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domingo, 21 de abril de 2013

A família X sensação de felicidade...

Exatamente por não ter tido apoio da minha família, ou um apoio truncado em algumas épocas da minha vida, do tipo quando eles percebiam a possibilidade de que eu pudesse me transformar no modelo que eles esperavam e não eu mesma, é que comecei a analisar no decorrer da minha vida a influência da família na nossa sensação de bem estar, e digo que tem toda a relação com isso. Pessoas que tiveram uma família mais bem estruturada, com apoio, respeito e incentivo, são pessoas mais felizes no geral. Faça um exercício rápido e pense nas pessoas que você acha feliz e as que acha infeliz e suas respectivas famílias. Claro, gente, que se tratando de ser humano tem sempre as exceções, nada é tão matemático.

Quando era percebida apenas como homossexual, minha família até tolerava, com muitas ressalvas, sem nenhuma admiração por nada que fazia, mas me tolerava, a gente conseguia pelo menos conviver. Quando comecei a transformação do corpo, acho que na mente deles foi como se dali para frente não tivesse mais jeito, estaria perdida para sempre, um ser estranho que eles rejeitavam mesmo. Até acho que meu pai e minha mãe tentaram em um determinado momento aceitar, mas certamente isso foi demais para eles. Não conseguiram lidar com a situação, aliado ao meu irmão que sempre jogou contra, o resultado foi falta de apoio, de incentivo, de participação. Todas as minhas vitórias eram encaradas por eles como coisas estranhas. Um dia me cansei e meio que desisti de todos. Essa minha história é a mesma de grande parte das transexuais, talvez por isso as trajetórias se pareçam tanto.

Essa semana vendo o programa Conexão Repórter no SBT, o assunto foi transexuais e e todo o processo que envolve a transformação do corpo. Ali pude perceber dentre tantos outros detalhes interessantes, porque o programa é muito bem elaborado, que mais uma vez a família pesa na construção de um ser humano.

Foram mostradas duas transexuais, uma mais bem sucedida, a Vivan, que teve o apoio da irmã. É o que sempre digo, às vezes basta um ente da família, não precisa você ter toda ela ao seu favor, mas um mínimo de apoio. E participou do programa a Bruna, que já teve uma vida marcada por muitos tropeços. A Vivian teve o apoio da irmã, a Bruna rejeição da família.

Vendo o depoimento das duas, acho que me identifiquei com a trajetória das duas, porque minha vida é mais bem estruturada hoje em dia como a da Vivian, mas a Bruna passou pelo vício das drogas, pelo submundo, pela autodestruição,  coisa que também já vivi. Os caminhos que cada pessoa segue também depende de uma série de fatores, como a época que a pessoa viveu, de como estava a sociedade, personalidade, não só a família é a culpada de tudo, óbvio.

Entretanto creio que a família é a nossa base é a estrutura da nossa personalidade e por mais esforços que a gente faça para reconstruir o que não foi construído lá nas bases, fica sempre faltando algo, um pedaço, um elo perdido, uma peça que não se encaixa. Fica um vazio que nada preenche, mesmo que a gente faça de tudo para aquilo sanar. É claro que podemos estar bem "apesar de", mas pessoas sem incentivos da família, dificilmente terão um íntimo bem estruturado.

Para quem quiser assistir o programa é muito bom, com transexuais muito bem escolhidas para dar o depoimento, o que foi dito e a nossa realidade. O médico que operou a Vivian foi o mesmo que me operou e aparece no programa. Segue a primeira parte abaixo, mas tem todo o programa no Youtube.




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Desabafo on : Quando não se tem sorte com a família...


Fiz um post falando sobre ponto forte e ponto fraco da minha vida e disse que o ponto fraco da minha vida era a vida sentimental. Mas creio que a relação com a família onde nasci compete ali juntinho.

Às vezes leio posts, ouço relatos de pessoas conhecidas e até amigos meus, em que descrevem a relação com a família de forma tão aconchegante. Sabemos que todas as famílias tem seus problemas, seu desafetos, seus atritos. Mas existe uma balança imaginária que pende mais para o negativo ou positivo. E vejo no relato dessas pessoas, sinto que apesar de todas os problemas, a relação com suas famílias é algo gratificante.

Tenho um irmão mais velho que sempre foi o exemplo dentro de casa. Tudo que ele fazia era o caminho que eu deveria seguir. A escola que escolheu, a carreira, o jeito como se portava, tudo era imposto a mim como regra a ser seguida. E eu sempre contestadora, não aceitava isso e boicotava tudo, simplesmente me recusando a fazer. Dessa maneira cresci uma criança assustada e reprimida, e fui uma adolescente mais assustada e reprimida ainda.

Sentia que era uma pessoa errada em tudo! E como errada, trilhei por caminhos tortos, me tornei uma verdadeira ovelha negra. No início da fase adulta, tinha prazer de fazer tudo ao contrário. Acho que numa forma de protesto, ou para reafirmar o que minha família achava de mim. Já que diziam que não prestava, que tudo que fazia era menor. Então passei a confirmar tudo. Isso se tornou um traço na minha personalidade. Sempre que muita gente achava uma coisa de mim, não negava, reforçava, que era pra quebrar a força dos argumentos alheios. Às vezes dava certo, e na maioria das vezes dava muito errado... rs. Por isso que a partir de um determinado momento, deixei essa forma de proceder de lado. Mas ainda faço um pouco isso, mas de maneira bem seletiva e com maturidade.

Por ter me tornado uma ovelha negra. Minha família que já me tratava mal, passou simplesmente a desacreditar totalmente que tinha algum futuro. Meu irmão finalmente sentou no trono de queridinho da família e tudo ficou como sempre, só que dessa vez cristalizado.

A partir de um determinado momento, percebi que ser uma ovelha negra, estava me prejudicando mais do que agredindo minha família, que nem se importava com o que fazia. Então refiz toda a minha história. Tentei modificar totalmente minha vida e consegui.

Mas os estragos estava feitos. Minha família que sempre me viu como anti-modelo, nunca mudou a opinião, mesmo com minhas mudanças para melhor. Meu irmão aproveitou para conquistar de vez meus pais para o lado dele e me isolou da família. Claro que meus pais são tão culpados quanto ele, quanto eu fui em todo esse processo doido. Porque meus pais poderiam ter se recusado a me excluir, poderiam ter aceitado o fato de que sou filha deles tanto quanto meu irmão. Mas isso não aconteceu e me afastei emocionalmente e fisicamente de todos.

Ainda mantenho um vínculo com minha mãe, porque ela me ajudou na época dos concursos públicos e na reabilitação do vício de drogas. E por eu não ser uma pessoa ingrata, ainda cuido como posso dela e pago as coisas para ela, mas dizer que tenho um vínculo forte emocional, isso não tenho e cada dia parece que isso se dilui mais e mais.

Minha família hoje em dia, por saber que tenho um emprego razoável, sempre me procura, na hora que surgem problemas e sempre através da minha cunhada, uma mulher falsa e cara de pau, com quem já discuti várias vezes, mas que continua ligando para minha casa.

Hoje em dia eles são incapazes de qualquer gesto de ajuda, ou me chamar para os momentos em bons em família, por mínimo que seja, mas totalmente capazes de me ligarem para me aborrecer com problemas.

Ainda bem que Deus, justo e bom como é, me deu uma família de alma, são meus amigos que me ajudam bastante nos momentos difíceis. Tenho uma amiga que tem uma família que adoro. E eu adotei essa família como minha e eles também me adotaram.

Enfim, no final as coisas se ajeitam, se é que já chegou ao final. Nem sei! Só sei que essa situação as vezes me incomoda bastante e outras vezes me deixa entediada.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Famílias confusas...

Família, melhor não tê-la, mas sem tê-la como sabê-la? Tá bom, parafrasiei a frase dos filhos, mas cabe um pouco em família, aquela que a gente nasce dentro dela, não a que escolhemos, esposa, marido etc... Eu fico pensando em quantas dores de cabeça nossos pais, irmãos, tios, avós podem nos trazer. É certo que têm famílias que funcionam muito bem, mas a verdade é que de perto ninguém é normal, já dizia Caetano Veloso.

Eu nasci numa família pequena. Sou caçula e tenho um irmão. Mas privilégios de caçula nunca tive nenhum. Meu irmão sempre foi o macho alfa da matilha. Queridinho da mamãe e admirado pelo papai, ele cresceu com um ego de elefante, achando que o mundo girava em torno dele. Eu fui mais pro lado de gata borralheira mesmo, aquela que lavava o banheiro, catava o lixo da casa e servia os patrões , ops, familiares. Elogios sempre foram todos para meu irmão lindo e bem sucedido.

Crescendo num ambiente assim a criança acredita que não merece nada do mundo e da vida e a auto estima é zero.
Talvez por esse cenário eu tenha ligado o botão do foda-se! Se fazia algo legal ninguém elogiava, se fazia algo errado era criticada ao extremo. Então achei que era melhor assumir meu posto de ovelha negra e sair fazendo uma merda atrás da outra.

Aprontei muito! Mais quando tinha dezoito anos do que com quatorze. Com quatorze eu só tinha medo do mundo e vergonha de mim mesma. Aos dezoito ganhei asas e fiz muita M mesmo! Das quais não me arrependo, serviram para me amadurecer.

Num determinado momento achei que era injusto comigo mesma continuar acreditando no que minha família me dizia, que eu era uma fracassada que dei errado. Parei de fazer merda e comecei a constuir meu próprio caminho, que obviamente era muito mal visto por eles, já que tudo que fazia ou tentava, gerava fracasso, na visão deles. Fechei meus ouvidos e segui em frente.

Resumindo. Hoje minha família é minha mãe, por quem tenho amor e quem ainda me dedica amor. Mas o respeito e amor da minha mãe foi conquistado a duras penas. Hoje me sinto feliz distante deles. Sinto uma pequena revolta lá no fundinho da alma, por eles terem me detonado tanto e por eu ter tido problemas de auto estima durante toda minha vida, muito por conta disso. Mas posso dizer que dei a volta por cima, não sou um exemplo de ego bem formado, mas cada dia meu amor próprio está melhor. Até porque mantenho a distância necessária da minha família. Morar sozinha foi um santo remédio em todo esse processo!

Se a sua família te detona! Não a odeie, procure o máximo de distância necessária para que eles não tenham acesso a sua auto estima e tente construir sua vida da maneira que acha legal!

Acredito que a gata borralheira pode até não virar uma princesa, mas uma dama da sociedade com certeza!

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Meu blog anda com temas tão sérios! No próximo vou colocar um tema mais polêmico! Essa minha necessidade de criar polêmicas é algo que anos de terapia só me trouxeram respostas parciais. Eu bem que tento ficar quietinha, mas quem já me conhece dá uma futucada só pra eu sair do casco... rs. E PARA RELAXAR, aí vai algo que li num perfil do Orkut e achei 1000!!!


Nós mulheres somos fodas:

• Não ficamos carecas
• Temos um dia internacional
• Sentar de perna cruzada não dói
• Podemos usar tanto rosa como azul
• Temos prioridade em boates ou em qualquer lugar
• Não pagamos a conta, no máximo rachamos
• A programação da TV é 90% voltada para nós
• Se somos traídas somos vítimas, se traímos eles são cornos
• Mulher de embaixador é embaixatriz, homem de embaixatriz não é nada
• Se resolvemos exercer profissões predominantes masculinas, somos pioneiras
• Mas se um homem exerce profissão tipicamente feminina é bicha
• E por último, fazemos tudo que um homem faz só que com um detalhe: DE SALTO ALTO
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Homens! Não fiquem chateados comigo, é só uma brincadeirinha...rs