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domingo, 6 de janeiro de 2013

Das coisas que nos faltam...


Existe uma onda geral de felicidade em que todos tem que está inseridos. Coitado de quem abrir a boca para reclamar de algo!! Vem logo alguém mostrar o lado bom da vida, nos dizer para ter força e tal. Mas a verdade é que o que nos falta fica lá como uma ferida aberta, exposta, doendo. E a gente faz de tudo para disfarçar essa dor, essa falta. Porque é feio dizer que sentimos falta de algo, é quase que um palavrão. O certo é colocar imagens engraçadas no Facebook e desejar um lindo dia para todos. Mas a verdade é que nessa de "enganar" a todos que estamos bem, que não nos sentimos vazios do que nos faz falta, acabamos por enganar a nós mesmos.

São solitários que dizem estar muito bem com a sua solidão. Gordos, magros, altos e baixos que dizem estar feliz com o Deus lhe deu. Gente dura que diz para si mesma que vida não é feita só de dinheiro. Gente infeliz com sua vida profissional dizendo que é uma fase. Pessoas mal casadas que dizem que todos tem problemas no relacionamento. E assim todos nós, todos vamos empurrando nossas mazelas, escondendo de nós mesmos o que nos chateia, o que nos deprime, porque é feio reclamar da vida.

Acho que o problema reside quando toda essa necessidade de se mostrar feliz, faz com que a gente não atente, não pare para se incomodar com o que está errado em nós. E seguimos fazendo piada de tudo, rindo, fingindo para nós mesmos que está tudo bem, que o que temos é o suficiente para sermos felizes. Mas quando deitamos a cabeça no travesseiro, ou sentamos sozinhos naquele sofá da nossa sala, ali é que ficamos frente a frente com o que nos falta e por um minuto a tristeza toma conta, a gente sente vontade de chutar tudo para o alto, mas logo em seguida lembramos que precisamos estar bem. Afinal todos se mostram muito bem, todos estão dizendo que conseguem ser felizes com o que tem. Por que nós não conseguimos? 

Essa é a pergunta que fica. Por que só nós não conseguimos? Será mesmo que só nós é que sentamos naquele sofá velho (ou novo) e nos sentimos a última das criaturas? Será mesmo que só nós temos vontade de desistir de tudo, de não precisar ser forte? Será que todas as outras pessoas são autossuficientes e só nós nos sentimos perdidos? Não creio nisso. Da pessoa que se diz mais feliz, até o que se declara infeliz, todos nós sentimos falta de algo. É quase parte de ser humano essa sensação, momentânea ou não, de vazio. 

Volto a frisar que o problema não reside em seguir em frente tentando superar o que nos faz falta. O problema reside em se deixar levar pela onda da felicidade e se negar a perceber que algo está errado em sua vida. Porque só podemos resolver uma questão, se a gente detectar que aquilo existe e está nos incomodando, caso contrário é empurrar a vida com a barriga para ver onde vai dá.

domingo, 13 de novembro de 2011

Retomando a vida de onde parou...


Finalmente um post no domingo. Adoro postar aos domingos, mesmo que não tenha mais essa obrigação imposta por mim mesma.

Tenho me sentido estranha nesses últimos dias. Uma espécie de ressaca moral, misturada com uma leve deprê. É estranho quando nossa vida vai indo na rotina normal, com os problemas normais e de repente acontece um monte de coisa ruim e a gente deixa de se preocupar com os problemas quase que permanentes da nossa vida, para tipo entrar numa guerra contra as situações novas e difíceis que apareceram.

Mas depois que a gente resolve, se dá conta de que voltamos ao lugar que paramos, não andamos, não resolvemos o que a gente ia resolver antes de tudo virar de perna pro ar. Aí é que bate um sentimento estranho. Porque a gente tá saíndo de uma fase difícil, e entrando numa mais calma, era para a gente está muito feliz por ter resolvido tudo! Mas a sensação que fica é que voltamos para a batalha que foi paralisada. Voltamos para a velha guerra de sempre, para as velhas questões de sempre, para os velhos medos de sempre. Mesmo que isso tenha um lado muito bom, que é ir retornando à tranquilidade.

Daí é que vem o desânimo. A sensação de que perdemos tempo, ou o fio da meada. Acho mais que a impressão maior é que perdemos o fio da meada, não sabemos bem de que ponto retomar tudo. Era como se a gente viesse correndo numa boa, de repente levamos um tombo, todos te ultrapassaram e a gente tem que voltar a correr, tentar recuperar a nossa posição com a perna doendo pelo tombo.

Não, gente, não quero os problemas de antes de volta, estou realmente satisfeita por estar resolvendo as questões urgentes. Mas a mente humana é tão estranha, por mais que a gente se conheça, sempre nos deparamos com sentimentos inexplicáveis, questões sem muito sentido lógico e que nos incomodam tanto.

Quando faço analogias e posts como esse, sempre tenho a impressão que ninguém vai entender nada, mas sempre muitos entendem. Então minha esperança dessa vez é que leiam o texto mais com o sentimento e menos com a razão. Porque de racional, isso que expus não tem absolutamente nada...

terça-feira, 29 de março de 2011

Competição de problemas...


Se tem algo que me deixa furiosa, é eu abrir a boca para reclamar algo da minha vida e a pessoa vir logo dizendo que aconteceu algo na vida dela semelhante e pior do que estou contando. Cacete!!! Será que dá para me ouvir um tiquinho? Pior que não sou uma pessoa de reclamar constantemente. Só aqui no blog... ehehe... e é para isso que ele existe, para que não encha o saco das pessoas do meu convívio.

Até com as pessoas mais próximas tento não ser aquela pessoa mala. Aquela que você dá bom dia, pergunta como vai e a criatura despeja toda a vida no seu ouvido. Odeio isso, pois tive que aguentar pessoas próximas, da minha família, a vida inteira fazendo isso comigo. Alías, tenho a "síndrome do padre", meu ex-marido, já dizia isso. Sou daquelas pessoas que quando as pessoas estão mal, vem correndo me contar a vida e quando tudo melhora, somem. Me fazem de confessionário. Bem, mas já disse isso uma vez aqui no blog... rs

No meu trabalho sempre tem pessoas para exemplificar meus posts. E lá existem duas mulheres que são assim. Uma, quando você conta que você foi atropelada e perdeu a perna, ela diz que está passando por algo pior, cortou o dedo enquanto cozinhava. Eu tenho vontade de esganar a criatura e por conta disso nunca reclamo nada com ela!

A outra você começa a falar de um problema e ela não deixa você acabar de contar e vai contando o dela com riquezas de detalhes altamente irritantes. Com essa quase nem converso, nem coisas banais, porque tudo que você fala vem o corte e temos que ouvir toda a chatice que tem para contar. Ela é chata de verdade. Todos a deixam falando sozinha.

Quer ver outra coisa que me deixa podre de ódio! Pessoas que estão em situação visivelmente melhores que a sua e vem diminuir seus problemas e aumentar os delas para mostrarem o quanto elas sofrem igualmente como você. Nessa classe entram os homens que, quando nós mulheres reclamamos das dificuldades sociais de ser mulher, entram logo dizendo que eles também sofrem muito socialmente. Fala sério, gente! Os homens carregam o mesmo peso de discriminação e recriminação que a mulher onde?!! Aqui no Brasil que não é! Eles tem sua parcela de enfrentamento social, mas não é como a mulher. E quando um homem vem dizer que sofre socialmente tanto quanto a gente, acho no mínimo falta de bom senso, de gentileza! Perde a oportunidade de ficar calado!

Sempre tomo cuidado para quando reclamar de algo, não fazer comparações de dores, mas focar na minha dor, focar no que estou passando. Isso se trata de gentileza, gente! Gentileza com a dor do outro! Claro que sei que não sou perfeita, e que tem momentos que estou sem paciência para ouvir, ou aturar certas situações que julgo tolas, mas certamente vou tomar cuidado para não medir dores e problemas para saber quem sofre mais, quem tem problemas piores!

Falta no mundo ser colocar no lugar do outro pelo menos por dois minutos e escutar um pouco o que tem para dizer, nem que seja por cinco minutos, mas fazer isso de forma inteira! Não é ouvir e ficar lembrando do que pode comparar, para na competição sair mais sofredor, mais batalhador, mas eficiente.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Banalização do sofrimento...


Eu leio muitos blogs, e quando tenho um tempo a mais, leio os comentários feitos em um post que gostei muito, para ver como o pessoal recebeu. E claro, todos já sabem que eu sou uma chata-pensante-compulsiva. Não pude deixar de analisar o quanto as pessoas banalizam problemas sérios ligados ao emocional. E esses problemas passam a ser vistos de uma forma negativa, exatamente por causa de um pessoal sem noção.

Vamos lá, vou explicar melhor. Todos nós sabemos que existe depressão(doença), TPM, distúrbio bipolar, TOC(transtorno obsessivo-compulsivo) e tantos outros males ligados a mente humana. E como são situações, ou doenças, ou perturbações que não podem ser medidas em exames, não podem ser quantificadas ou detectadas exatamente, porque todas variam em grau de severidade; uma parte da sociedade, sã, mas que gosta de platéia para suas aflições cotidianas, tenta de qualquer maneira se encaixar numa dessas situações, com a finalidade de ganhar atenção, e/ou um sentimento deplorável, chamado: pena.

Quem passou por uma depressão(doença), sabe o quanto é incapacitante estar nesse estado. É algo que tem a ver com a química do cérebro, não é algo que se possa acordar e dizer "Ahhh hoje vou reagir e sair dessa". Mas umas criaturas sem noção, porque perderam o(a) namorado(a), brigaram com o chefe, tiveram uma decepção ou tristeza na vida, coisa que todos nós temos a todos os momentos, logo dizem que estão em depressão, que vão ao médico tomar antidepressivos. Se toca! Tristeza não é depressão!! Tristeza todos temos, ficamos um tempo abatidos e depois aquilo passa naturalmente!!

Distúrbio bipolar é algo sério. Um transtorno do humor que dependendo do grau, incapacita a pessoa para uma vida social normal. Mas outras criaturas sem noção, acham que porque um dia acordam de mau humor, e no outro dia de bom humor, são bipolares. Todo mundo tem oscilação de humor! Quem tem animal em casa, percebe que até eles oscilam de humor! Mas isso não caracteriza transtorno bipolar de forma alguma!

E TOC? Imagino o sofrimento que isso deve trazer para quem tem. Mas vem novamente outras criaturas completamente sem noção e acham que porque endireitam o quadro da sala, que está torto, tem TOC. Ahhh puta que pariu! Que raiva que tenho disso!


TPM é real! Eu sei o que é isso e conheço mulheres que sofrem muito! Mas tem umas que faça-me o favor! Dizem o que querem, quando querem, ofendem, machucam as pessoas, sob o álibi da TPM, que nessas mulheres, dura 30 dias no mês!

Fiz um post sobre bullyng onde contei minha história, li uma série de post sobre o mesmo assunto e li os comentários nesses posts. Fico passada ao perceber que algumas pessoas não tem respeito pelo sofrimento dos outros! E acham que porque receberam um apelido no colégio, coisa que 95% das pessoas recebem, sofreram bullyng. Olha! Não estou aqui para quantificar o sofrimento de ninguém. Estou me baseando somente no que leio, no que ouço. Porque não só leio, ouço muitas barbaridades desse tipo, das pessoas com quem convivo. Mas bullyng é algo bem mais torturante do que ser chamado de feio!

É por isso que as questões ligadas à psique, ficam tão mal vistas! As doenças, distúrbios, transtornos que tem a ver com um sofrimento emocional, qualquer imbecil sem problemas sérios na vida, dá um jeito de se encaixar ali e dar um nome importante para seus conflitos! E por isso essas questões sérias continuam sendo vista com tanto preconceito! Por conta dessa banalização!

Repito! Não estou aqui medindo quem sofre mais, quem sofre menos! Quem tem ou não tem tal doença, distúrbio, ou situação conflitante! Só acho que para muita gente, faltam problemas sérios! Problemas reais para buscar saídas. E essas pessoas ficam encontrando uma forma de super valorizar pequenas questões, ou criando um álibi para seu teatro de sofrimento.

Voltei com a macaca trepada nas minhas costas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Você enfrenta os problemas de frente?

Sempre fico analisando o quanto estou fugindo dos problemas, porque a idéia de fugir é algo que me incomoda profundamente. E eu tenho a oportunidade infeliz de conviver com pessoas que possuem essa característica e isso me chateia tanto nos outros, quanto em mim mesma.

Minha mãe é a pessoa que mais foge dos problemas que eu conheço. Ela é capaz de passar uma vida ignorando uma situação que está diante dos olhos dela, algo que está "gritando" o tempo todo. Ela ignora e faz questão de mostrar uma realidade que só existe na mente dela... Gente! Ela é minha mãe, eu a adoro e isso me incomoda profundamente, porque mãe a gente não troca, diferente de relações de amizade e amorosas, que simplesmente deixamos de lado. Claro! Há quem ignore suas mães somente por não concordar com seu jeito de pensar, mas aí cada caso deve ser analisado isoladamente, já que ignoro meu pai, mas porque a proximidade dele me prejudica.

O pior é/foi ter escolhido(ou não) conviver com pessoas que insistentemente ignoram os problemas pra ver se eles desaparecem. Como se isso fosse uma possibilidade real. Quando ignoramos um problema ele só cresce. Ignore um problema de saúde e ele só tende a piorar. Ignore um problema financeiro e o rombo fica cada vez maior. Ignore que seu relacionamento vai mal e a coisa tende a afundar cada vez mais... Enfim, na grande maioria dos casos, ignorar só faz a questão ficar mais complicada do que já é...

É óbvio que em algumas situações a gente precisa ignorar o problema, mas só quando ele não depende de uma atitude direta ou indireta da nossa parte. Porque se a solução estiver ligada a nossa interferência, pra que ficar adiando eternamente?!

Eu sou a pessoa do dia seguinte! Eu penso hoje sobre a solução e amanhã estou colocando em prática, não deixo nada pra semana que vem, pro mês que vem, pra quando acontecer isso ou aquilo... Se eu pensei e acho que tal solução é viável, pra que ficar esperando que o divino espírito santo desça do céu pra fazer por você? Isso definitivamente não vai acontecer...

No entanto tem uma classe de pessoas que finge que o problema não existe apenas para que terceiros tomem a frente e solucionem pra eles! Pessoinhas irritantes essas! Caraca, isso me adoece completamente ver alguém esperando que o mundo resolva suas questões, sempre paradas, estagnadas, encostadas nos outros, parasitando de uma forma nojenta!

Sempre tenho a impressão quando faço esses posts, que estou dizendo que sou a fodona que não erro nunca... rs... Claro que quem me acompanha e já conhece meu jeito, vai saber que sempre digo sou cheia de fraquezas, erros e dificuldades como qualquer ser humano. Apenas acho que devemos ficar atentos para não cair nas armadilhas da vida. Porque agir de forma errada quase sempre é a maneira mais cômoda... Então vamos lutar contra nossas tendências negativas, não por causa dos outros, mas por nós mesmos(as) pra que que sua vida fique melhor!

Digo de peito aberto que agi muito na minha vida! Por isso ela se encontra de uma forma relativamente confortável, hoje em dia. Se eu estivesse fingindo que minhas questões, meus problemas não existiam, com certeza estariam me atormentando até hoje, somado aos outros que vão aparecendo... A vida viraria um inferno e eu culparia o mundo e Deus pela minha existência miserável...

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E pra relaxar, vi esse vídeo no blog da Dani e achei demais de engraçado. E olha que não sou de rir muito do que é feito pra rir... Ele é bem curtinho e mostra, de uma forma caricata, o que muita de nós mulheresn passamos para aparecer bonita pros homens... rs

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ciclos

Lá vou eu falar de blogs novamente! Mas que lugar melhor para falar desse assunto do que no nosso blog?

Quando criamos um blog parece que existem ciclos que são seguidos meio que inconscientemente por uma boa parcela dos blogueiros.

Quando abrimos o blog nossa cabeça ferve de idéias para escrever, queremos confeccionar a página de forma mais atraente e colocar posts que atraiam a atenção dos leitores. Porque no fundo ninguém escreve para si, se assim fosse, abriríamos o Word e ficaríamos arquivando textos por lá...

Depois de um tempo, quando começamos a ser visitados, ficamos super felizes, meio que como a fama chegando, uma sensação de bem-estar e vitória.

Mais tarde quando já temos o nosso grupo de visitantes e visitados, queremos aperfeiçoar nossos textos de maneira que possamos passar nossas idéias da melhor forma possível. Nesse período parece que nossos problemas não interferem na criação dos posts, pelo contrário até ajudam.

Depois de um tempo parece que tudo que a gente tinha pra dizer acaba e só resta um vácuo na nossa mente, um nada sem fim. Começamos a nos perguntar se vale à pena ficar se esforçando pra postar, ou por vezes ficamos postando coisas que não nos satisfazem.

Aí vem a crise com o blog, vontade de deletar tudo, partir para outro site, ver se consegue emoções novas, ou simplesmente parar de quebrar a cabeça com blogs.

Todos os blogs que tive, passei por todas essas fases e agora estou na fase de deletar tudo... rs... Claro que não vou fazer isso, porque já fiz uma vez e me arrependi muito. Mais pelos comentários do que pelos posts.

Da última semana de junho pra cá ando me sentindo bem desanimada, com problemas de saúde como já disse, mas esse desânimo é o que me consome. Ele tem causas que eu consigo identificar bem, mas sou impotente para resolver porque não depende só da minha força de vontade ou de montar uma estratégia. Os melhores problemas são aqueles que só dependem da gente, esses eu venço fácil. Mas o imponderável, o que tá fora de seu controle, isso é algo que me deixa um tanto derrubada.

De qualquer maneira eu não vou desistir do blog e nem da visita aos outros blogs que gosto.
Espero melhorar logo, porque tenho mais idéias para postar quando estou bem comigo mesma...