Ja repararam como as caracterísiticas que julgamos negativas, os ditos defeitos dos outros nos incomodam tanto?
O interessante é que não precisamos conviver 24 horas por dia com os defeitos dos outros, mas sim com os nossos próprios, mas com estes somos, geralmente, condescendentes. Adoramos fazer "vista grossa" quando magoamos, quando somos intransigentes, quando somos implicantes com bobagens. Normalmente sempre tendemos a culpar as atitudes alheias, pelas nossa falhas: " Eu tive que perder a cabeça, você viu o que ele fez comigo?", "Eu tava quieto no meu canto, ele é que me provocou", "Eu suporto tudo, menos esse tipo de coisa".
Se a gente parar para examinar a situação de fora, acabamos percebendo que o que mais detestamos nos outros é exatamente o que não suportamos em nós mesmos. Digo isso porque sou uma pessoa muito impaciente e simplesmente me irrita profundamente ter que conviver com outro impaciente, porque parece que tudo fica à beira de um ataque de nervos.
Os relacionamentos amorosos que tendem a durar mais, são aqueles em que as duas pessoas possuem alguns tipos de defeitos diferentes. É muito mais fácil suportar alguém explosivo, quando você consegue controlar seus impulsos emocionais.
Têm alguns defeitos que parecem funcionar como um ponto de discórdia que vai afundar um relacionamento, mas quando paramos para analisar direitinho, vamos ver que um acaba ajudando o outro em suas divergências, por exemplo: Uma pessoa sem controle financeiro, casada com uma pessoa meio "pão dura". No decorrer do relacionamento um pode ajudar o outro a não chegar aos extremos. O "pão duro" pode ajudar o gastador a não se descontrolar financeiramente e o gastador ajuda o "pão duro" a não se tornar um avarento! É um meio termo saudável, que dentro do relacionamento funciona legal.
Portanto gente, sejamos mais tolerentes com os defeitos alheios, porque eles podem ser o reflexo de nossos próprios defeitos, que não estamos conseguindo olhar. Sem contar que o defeito do outro pode ser um ponto de equilíbrio que nos ajudará a controlar nossas características negativas.
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Momento desabafo: Não tenho andando lá muito bem, problemas de saúde, dentre outros que não vem ao caso comentar aqui. Dias chatinhos que todos nós passamos. Portanto pode ser que eu não comente os blogs com tanta freqüência, ou não poste com tanta freqüência. Escrever algo sem sentimento, só por escrever, seja no meu blog ou no dos outros, simplesmente não tem o menor sentido, já que isso aqui é pra dar prazer. Mas continuo acompanhando todos os blogs de minha lista.
domingo, 6 de julho de 2008
Defeitos que incomodam...
terça-feira, 1 de julho de 2008
Não tenho vocação para Amélia!!!
Andei muito azeda, sem vontade nenhuma de postar, aí sentei no PC e saiu esse "post desabafo" que vale à pena registrar porque ele sempre é atual pra mim.
É verdade, não tenho a menor vocação para os estereótipos femininos de ficar cuidando da casa e dos filhos, lavando, cozinhando e queimando meus lindos dedinhos na beira do fogão!!
Odeio tudo isso! Só cozinho aos domingos, arrumo casa quando acho que tá muito bagunçada (a limpeza pesada eu pago alguém), não passo roupa, gosto de lavar roupa porque é só colocar na máquina e ficar olhando. Não me incomodo de lavar louça, desde que minhas unhas não estejam pintadas!
Vão me chamar de preguiçosa? Sou mesmo, uma preguiçosa assumida! Eu trabalho, ganho meu dinheiro, me sustento totalmente para poder ser preguiçosa em casa! Pra não ter marido ou qualquer homem que seja me perguntando onde estão seus sapatos! Se me perguntar eu vou devolver a pergunta: - Vc sabe onde estão os meus??? Se não sabe, então estamos quites.
Eu só sigo os estereótipos femininos que me dão prazer, para isso eu agüento todas as chateações do trabalho, para quando sair de lá, escolher o que quero e o que não quero fazer.
Quando um homem quer me empurrar um estereotipo do tipo: "fique em casa me esperando enquanto bebo com os amigos", eu viro uma onça!!! Concordo que para homens, viver com uma mulher como eu pode não ser nada atraente! E eu tô pouco me importando com isso, de verdade, sem querer fazer tipinho em blog! Porque se tiver que seguir estereótipos obrigada, eu prefiro perder o marido, namorado, amante!! Eu quero conviver com um homem pelo prazer da companhia dele, não para que ele me "pague" um salário para ser a empregada doméstica dele, esse também é um estereótipo! Se você vai lavar as cuecas do ser amado, como eu faço, faça com prazer e não por obrigação!
Conselho (que se fosse bom era vendido): Transforme sua deprê em raiva! Quando aprendi a transformar depressão em raiva, minha vida melhorou, porque depressão paralisa, raiva faz você agir!
E pra finalizar, como diz a Cruela: Me economiza que eu tô pouca!
Observações ácidas (aproveitando que to azeda e que o blog é meu e escrevo o que quero):
- Quando será que vai acabar essa onda de "memes", que de tão grande já virou uma tsunami? Ô coisa chata, e pior que tá dando filhote, são as variações das variações dos "memes" que já existem! No início era até legal de se ler alguns, ou mesmo responder. Mas agora são tantos e de tantas espécies que nem tenho mais energia pra pelo menos ler... Bem... como diz o Otávio, sempre tenho que falar em blogs... rs
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Depressão
"A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.
A Depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço..." (PsiqWeb)
Quero logo esclarecer que não estou em depressão, não estou me sentindo pra baixo, não estou infeliz! Estou ótima! Mas esse é um assunto que vejo como pano de fundo em muitos blogs. A pessoa sempre parece estar perdida em uma tristeza que nem ela mesma sabe explicar. Muitas vezes a depressão é a causa do término de muitos blogs e a pessoa nem tem consciência disso, porque essa doença afeta toda a sua capacidade de discernimento, de enxergar o bom e o ruim, tudo lhe parece péssimo.
Há alguns anos atrás, longe o suficiente para me sentir recuperada dessa doença, eu sofri de uma depressão forte. Ela começou na minha adolescência e entrou pelo início da vida adulta.
Na adolescência eu era acometida de umas fases de tristeza intensa em que tudo parecia sem cor, sem vida, sem rumo. Nada que acontecesse, ou fizesse me tirava daquele estado de desânimo que só me fazia chorar, me lamentar e querer morrer. Por sempre ter sido assim, achava que as outras pessoas também passavam por isso, que a vida era assim, que eu precisava aceitar aquelas longas fases de tristeza absurda, para depois vir uma fase de alegria relativa.
No início da idade adulta, essa depressão começou a influenciar todos os empregos que arrumava, uns eu perdi por conta dela e outros mal conseguia levar. A vida era um peso que eu aliviava bebendo, sempre bebendo muito, o que piorava o quadro de depressão. Meus namoros eram curtos e conturbados. Muitas vezes chegava ao trabalho, olhava o que tinha pra fazer, entrava no banheiro, sentava no chão, chorava, chorava e chorava. Nos finais de semana em que não estava bebendo, estava sentada numa cadeira olhando a TV e chorando.
É claro que minha vida não era direto assim, a doença depressão te dá uns períodos de trégua, em que você se sente bem disposta e otimista. A doença te "engana" fazendo você pensar que está melhor, que não precisa de tratamento , para logo em seguida cair numa nova crise. E é por causa desses períodos de bem-estar que o deprimido se recusa a achar que está doente.
Um dia, após ver uma reportagem sobre depressão, decidi finalmente procurar ajuda médica, um psiquiatra, que me receitou antidepressivos. Rapidamente me vi livre daqueles sucessivos quadros de tristeza profunda, mas era só parar a medicação que tudo voltava e nesse ritmo o tratamento durou quatro anos. Um dia finalmente, depois de levar o tratamento a sério, me vi livre daquelas crises longas e sucessivas de depressão. Hoje em dia continuo sendo uma insana desequilibrada... ehehehe... Mas pelo menos minhas depressões são raras e quando surgem, duram 1 ou 2 dias.
Tomei a iniciativa de expor a minha experiência para que outras pessoas que se sintam assim, não tenham "pudores" em procurar um especialista. Essa coisa de que psiquiatra é médico de maluco, é do início do século passado! O mundo evoluiu! Dê continuidade ao seu tratamento para que ele possa te livrar desse mal que mina todos os seus relacionamentos e empregos. Você perde tudo por causa da depressão. Essa doença tem um fator genético envolvido, perceba se outros parentes próximos têm os mesmos sintomas.
E pra finalizar quero afirmar que depressão é doença, não é frescura de gente fraca! Esse é um outro preconceito terrível que impede que o deprimido procure ajuda profissional.
É isso...
domingo, 22 de junho de 2008
Co-dependência
"A co-dependência é um termo trazido da sociologia por Giddens (1993) ao observar relações em que uma pessoa necessita que a outra precise de seus cuidados. Assim, a pessoa que cuida julga ter a necessidade constante de cuidar do outro, tornando-se assim, dependente daquele de quem se cuida. Neste tipo de relação a dependência mútua não permite o desenvolvimento da autonomia em ambas as partes".
Dia desses tava lendo uns blogs como sempre faço, passei por esse post no blog Em Construção e depois de ler o texto acima, minha cabeça deu uma pirada! Rodei duas vezes no ar, caí desmaiada e quando acordei, não parei de pensar no assunto... Exageros à parte, eu só não consegui parar de pensar no assunto... rs
Saí pesquisando o tema pela net e achei, no Google, tantos textos bons a respeito, que queria copiar todos e colar aqui, mas tive que desistir sob pena do post virar um livro... rs... Escolhi então só esse pedaço que segue:
"Você se sente diferente das outras pessoas? Desconfortável com elogios? Tem grandes dificuldades para aceitar críticas? Sente-se sozinho ou vazio quando não está com outras pessoas? Critica-se de forma exagerada quando erra? Sente dificuldades para expressar sentimentos? Só aceita ajuda em último caso? Tem medo de perder o controle? Sente-se melhor quando resolve os problemas de outras pessoas? Tem dificuldades para colocar limites ou dizer "Não"? Acredita que se pudesse mudar os outros, sua vida melhoraria?
Estes sintomas não são aleatórios, mas fazem parte de um transtorno emocional chamado de co-dependência, que vem contaminando, em diferentes níveis, todos aqueles que vivem em nossa sociedade. De forma sintética, a co-dependência é a doença da perda da alma ou de nossa verdadeira identidade. É uma maneira de sobreviver a situações dramáticas e crescer em ambientes inseguros e dolorosos." (Roberto Ziemer)
Tenho uma amiga que é o típico quadro de co-dependência. O pai é alcoólatra e não existe sentimento definido entre eles, é algo tão confuso que não consigo identificar, mas essa relação doentia de necessidade mútua se desenvolveu de uma maneira forte. Eu por muitas vezes quis interferir, mas não é algo que alguém de fora consiga, exceto um terapeuta.
Existem outros lados da co-dependência que não só essa relação com a pessoa viciada, doente e tal. Fiquei pensando no tanto que já fui assim na minha vida, de como isso foi uma verdade para mim quando morava na casa dos meus pais. Eu achava que minha mãe dependia de mim e ao mesmo tempo ela achava que eu dependia dela. Um dia eu percebi que minha vida já era independente da minha mãe há muito tempo, eu só tinha a ilusão que uma dependia da outra.
Acho mesmo que nos meus relacionamentos amorosos isso aconteceu muito. Eu queria acreditar que os caras que estavam comigo, dependiam de mim de alguma forma e pensando assim eu não sofria do medo de perdê-los. Gente! É uma parada tão doentia que olhando meu passado vejo o quanto sabotei meus relacionamentos e minha própria vida. Que coisa tosca enxergar isso agora com tamanha clareza! E pior, ou melhor que isso, sentir ter saído desse ciclo vicioso, sem mesmo ter tido noção do que se passava. Olha que loucura! A gente ter capacidade de sair de situações meio que instintivamente.
De qualquer forma isso me fez parar para analisar todos meu atuais relacionamentos e vejo que ainda reside uma certa tendência para esse tipo de comportamento. Mas agora que sei como a coisa toda se processa fica mais fácil neutralizar.
Acho que isso se manifesta principalmente com seu parceiro ou parceira. Quantos mecanismos criamos para prender a pessoa ao seu lado de uma forma dependente? Caramba! Isso fica assustadoramente claro na minha mente. A mulher que torna o marido dependente de seus cuidados e atenção, enquanto o marido a torna dependente financeiramente. São inúmeras as formas sutis de co-dependência, que podem progredir para um quadro realmente patológico.
É certo que acho que melhorei muito, mas muito ainda tenho que me vigiar nesse sentido. Sempre...
E você? Já passou por isso?
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Eu tenho direito a uma opinião!
Todos nós temos nossos traumas, experiência ruins que não conseguimos "digerir". Mas tem gente que verdadeiramente tira sua paciência. Sabe aquela pessoa que tudo que você diz tem que ser entendido de uma forma pesada?! Pessoas que não conseguem relaxar, porque a vida delas já se tornou o trauma?!
Na vida nós encontramos gente assim, que todas as nossas opiniões têm sempre o objetivo de ferí-la. São pessoas que não sabem rir de um texto, de uma brincadeira, da vida. Não conseguem ver o lado engraçado de nada, tudo tem um tom sóbrio! Para mim não tem nada mais cansativo do que ter que lidar com gente assim!
Aí vem sempre um advogado do diabo defender essas criaturas dizendo que são pessoas sofridas, que devem ter passado por coisas ruins. Fala sério, gente! Quem não passou na sua vida por situações chatas/traumáticas??! Às vezes episódios inconfensáveis, mas que mesmo assim você deixa guardadinho dentro de você! Ninguém tem culpa se teus pais fodem com sua vida não te aceitam, se o seu emprego tá uma merda chatice, ou se não consegue trepar namorado(a)! O mundo não é obrigado a agüentar suas frustrações! Definitivamente não é! Ninguém tem que suportar seus desaforos porque você é uma pessoa que tá mal consigo mesma!
Em blog isso se manifesta de uma forma curiosa. As pessoas se aborrecem com algo que simplesmente você não escreveu! E isso me intriga! Vocês já repararam que umas pessoas dão gargalhadas e acham um texto seu divertido, enquanto outras praticamente se ofendem com o mesmo texto? Discordar de uma idéia todos têm direito, contestar, debater tanto em blogs quanto no dia-a-dia é saudável, mas tomar a opinião do outro como ofensa pessoal é que vira um grande problema. Afinal, eu tenho direito de ter uma opinião!! De tanto analisar, cheguei a conclusão que têm pessoas que vêem cabelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo, verde em vermelho, porque estão sempre "armadas", achando que todos estão remexendo nos seus problemas mal resolvidos.
Já estou até preparada para esse post! Porque sei é possível que digam que o escrevi por causa disso ou daquilo, que foi para essa ou aquela pessoa. Não foi não, gente!!! Eu só acho que as pessoas deveriam guardar um pouco suas más experiências para serem resolvidas por elas mesmas e não atirar isso como pedras em cima dos outros!
Podem achar que estou me sentindo a pessoa mais bem resolvida da face da terra! Não tô nããããão!! Sei de todos os meus traumas, chatices, dos meus problemas de relacionamento. Tá bom! Tem uma ou outra neura que ainda não tenho consciência, mas sinceramente eu procuro respeitar as pessoas, tanto quando comento em blogs, quando lido pessoalmente. Tento não esquecer, que só devo colocar minhas frustrações no colo de quem tem algo a ver com aquilo! Os "inocentes" precisam ficar de fora, é uma questão de respeito pelo indivíduo!
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Pra dar uma relaxada e mostrar que sou norrrrrrmal, vou fazer uma listinha dessas que corre pela internet, que vi no blog da Nathália.
10 coisas bizarras sobre mim, que de tão bizarra que sou, se transformaram em 12:
1- Rir nos momentos mais impróprios, gargalhar de quase perder o fôlego de algo que ninguém jamais iria rir! E não rir de programas que a maioria acha engraçado! Doida!
2- Dançar pelada para meu namorado antes de tomar banho quase todo dia, digo que é para esquentar, mas até no verão faço isso!
3- Fazer cenas dramáticas do nada para chamar a atenção do meu namorado. Claro que ele já me conhece e no final a gente morre de rir!
4- Prender o cabelo com vários elásticos antes de dormir, pareço uma boneca de pano, com aqueles troços coloridos na cabeça!
5 - Lavar o cabelo, pentear e só passar a mão nele depois de seco. Acho que isso é que faz ele ficar arrumado.
6 - Geralmente só uso sutiã em casa, tiro para sair, porque todas as minhas blusas são compradas para serem usadas sem sutiã.
7 - Ficar um tempão olhando o monitor do PC, só para pensar na vida.
8 - Gosto sempre de mudar o lugar onde sento (sofá, restaurante), pois isso me faz pensar que estou quebrando a rotina.
9 - Escutar 500.000 a mesma lista de músicas velhas de vários estilos que ninguém aguenta mais, só eu mesma!
10 - Beber refrigerante quente! Até no verão!
11 - Quando estou entediada ou aborrecida fico repetindo pra mim mesma, baixinho: "- Aí que vontade de sair correndo e não voltar mais!"
12 - Fazer prrrrrrriiiiiiii com a boca na hora que acordo com a finalidade de limpar as cordas vocais. Meu namorado acha um charme! (mentira)
Alguém quer casar comigo? ahahahah