segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Eu preciso do caos!


Vendo meu programinha básico, Saia Justa, odiado por uns e amado por outros...rs... Foi perguntado na roda, como cada uma das participantes lida com os momentos dificeis, de caos mesmo... A Mônica Waldvogel fez uma declaração, até com um fundo de tristeza, que ela faz um esforço imenso para que tudo pareça bem enquanto está em público, quando precisa fazer sua vida funcionar, mas que ao se perceber sozinha, desaba e entra um outro lado frágil. A Maitê Proença disse que busca o caos através do Daime para que, ao desestruturar tudo, ela possa reconstruir uma nova Maitê. Já a Betty Lago foi absolutamente contra dizendo que foge totalmente do caos, da depressão e que nos momentos difíceis ela busca distrações que a façam ficar melhor...

Nossa! Esse tema me pegou fundo, porque percebi que, até meus vinte poucos anos, me atirava no abismo profundo, de cabeça e sem capacete... Muitas vezes chafurdei na sarjeta para logo em seguida dar um novo rumo na minha vida... Acho que essas descidas ao fundo do poço foram essenciais para que me renovasse, e não sei explicar como se dava... Certamente não teria melhorado a minha vida, se não tivesse descido ao fundo do poço várias vezes, se não tivesse passeado pela sarjeta... Eu sinto isso, eu sei que foi assim comigo...

Mas hoje em dia me sinto como a Mônica, criei uma personagem pra funcionar, enquanto muitas vezes meu outro lado se arrasta pendurado, acorrentado, sem poder se jogar no caos... Isso me faz falta! Talvez por isso, tudo esteja meio monótono na minha vida. Sinto muita falta daqueles saltos no abismo, algumas pessoas só funcionam assim...

Se eu fizer como a Betty, fingir que tá tudo bem e sair pra me distrair, um buraco negro me puxa pra dentro. Se continuar como a Mônica e não me permitir desabar, parece que nada funciona... Acho que a proposta da Maitê é o que mais me agrada. Um pulo no caos pra voltar renovada!

E você? Com qual das três mais se identifica?

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Na falta do que dizer...

Qual blogueiro, um dia, olhou pro seu blog e queria postar algo mas a inspiração não vinha?! Quantas vezes eu já passei por isso e quantas ainda devo passar! Hoje é um desses dias, quero fazer meu post semanal para deixar o Confissões Ácidas vivo, mas não tenho vontade de tocar em nenhum assunto, tudo me parece chato, sem importância, ou simplesmente não me dá tesão escrever sobre as idéias que me vem à mente.

Então nada melhor do que falar sobre o nada.... rs... Esse nada enorme que nos engole em certos momentos da vida... Você até tem sobre o que falar, mas o silêncio te parece tão mais agradável e conveniente, que acabamos optando por ele...

Sabe... Sempre quando vejo um novo blog ser criado e o blogueiro atualizá-lo diariamente, fico aguardando o dia que ele vai se cansar e ser alcançado pelo nada, esse nada que estou comentando aqui... Quantos blogs são criados, são entupidos de posts e logo depois abandonados? Eu já vi dezenas e dezenas! Não estou "urubuzando" o blog de ninguém, não, gente! É uma realidade... Ninguém é uma fonte de assunto inesgotável, então quanto mais se publica posts, mais chances de chegar logo ao dia em que não se tem nada pra dizer, ou optar por ficar se repetindo.

Se repetir é uma tendência natural nos blogs... Geralmente temos nossos assuntos preferidos que sempre retornamos a eles! E quanto mais posts, mas possibilidade de se repetir... Mas mesmo que você atualize o blog uma vez por mês um dia, você irá se repetir. E é uma relação diretamente proporcional ao tempo de existência do blog, ou seja, quanto mais tempo em atividade, mais possibilidade de se voltar a um assunto!

No meu primeiro blog, chegava a postar três vezes por dia, mas logo descobri que o pessoal só lia o último post... Aí passei a atualizar uma vez por dia, depois de alguns poucos meses eu me repetia infinitamente nos assuntos... Aí passei a postar de vez em quando e me cobrava porque postava pouco... Enfim... tudo parece dá uma certa angústia... Ou não, talvez só a louca aqui sinta isso!

Nesse blog eu optei por elaborar melhor os posts, e publicá-los com menos frequência, para que não fique cansativo para o leitor acompanhar e nem para manter o blog ativo...

De qualquer maneira essa semana eu fui alcançada pelo nada e ainda bem que o nada rendeu um post, caso contrário eu não faria um post medíocre qualquer só pra dizer que postei... Por pior que um texto meu possa parecer para o leitor, geralmente ele me fez bem quando escrevi, se eu não sentir esse bem-estar, prefiro o silêncio...

P.S:
1) Tudo tem suas exceções. Conheço um blogueiro que consegue postar todos os dias por um tempo grande, com layouts diferentes diariamente e que consegue manter uma qualidade... que é meu amigo o LPzinho. Parabéns, querido baixinho! Meu baixinho!

2) Hoje eu estou sem assunto, mas os assuntos voltam e por isso eu criei -
UM BLOG PRA RELAXAR, OU NÃO! - Tudo que acho que não cabe nesse blog eu coloco lá! Não esqueçam dele!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu tenho direito de desejar mais!

"(...)Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?
É quase um pecado confessar: sim, eu quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao devaneio. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.
Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.
E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, maridos e filhos e bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.
E quero mais tempo livre. E mais abraços. E receber mais flores.
Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem."

(O Que Mais Você Quer? - Martha Medeiros)


Vai chegando o final do ano e quem não faz um balanço? Por menor que seja, do que perdemos, do que ganhamos, onde chegamos e onde "morremos na praia"?

Daí sempre vem a vontade de querer mais um pouco, mesmo sabendo que já conquistamos tanto. Que já vencemos batalhas, que já tomamos decisões acertadas. Mesmo assim queremos sempre mais um pouco e geralmente é aquele ponto mais difícil para cada um de nós. Para uns são as dívidas financeiras que não acabam, para outros é a solidão total, para outros a solidão de não ter um amor, para outros a saúde. Cada um tem o seu inferno particular.

Tive que transcrever quase que totalmente o texto acima da Martha Medeiros, porque ele mostra essa mania que as pessoas tem de olharem para a vida das outras e resumirem: Fulano tem isso e aquilo, não deveria ser infeliz! - Toda vez que digo para minha mãe que não estou bem, ela me responde: - Mas você tem uma casa própria, um emprego bom! - Caracaaaa! O ser humano é tão complexo, tão cheio de desejos, tão em busca de muito, e alguém vem te dizer que porque você tem meia dúzia de três ou quatro aspectos positivos em sua vida, não tem o direito de desejar mais...

Sim!!! Eu luto pelo meu direito de querer mais! Eu luto pelo direito de ser feliz em alguns momentos e infeliz em outros, porque quero muitas coisas, eu não quero apenas um relacionamento, ou uma casa própria, ou um bom emprego, ou sáude... Eu quero ter o direito de ter tudo isso e lutar por mais!

Não, gente! Esse definitivamente não é um post de autoajuda! É um post em que venho deixar o meu repúdio a todas as pessoas que querem limitar a vida de outras e dar uma sentença de felicidade ou infelicidade...

Cada um sabe de si...


P.S: Não esqueçam do meu novo blog: UM BLOG PRA RELAXAR, OU NÃO! - Porque quero ter o direito de ter mais um blog pra escrever mais... rs... Às vezes acho que escrever é algo que me retorna o equilíbrio, a sanidade.