então ou a gente saía para conhecer gente, ou simplesmente não se trocava idéias com ninguém. Vendo por esse ângulo, acho que a vida antes da internet provocava naturalmente o encontro real, o olho no olho entre as pessoas. E eu gostava disso, gosto até hoje.  Não entendo essa geração em que o casal de namorados deixa de conversar um com o outro, para cada um ficar interagindo pelo celular com outras pessoas. Um dia desses fui a uma peça de teatro e, antes do espetáculo,  tinham varias pessoas em grupos, todas no celular, sem conversar umas com as outras. Sinceramente desse mal  não sofro, se saio de casa, esqueço que existe internet. Mas isso tem a ver com a minha história de vida, acho que o pessoal que cresceu já com a existência da internet, tem uma relação diferente com essa coisa do virtual. É como se o virtual e o real se misturasse o tempo todo.

Em muitos momentos da minha "vida virtual"  tenho vontade de cometer um belo suicídio, do tipo apagar todos meus perfis, cortar todas as possibilidades de contato pela internet e ver o que aconteceria dali por diante. E te digo que isso não é algo totalmente improvável de acontecer, mas também não estou dizendo que vou fazer. Não encarem isso como : "Ela tá fazendo drama porque quer chamar a atenção!". Não, só estou dizendo o que passa pela minha mente.

De todas as formas de interação na internet, a que menos me incomoda são os blogs. Acho que o que rola por aqui é de alguma forma mais sádio, talvez porque o ritmo das postagens não é algo acelerado e viciante como acontece nas redes sociais. Redes sociais de todos os tipos me parecem com droga, tem gente que usa e se diverte e tem gente que usa e se vicia. Se eu estiver em casa, volta e meia dou uma olhada no Facebook, mas não fico ali em frente ao PC vendo tudo que é postado e nem postando cada pensamento/passo da minha vida. E me policio porque acho que se um dia chegar a esse ponto, daí o suicídio virtual será inevitável, porque já chega eu ter sido viciada em drogas e já basta o tanto que uso a internet para outros fins que não o de interagir com outras pessoas.

Seja como for,  acho que as pessoas estão se isolando mais  em seus mundos imaginários e acho que a internet tem culpa nisso, não sei quantificar o tanto que ela influenciou, mas certamente tem a sua parcela de colaboração para criação de uma legião de pessoas que acha que tem muitos amigos, mas só está isolada em frente a uma tela, uns conscientes disso, como eu, mas no meu caso a minha solidão tem uma série de fatores que conheço bem, inclusive escolha de ficar só. Acho que o problema reside quando você acha que todos aqueles 300 seguidores e 500 amigos existem de verdade, daí para um isolamento inconsciente é um pulo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Existe prazer em estar sozinha!


(Momento "desabafo on" - Se acha chato nem leia... rs)

Faz mais ou menos um ano que me separei. Um casamento que durou quase cinco anos. Nesse um ano, alguns ficantes apareceram. Alguns poderiam se tornar algo mais sério, mas a iniciativa de não querer investir foi minha. Porque nesse momento, sempre que jogo na balança os prós e os contras de uma nova relação, parece que a opção de ficar sozinha sempre me parece a melhor.

Tá certo que desde o início desse ano, minha cabeça não está muito voltada pra conhecer novas pessoas. Estou com um probleminha de saúde que tem me deixado reticente nesse sentido. Mas em maio espero resolver isso com uma cirurgia!

No entanto o que mais me deixa receosa é o fato de não aparecer um homem que realmente me encante a ponto de desejar muito estar ao lado dele, ficar aguardando o próximo telefonema, ler um email rindo de paixão. Sabe aquela paixão que te pega quando você menos espera? Pois é ela não chega! Isso às vezes me deixa meio chateada. Queria me apaixonar por alguém,! É tão bom ! A gente sente como se a vida ganhasse um sentido novo, tudo fica colorido e belo. Tá certo que sabemos que tem prazo de validade, mas o que importa isso? eheheh

Depois da minha separação eu fiquei uns dois meses sentindo falta do casamento em si, não exatemente da pessoa. É fácil de entender! São os costumes que adquirimos na vida a dois e que pra tirar do nosso cotidiano leva um tempo. Nisso eu tive a ajuda do ficante B, que apareceu bem nessa época... Depois de uns três meses entrei numa lua de mel com minha solidão. Adorava ver filmes sozinhas, ter o meu apartamento só pra mim. Fazer o que tivesse vontade a qualquer hora. E o B começou a me incomodar. Uns meses depois ele foi naturalmente saindo da minha vida, afinal eu não estava gostando dele para um relacionamento sério.

Depois vieram alguns ficantes, mas nenhum me encantou o suficiente para que eu abrisse mão do prazer de morar sozinha. Estar sozinha quando quero. É bem certo que tem alguns dias que dá vontade de ter alguém pra dá uma saída, coisa e tal... Nesses dias eu saio e coisa e tal... eheh...

A questão é que no geral não vejo a solidão como uma grande vilã. Não sinto a necessidade quase vital de ter um homem, como relatam muitas mulheres. Não sei se porque eu quero mais um homem que me encante, do que encantar um homem. Não sei se porque sinto minha vida tranquila assim do jeito que está. Não sei nem se isso é algo "normal"... rs... Mas a verdade é que existe prazer em estar sozinha. Não quero dizer jamais que me basto, todo ser humano gostaria de encontrar alguém cheio de afinidades pra dividir a vida. Mas a questão é que se isso não vier eu tenho o plano B muito bem traçado. E no caso, o plano B é criar uma vida interessante sozinha e tenho feito isso!

E você? Tem medo de ficar sem um(a) companheiro(a)? Sente muita falta de alguém? Viveria bem sozinho(a)?