sexta-feira, 1 de maio de 2009
Não tenho me apaixonado!
Não tenho me apaixonado e esse é um bloqueio que me persegue há alguns anos. Não tem nada a ver com ter me separado recentemente. Não me separei porque queria buscar alguém mais interessante, me separei porque não dava mais e isso acontece com muitos casais todos os dias...
Massss... Fica rodando na minha cabeça essa pergunta: Por que não me apaixono por ninguém? Por que os homens não tem me encantado o suficiente a esse ponto? Não creio que tenha culpados nessa história, apenas acontece desse jeito. Eu saio com os caras, acho super legal estar com eles, beijo muito na boca, mas o CLICK não acontece e eu volto pra casa achando que era só aquilo mesmo. Mas a Lei de Murph diz que quando você não quer compromisso, o compromisso te persegue, e alguns deles ficam me ligando. Acho que vou parar de dar o celular, só se achar realmente que algo aconteceu de diferente. Pior é que não prometo nada, não digo que adorei o cara nem nada, só fico. Como o ser humano é estranho! Quando eu corria igual uma doida atrás dos homens eles "cagavam na minha cabeça".
Sou a mais gostosa da mulheres? Claro que não, gente! Mas vocês sabem que quando se está na "pista" coisas rolam mesmo, independente de você ser linda ou não.
Bem... Estou entrando de férias e só penso em fazer umas duas viagens (pequenas), resolver pendências, fazer atividades fora da rotina, beijar muuuuuito na boca, beber cerveja, e estragar minha saúde fumando (mas só quando bebo)... eheheh... Não estou desgostosa, não, gente! Nem sei se escrever isso aqui é uma boa idéia, porque não sei se o pessoal vai entender na totalidade o que quero dizer.
Estou bem, feliz pelas férias, entusiasmada com minha vida nova, mas me preocupa essa minha frieza diante de um novo relacionamento. Porém tem um lado bom de estar sozinha nesse momento, minha vida sexual tá dando uma renovada e disso estou gostando muuuito... ehehe
Existe uma divisão dentro de mim. Um lado meu adoraria se apaixonar. Outro detesta essa idéia, porque gosto de ter a minha liberdade, de ficar com quem quiser sem ter que dar satisfação se o relacionamento é aberto, fechado etc. Quero apenas poder viver, sem ter que carregar o peso de uma relação. Ao mesmo tempo, lá dentro da gente, sempre fica aquela vontadezinha que alguém mexa com nossos sentimentos.
Afinal! Atire a primeira pedra aquele que não quer se apaixonar e ser correspondido! eheheh
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Relacionamento com namorido chegou ao fim...
Interessante é que ele sempre teve muito medo de levar um "pé na bunda". E durante muito tempo no nosso relacionamento, eu brincava com isso dizendo que tudo estava acabado. Sabendo desse medo dele, eu tinha pânico de pensar em terminar, porque achava que ele ficaria desesperado, cheio de mágoas e não restaria amizade. E mais uma vez me surpreendi, porque ele estava pensando o mesmo... rs
Choramos muito pelo fim, como quem enterra algo que foi muito legal, mas o mais importante é que preservamos a amizade, coisa de grande valor pra mim e pra ele. Sabemos que somos esquisitos nesse mundão, que temos muitos opiniões parecidas que o mundo rejeita completamente e seria uma pena nos afastar só porque o relacionamento romântico não deu certo.
Conclusão: Mais uma vez dentro das minhas esquisitices, resolvi propor que fiquemos juntos como amigos que dividem um apartamento. Ele aceitou até porque essa idéia beneficia ambos em termos materiais e emocionais. Então o combinado é continuamos morando juntos até que um caminho novo surja em nossas vidas. Posso encontrar alguém com quem queira morar, ele também, e essa será a nossa separação de espaço, mas enquanto isso não chega, continuaremos no mesmo apartamento. Relacionamento aberto sempre tivemos, então pra mim não será problema que ele traga uma nova namorada aqui em casa, assim como eu também...
É estranho isso? Talvez, mas essa sou eu. Procuro não fazer minha vida em cima de padrões pré-estabelecidos. Se meus relacionamento são diferentes da maioria, porque não minha separação também ser "sui generis"... rs
E para fechar uma música "pé na bunda" da minha cantora amada.
sábado, 2 de agosto de 2008
Traição...
Tema forte esse! Dia desses estava conversando com uma amiga no trabalho e ela me disse que tinha lido o livro de uma mulher que tinha sido traída pelo marido com sua melhor amiga! Terrível, não?
Ela ficou de me trazer o nome do livro, mas adiantou que essa escritora afirma que todas as pessoas traídas passam por três etapas: a primeira é a raiva, a segunda é a de se martirizar com os detalhes sórdidos e a terceira é o nojo...
Não sei dizer se quando me sinto traída passo por essas etapas, até porque eu sou toda esquisita e ando sempre pelos atalhos e contramão... Também tem o fato de que tenho um conceito de traição diferente, que é a traição do sentimento, a do corpo não me machuca como ser preterida no sentimento do cara que está comigo. Ser colocada em segundo plano é algo que realmente considero uma traição.
Certamente a raiva é uma etapa que passo, muita raiva que se transforma num bolo que fica queimando dentro de mim, mas não saio catando detalhes da traição, nem gosto de ceninhas do tipo mulher ciumenta, que não sou! Sempre busco dar tempo ao tempo para ver se o que se quebrou dentro de mim pode ser consertado...
Meus últimos posts têm sido desabafos maquiados em forma de temas e acho que esse é o tema mais claro de como ando me sentindo.
Não que ele tenha feito algo concreto como transar com outra, mas o esfriamento, o distanciamento, ver os olhos dele brilharem por outra pessoa que eu conhecia, realmente é algo que me arrasou. Até porque não sou ciumenta, não vejo cabelo em ovo, quando esse tipo de coisa chega a me afetar é porque está óbvio demais... Foi paixão, amor, uma forte amizade o que sentiu pela outra? Não importa muito, o que importa é que outra pessoa teve mais importância pra ele por um período. O que me faz pensar em quantas outras vezes isso poderá acontecer...
Isso me parece aquele clichê do homem que acha o casamento morno e se deixa levar por uma amante... Relacionamentos eternamente quentes só existem em contos de fadas! Se permitimos nos interessar sentimentalmente por outras pessoas para não nos separar de alguém, do que adianta estar com esse alguém?
Dias e dias esse post ficou embolando com mil sentimentos negativos dentro de mim... Várias conversas já tive com ele a respeito disso e acho que nada mais restou a ser dito, ou reivindicado, todas as cartas estão na mesa. E ainda existe uma tempestade que insisti em inundar meu interior, me deixando meio apática, confusa, com o bom senso abalado. Coisas que só o tempo vai colocar no lugar, definir, resolver...
domingo, 27 de julho de 2008
Do que você tem medo?
Putz, eu ouvi essa pergunta num programa de TV essa semana e na mesma hora mil respostas vieram a minha mente! Eu tenho tantos medos, uns racionais e bem objetivos, outros irracionais e difusos.
Tenho medos irracionais como de salão de cabeleireiro (não riam de mim!!!), de aranha, de falar em público, de dirigir e tantos outros. Esses medos podem ser classificados como fobias porque o motivo real do medo está escondido no inconsciente.
O pior, creio que são os medos reais, objetivos, aquele que o objeto do medo está claro em sua mente e por muitas vezes você nada pode fazer!
Quem não tem medo, por exemplo, da solidão? Eu sou um bicho anti-social que fujo de gente e mesmo assim a solidão não escolhida é terrível de suportar. Aquela hora em que você pensa em uma pessoa para ligar e ninguém vem à mente, uma pessoa para sair e ninguém tá disponível, uma pessoa para desabafar e ninguém tem ouvidos para te dar. Parece dramático da minha parte! Mas quem nunca passou por uma fase dessa? Pequena que fosse?
Eu tenho medo de relacionamentos mornos, daqueles que as pessoas estão juntas como que para cumprir uma obrigação, por interesses materiais, meio que para realizar um não sei lá o que! Sempre tive pavor desse tipo de relacionamento, até porque meus pais tem uma relação desgastada, que passou de morna para uma praça de guerra. Porque o próximo estágio da relação morna é sempre a briga e o desentedimento. O tédio enlouquece as pessoas.
Ao mesmo tempo, tenho medo de términos de relacionamentos porque eles sempre trazem consigo muita dor, muita dor, seja você dando um pé na bunda de alguém, ou alguém dando um na sua. Claro que sempre é melhor você dá um pé na bunda quando já se tem um colo que te console, ou seja, outro relacionamento. Mas nem sempre os términos são assim. Eu só tive esse "privilégio" uma única vez na minha vida, todos os outros términos envolveram muitas dor e solidão... Enfim... Eles são arrastados e cheios de sofrimentos e desse sofrimento eu tenho medo. Entretanto mais medo ainda tenho de ficar estagnada como água parada que apodrece. Não sonhei pra minha vida ser água podre! Eu não mereço ser água podre!
Claro que os dois parágrafos acima tem muito de dasabafo mas de qualquer modo serve para exemplificar um medo constante em minha vida.
Bem... isso foi uma pincelada dos medos que povoam a minha mente! Todos temos medos confessáveis e inconfessáveis. Por isso pergunto: Do que você tem medo?
domingo, 20 de julho de 2008
Amizade
Em homenagem ao Dia do Amigo, não poderia deixar de escrever sobre esse tema. Algo de precioso é uma amizade e isso tem me feito muita falta ultimamente.
Nunca me senti tão distante dos meus amigos e supostos amigos como ultimamente. Ando numa fase isolada, anti-social mesmo. Na verdade sempre me esquivei de gente. Um dia ouvi uma frase da Márcia Tiburi que dizia: "Não agüento uma pessoa mais que duas horas, depois disso preciso dar uma volta". Essa frase ficou na minha mente rodando, rodando, tamanha a verdade cruel que ela tem representado pra mim.
É meio paradoxal, ao mesmo tempo que não suporto muito esse lado social, preciso de gente selecionada ao meu lado. Isso me incomoda muito porque odeio contradições quando se referem a sentimentos. Elas te fazem sofrer.
Dia desses fiquei lembrando de quantos amigos saíram da minha vida, ou melhor, de quantos ando afastada. Tá bom, se fossem amigos mesmo não sairiam! A questão não é essa, às vezes a vida das pessoas mudam tanto, que por vezes olhamos um amigo e simplesmente não temos mais tantas afinidades com ele. Eu passei por isso algumas poucas vezes na minha vida. Mas a maioria é o dia-a-dia mesmo que afasta.
Não me sinto solitária, até porque eu preciso de solidão para me organizar. Sinto falta de um amigo para colar. Sabe aquele amigo que você pode chamar a qualquer hora, com quem você se diverte até em enterro? Que quando está carente está ao seu lado, que quando está alegre festeja contigo? Pois é! Essa amizade eu já tive e não tenho mais, dessa que eu sinto falta. Aquela amizade de pegar o telefone e um estar disponível para o outro a qualquer hora. Fico pensando em quanto é precioso ter um ou mais amigos assim. Já tive e a coisa se perdeu, se diluiu. Tenho uma amiga de contato diário no MSN, mas gostaria que pudessémos nos encontrar mais.
Impressionante como relacionamentos amorosos têm um efeito negativo sobre nossas amizades e esse meu atual relacionamento teve um efeito ainda mais marcante nesse sentido. Acabamos sempre nos afastando um pouco dos amigos e eles quando estão namorando ou casados, também tendem a se afastar um pouco, é um processo natural, mas que não deveria ser assim. Porque quando precisamos e olhamos para os lados, todos estão ocupados ou distantes.
Cultive e preserve suas amizades. É um bem precioso de que tenho sentido falta! Sinto necessidade nesse momento de um resgate e vou fazer isso acontecer...
Um grande beijo para todos meus amigos blogueiros!
P.S.: 1) Depois de escrever esse post eu marquei de sair com uma amiga que não via há um tempo e foi ótimo. Uma sensação de acolhimento e liberdade de poder dizer tudo que quisesse, voltei renovada do encontro...
2) Agradeço a todos pelas palavras de encorajamento, agora já me sinto bem melhor de saúde e de ânimo.
domingo, 13 de julho de 2008
Paixão: Amor que enlouquece.
Enquanto a tempestade não passa, mais um do Baú da Dama
Paixão é o amor que enlouqueceu! Ouvi essa frase dia desses e achei perfeita, nunca escutei uma definição tão boa pra paixão!
Mas se sabemos o que é paixão, minha pergunta é: O que é o amor?
Todos os dias deparamos com casais que juram amor eterno um ao outro e no momento seguinte estão se odiando, ou simplesmente distantes! Amigos que dizem se amar e diante de um desentendimento afastam-se como se nunca tivessem existido um na vida do outro!
Enfim, de que amor estamos falando? Amor regado a possessividade e ciúmes? Amor que acaba com brigas e falta de compreensão? Isso não pode ser amor conforme sua definição.
Creio que o sentimento mais próximo do amor, seja o que uma mãe sente por um filho. Assim como o sentimento "maternal" que muitos pais têm pelos seus filhos, os famosos "pães". No entanto, mesmo esse amor, muitas vezes está enlouquecido e transformado numa paixão. Mães que boicotam a vida dos filhos por acharem, no seu egoísmo, que a vida que ela sonhou é a melhor. Mães que minam o casamento dos filhos(as) por acharem que aquele(a) parceiro(a), não é o(a) ideal.
E a pergunta surge: Onde está o amor?? Ele existe assim como está escrito nos poemas? Ele existe quando acreditamos senti-lo por alguém? Ou é somente uma ilusão? Algo utópico, que não foi feito para o ser humano no estágio em que ele está?
Eu não consigo imaginar um amor desinteressado! Daqueles em que você tem prazer somente pelo fato de amar. Sempre amamos querendo a retribuição desse sentimento, esperamos algo em troca, por pouco que seja!
Repito, talvez o de mãe seja o mais próximo; mas até que ponto é amar somente?! Talvez se misture com o sentimento de posse, de vaidade por sentir aquele ser como sua extensão.
Quando a gente diz que ama alguém, a gente deveria dizer que está apaixonado por alguém. Amor não deveria morrer, nem se transformar em sentimentos negativos.
Talvez a capacidade de amar exista em todos nós, mas não suficientemente desenvolvida...
sábado, 12 de julho de 2008
Admirar é essencial!
Revirando o baú: Enquanto não volto a ativa, leiam os textos do Baú da Dama.
É essencial que tenhamos admiração pela pessoa que nos relacionamos, seja no amor, na amizade, na família!
A admiração passa pela capacidade que enxergamos no outro de lidar da melhor forma possível com seus problemas! Sejam eles sentimentais, profissionais, pessoais!
Sem admiração o relacionamento definha, a pessoa passa a te irritar com os menores comentários, porque você simplesmente deixa de acreditar naquela criatura! Sim, ela entra num processo de descrédito e a gente só consegue enxergar um ser medroso, que usa as mesmas fórmulas caducas. Busca no passado emoções perdidas, sem nunca olhar para o novo! O novo simplesmente não representa nada, apenas medo!
Acho que se a gente está incomodado com algo, devemos tentar mudar! Se depois de tentado todos os caminhos possíveis não se obteve o resultado esperado, então, queridos, é hora de mudar sua postura perante àquela situação, é hora de mudar sua forma de percepção, se possível seus sentimentos em relação ao problema! Sob pena de perder todo seu respeito e amor próprio!
Fiquem atentos! Falo por experiência própria, aprendi com muitas de minhas cabeçadas e com outras ainda continuo tentando encontrar um ponto de equilíbrio!
domingo, 6 de julho de 2008
Defeitos que incomodam...
Ja repararam como as caracterísiticas que julgamos negativas, os ditos defeitos dos outros nos incomodam tanto?
O interessante é que não precisamos conviver 24 horas por dia com os defeitos dos outros, mas sim com os nossos próprios, mas com estes somos, geralmente, condescendentes. Adoramos fazer "vista grossa" quando magoamos, quando somos intransigentes, quando somos implicantes com bobagens. Normalmente sempre tendemos a culpar as atitudes alheias, pelas nossa falhas: " Eu tive que perder a cabeça, você viu o que ele fez comigo?", "Eu tava quieto no meu canto, ele é que me provocou", "Eu suporto tudo, menos esse tipo de coisa".
Se a gente parar para examinar a situação de fora, acabamos percebendo que o que mais detestamos nos outros é exatamente o que não suportamos em nós mesmos. Digo isso porque sou uma pessoa muito impaciente e simplesmente me irrita profundamente ter que conviver com outro impaciente, porque parece que tudo fica à beira de um ataque de nervos.
Os relacionamentos amorosos que tendem a durar mais, são aqueles em que as duas pessoas possuem alguns tipos de defeitos diferentes. É muito mais fácil suportar alguém explosivo, quando você consegue controlar seus impulsos emocionais.
Têm alguns defeitos que parecem funcionar como um ponto de discórdia que vai afundar um relacionamento, mas quando paramos para analisar direitinho, vamos ver que um acaba ajudando o outro em suas divergências, por exemplo: Uma pessoa sem controle financeiro, casada com uma pessoa meio "pão dura". No decorrer do relacionamento um pode ajudar o outro a não chegar aos extremos. O "pão duro" pode ajudar o gastador a não se descontrolar financeiramente e o gastador ajuda o "pão duro" a não se tornar um avarento! É um meio termo saudável, que dentro do relacionamento funciona legal.
Portanto gente, sejamos mais tolerentes com os defeitos alheios, porque eles podem ser o reflexo de nossos próprios defeitos, que não estamos conseguindo olhar. Sem contar que o defeito do outro pode ser um ponto de equilíbrio que nos ajudará a controlar nossas características negativas.
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Momento desabafo: Não tenho andando lá muito bem, problemas de saúde, dentre outros que não vem ao caso comentar aqui. Dias chatinhos que todos nós passamos. Portanto pode ser que eu não comente os blogs com tanta freqüência, ou não poste com tanta freqüência. Escrever algo sem sentimento, só por escrever, seja no meu blog ou no dos outros, simplesmente não tem o menor sentido, já que isso aqui é pra dar prazer. Mas continuo acompanhando todos os blogs de minha lista.
domingo, 22 de junho de 2008
Co-dependência
"A co-dependência é um termo trazido da sociologia por Giddens (1993) ao observar relações em que uma pessoa necessita que a outra precise de seus cuidados. Assim, a pessoa que cuida julga ter a necessidade constante de cuidar do outro, tornando-se assim, dependente daquele de quem se cuida. Neste tipo de relação a dependência mútua não permite o desenvolvimento da autonomia em ambas as partes".
Dia desses tava lendo uns blogs como sempre faço, passei por esse post no blog Em Construção e depois de ler o texto acima, minha cabeça deu uma pirada! Rodei duas vezes no ar, caí desmaiada e quando acordei, não parei de pensar no assunto... Exageros à parte, eu só não consegui parar de pensar no assunto... rs
Saí pesquisando o tema pela net e achei, no Google, tantos textos bons a respeito, que queria copiar todos e colar aqui, mas tive que desistir sob pena do post virar um livro... rs... Escolhi então só esse pedaço que segue:
"Você se sente diferente das outras pessoas? Desconfortável com elogios? Tem grandes dificuldades para aceitar críticas? Sente-se sozinho ou vazio quando não está com outras pessoas? Critica-se de forma exagerada quando erra? Sente dificuldades para expressar sentimentos? Só aceita ajuda em último caso? Tem medo de perder o controle? Sente-se melhor quando resolve os problemas de outras pessoas? Tem dificuldades para colocar limites ou dizer "Não"? Acredita que se pudesse mudar os outros, sua vida melhoraria?
Estes sintomas não são aleatórios, mas fazem parte de um transtorno emocional chamado de co-dependência, que vem contaminando, em diferentes níveis, todos aqueles que vivem em nossa sociedade. De forma sintética, a co-dependência é a doença da perda da alma ou de nossa verdadeira identidade. É uma maneira de sobreviver a situações dramáticas e crescer em ambientes inseguros e dolorosos." (Roberto Ziemer)
Tenho uma amiga que é o típico quadro de co-dependência. O pai é alcoólatra e não existe sentimento definido entre eles, é algo tão confuso que não consigo identificar, mas essa relação doentia de necessidade mútua se desenvolveu de uma maneira forte. Eu por muitas vezes quis interferir, mas não é algo que alguém de fora consiga, exceto um terapeuta.
Existem outros lados da co-dependência que não só essa relação com a pessoa viciada, doente e tal. Fiquei pensando no tanto que já fui assim na minha vida, de como isso foi uma verdade para mim quando morava na casa dos meus pais. Eu achava que minha mãe dependia de mim e ao mesmo tempo ela achava que eu dependia dela. Um dia eu percebi que minha vida já era independente da minha mãe há muito tempo, eu só tinha a ilusão que uma dependia da outra.
Acho mesmo que nos meus relacionamentos amorosos isso aconteceu muito. Eu queria acreditar que os caras que estavam comigo, dependiam de mim de alguma forma e pensando assim eu não sofria do medo de perdê-los. Gente! É uma parada tão doentia que olhando meu passado vejo o quanto sabotei meus relacionamentos e minha própria vida. Que coisa tosca enxergar isso agora com tamanha clareza! E pior, ou melhor que isso, sentir ter saído desse ciclo vicioso, sem mesmo ter tido noção do que se passava. Olha que loucura! A gente ter capacidade de sair de situações meio que instintivamente.
De qualquer forma isso me fez parar para analisar todos meu atuais relacionamentos e vejo que ainda reside uma certa tendência para esse tipo de comportamento. Mas agora que sei como a coisa toda se processa fica mais fácil neutralizar.
Acho que isso se manifesta principalmente com seu parceiro ou parceira. Quantos mecanismos criamos para prender a pessoa ao seu lado de uma forma dependente? Caramba! Isso fica assustadoramente claro na minha mente. A mulher que torna o marido dependente de seus cuidados e atenção, enquanto o marido a torna dependente financeiramente. São inúmeras as formas sutis de co-dependência, que podem progredir para um quadro realmente patológico.
É certo que acho que melhorei muito, mas muito ainda tenho que me vigiar nesse sentido. Sempre...
E você? Já passou por isso?
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Máscaras...
Possuímos coleções de caras
São tantas que às vezes
Não sabemos qual a que nos representa
Se até a da carteira de identidade
É ensaiada para convencer
O sistema que a nossa cara
É aquela colhida pela fotografia
A cara da rua protege a nudez
Da personalidade diante da caretice
Cotidiana
A cara da casa é descarada
Não há cara
Apenas um rosto em busca
De sua expressão verdadeira
(BAILE DE MÁSCARAS - do talentoso e querido ANGELO ALFONSIN)
Esse post fala de máscaras, mas não aquelas que utilizamos no carnaval, mas as máscaras que usamos no dia-a-dia. Invisíveis aos olhos, mas percebidas pelo sentimento. Necessárias para que possamos interagir sem tantos atritos.
Quantas máscaras nós temos? Alguns podem dizer que têm muitas, outros poucas e alguns somente uma. Eu diria que quanto mais máscaras um ser humano tem, mais rico de possibilidades ele pode ser. Pessoas com poucas ou uma máscara geralmente são rígidas na sua forma de pensar e agir!
Eu posso dizer que tenho várias. Aquela que utilizo no meu trabalho, para que meu modo de pensar um tanto diferente não choque aquelas pessoas bastante conservadoras. Tenho a máscara das reuniões sociais, geralmente ela é tão mais pesada quanto mais chato é o encontro. Diria mesmo que desenvolvi uma personagem através da qual me expresso de maneira que as pessoas não percebam meu tédio por estar naquele lugar. Enfim, tenho minhas máscaras para serem utilizadas sempre que o meu íntimo esteja sem sintonia com o exterior.
É importante ressaltar que as máscaras não devem ser usadas para esconder você do mundo. O ideal é que elas ajam como um filtro em que possa mostrar alguns nuances da sua personalidade e suprimir outros. No entanto, a maior utilização das máscaras é realmente para camuflar totalmente o que você acha que é ruim e mostrar apenas o que você acredita ser o correto, o aceitável, o "normal".
No nosso cotidiano encontramos várias pessoas, não filtrando, mas absolutamente escondidas atrás de suas máscaras. E essas pessoas geralmente provocam tédio e repulsa, porque se tornam seres absolutamente hipócritas e medrosos, aprisionados em seu mundo interior.
Na internet a utilização dessas máscaras fica extremamente fácil, tão fácil que normalmente os hipócritas, com problemas de auto aceitação, recorrem a apelidos e personalidades criadas, para expor um ser humano que absolutamente só existe em suas fantasias. Eu morro de medo que isso aconteça comigo, já que uso o apelido/máscara de Dama de Cinzas. Meu namorado está sempre lendo meus posts e frequentemente estou perguntando a ele se o que escrevo está distante do que sou. Essa é uma neura que tenho ao escrever. Ainda bem que a resposta dele me acalma, sou muito crítica para não deixar a Dama de Cinzas virar um ser com vida e pensamentos próprios, quero que ela seja apenas um canal por onde expresso minhas opiniões.
Interessante é que quando a gente lê um texto que tem verdade em suas linhas, em que a pessoa não fantasiou, "viajou", se escondeu, a gente percebe rapidamente e causa empatia. Nos blogs que leio e nas pessoas que me comentam, sinto isso claramente. Tanto que algumas pessoas vão se tornando íntimas da noite para o dia, sem você nunca ter tido um contato visual ou auditivo com aquela pessoa. São sutilezas que só o sentimento consegue captar. Eu poderia citar essas pessoas aqui mas tenho certeza que elas irão se reconhecer nesse parágrafo.
Tristeza é você deixar suas máscaras ficarem tão pesadas e tão grudadas na sua face que já não consiga mais tirá-las ou diferenciá-las do seu rosto.
Como estão suas máscaras? Você tem cuidado para que elas tenham aberturas o suficiente para que as pessoas te vejam?
OBS: Gente, eu tenho recebido vários selos/homenagem para meu blog. O último foi da Nathália, que por sinal já é o segundo que ela me presenteia, e tantos outros leitores do meu blog já me deram e eu fico verdadeiramente agradecida a todos vcs que me oferecem esse símbolo com tanto carinho! Só peço desculpa porque tenho um certo bloqueio para fazer posts desse tipo, fico com medo de esquecer alguém importante. Então prefiro dar em retribuição a minha atenção e carinho, visitando e comentando seus posts.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Importância do bom humor!
Senso de humor
É uma ponte colocada
Entre o cérebro e a língua
Casamento de um raciocínio ágil
Com uma língua de trapo
Cujas crias resultam em ironias finas
E mordacidades sutis
(CASAL IMBATÍVEL - do talentoso Angelo Alfonsin)
Vou falar um pouco da qualidade mais interessante que acredito alguém possa ter, que é o bom humor, sem ela todas as outras parecem ficar apagadas, sem entusiasmo, sem vida...
Eu trabalho com uma mulher que é uma das criaturas que menos gostei de conhecer no decorrer da minha vida, ela é "bolada" com tudo que se diga sobre ela. Numa primeira impressão a gente pode até achar que ela é divertida e risonha, mas logo em seguida percebemos que o riso e as frases são todas parte de um grande estereótipo pelo qual ela se expressa constantemente. A impressão que tenho é que ela é um robô programado para interagir com as pessoas.
Ela não aceita nenhum tipo de brincadeira, crítica, ou pequena observação sobre sua pessoa. Todos na sala brincam à vontade, sacaneiam uns aos outros e com ela todos são formais. O que falta nessa criatura??? Senso de humor, gente!! Uma pessoa que leva tudo a sério, que não sacaneia a si própria, que vive com medo do que vão dizer ou pensar, é uma criatura pesaaaada! Por mais que a gente queira relaxar, ela nunca relaxa, nunca. Que eu saiba nunca teve namorado, porque não aceita as divergências de um relacionamento.
Quem não conhece alguém nesse perfil?
Eu posso ser maluca, com opiniões esdrúxulas, humor instável, mil defeitos, mas eu tento sempre brincar com todas as situações cotidianas, mesmo quando estou chateada. Eu e meu namorado vivemos rindo e sacaneando um ao outro por pequenos detalhes. Acho que o bom humor faz um problema pesado, parecer algo de fácil solução, ou se não parecer, pelo menos você não irá sofrer tanto quanto poderia!
No trabalho, eu, assim como outras pessoas, que não aquela menina, vivemos inventando pegadinhas, jeito de relaxar o dia todo, rimos adoidado, porque assim as horas passam mais depressa e a vida fica mais leve! Claro, ninguém é perfeito, todos temos nosso dia de mal humor, mas quando isso se torna constante é uma porcaria pra quem tá em volta!
As mulheres em geral adoram homens divertidos e isso é tão percebido, que os homens quando querem conquistá-las sempre usam piadas e afins para que a mulher abaixe suas defesas! Não há forma melhor de se aproximar de alguém do que com bom humor. Ele é infalível!
Pra fechar deixo um texto que complementa o que disse:
"Pesquisas indicam que o bom humor é uma qualidade positiva nos negócios. Além de fazer bem à saúde, ajuda a aproximar as pessoas e a criar laços. Ele ajuda a mostrar seu lado humano, sem enfraquecer sua imagem ou deixá-lo vulnerável. Ele é uma ótima ferramenta em situações difíceis e desconfortáveis, ou até mesmo naquelas ocasiões em que você estiver sendo alvo de um ataque. Imagine a surpresa de seu "algoz", certo de que você perderá o controle, quando você tirar tudo de letra, com bom humor, achando graça da situação."
(Por Ilana Berenholc)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Cobranças...
Geralmente os homens reclamam das mulheres que pegam no pé, que ficam controlando, ligando e tal. Acho que eu sou meio homem nesse jeito de pensar! Odeeeeio cobranças! Sejam elas vindas de amigos ou de relacionamentos amorosos!
Uns tempos atrás perdi uma amizade por conta disso, o cara ficava me cobrando porque eu não ligava pra ele, porque eu conversava com fulano e não com ele e um dia fiz um post e a criatura achou que eu tava mandando um recado pra ele e me detonou num email. Aquilo foi a gota d'agua. Até porque meus posts não são direcionandos a ninguém, se a pessoa veste a carapuça é porque a consciência o acusou! Bem... nunca mais eu quis tê-lo por perto. Não tenho raiva nem nada, fico sabendo como anda a vida dele por outras pessoas, torço para que seja feliz, mas simplesmente não o quero com acesso para me cobrar qualquer coisa.
Acho que amizade boa é a amizade livre, aquela que você busca quando quer, quando o tempo permite, liga quando tá com vontade de falar ao telefone (não gosto de ficar pendurada em telefone)! O que não quer dizer que precise abandonar o amigo e vice-versa. Apenas deixar fluir e tenho alguns amigos assim, que posso ficar semanas, meses sem nos falarmos e quando nos encontramos é a mesma alegria, como se tivéssemos estado juntos o tempo todo.
No amor é pior ainda!!! As pessoas casam, namoram, às vezes só transam com você é já se acham suas donas! Ligam a qualquer momento perguntando onde você tá? Indagam sobre suas amizades, querem escolher quem pode e quem não pode estar ao seu lado! Cobram palavras de amor que você não tá no clima pra dizer! Cobram demonstração de sentimentos quando você tá com uma tremenda dor de cabeça e só quer um Doril! Affe!!! Que sufoco! Eu me sinto super mal com isso! E exatamente por detestar esse tipo de comportamento em relação a mim é que não uso como os outros!
Meu namorado lê esse blog e pode vir aqui me desmentir! Eu não ligo pra ele pra saber onde ele tá, se ligo é pra conversar algo necessário, ou para falar que estou com saudade! Não quero saber sobre suas amigas, que ele têm aos montes! Não quero saber o que ele conversa no msn com elas! Não pergunto se ele me ama, a não ser para zoá-lo, já que ele sabe que essa pergunta eu não faço séria. Pois se ele está do meu lado é porque me ama e quando estiver com vontade de falar isso ele o fará, assim como eu. Liberdade, gente! Existe aquela frase da vovó que diz: "Quer prender alguém? Deixe-o livre!" . Isso vale para mim e para quem se relaciona comigo!
É óbvio que não estou falando daquelas cobranças bobas do tipo "se eu não te procurar, você não me procura". Falo sempre isso para uma amiga, mas ela já me conhece e sabe que não estou cobrando aquilo, estou brincando para dar uma relaxada. A gente rir e depois continua. Alguns brincam assim comigo também! A gente sente o peso quando a cobrança é séria e quando é apenas uma brincandeirinha. Tem aqueles que usam de "brincadeiras sérias" mas isso prefiro não comenta....rs
Ciúme também é um formentador de cobranças! Deus me livre! Mas esse assunto rende um post!
Seja como for, quando a cobrança dentro do relacionamento passa ser habitual, vai corroendo aos poucos sua naturalidade! Não é preciso que as pessoas se esqueçam um do outro, apenas não sufoque! Eu necessito de pessoas que me deixem livre! Afinal, já bastam as cobranças das quais não podemos fugir: contas, trabalho, família, etc e etc...
domingo, 13 de abril de 2008
Mulher mais velha X Homem mais novo
Tema instigante esse! Já disse que gosto do universo feminino e tudo que o aflige e o encanta. Afinal, faço parte dele, não poderia ser diferente! Esse tema é bem atual e tem sido bastante debatido e constatado. Cada vez mais, homens jovens se relacionam com mulheres mais velhas.
Nesse post quero falar das mulheres depois dos 40. Conversando com mulheres dessa faixa etária, todas são unânimes em afirmar que 40 anos é um marco, é quando elas percebem os sinais do tempo em seu corpo, quando a ficha caí que um dia ela irão ficar velhinhas.
Entretanto, ser uma "mulher velha" está ficando cada vez mais distante em idade. No tempo das nossas avós, ter 40, 50 anos significava meio que se aposentar para a vida. Hoje em dia, mulheres nessa idade estão ativas, trabalhando, se separando, refazendo suas vidas amorosas, tendo filhos.
Contudo as mulheres de mais de 40 se encontram numa transição de conquistas e mudanças. O mundo têm sido meio cruel com elas e quando as pessoas se sentem sem possibilidades, elas começam o movimento de procura do novo. Vou explicar. Uma mulher que está sem um parceiro aos 40 anos, fica sem muitas chances, pois os homens dessa faixa etária, ou já estão comprometidos ou, se estiverem em busca de relacionamentos, estão olhando para as mulheres mais jovens.
O que essa mulheres fazem com sua vontade de se relacionarem, já que não tem "mercado" para elas? Buscam opções, e a opção são os homens mais novos, pois o leque de oportunidade é bem maior. Os jovens por sua vez, vêem nas mulheres mais velhas, mais ou menos o que as jovens vêem nos homens mais velhos. Alguém com mais experiência, principalmente na esfera sexual, já estabilizada na vida, sem os "não me toques" das mais jovens.
Infelizmente, ainda, o relacionamento entre um homem mais novo e uma mulher mais velha é visto apenas como interesse financeiro. O que pode ser ou não, assim como ocorre com o vice-versa. Não podemos afirmar que todo homem que se aproxima de uma mulher mais velha quer dinheiro, pode querer apenas sexo, ou relacionamento. Entretanto, nossa sociedade ainda não está preparada para ver com bons olhos essa união. Nem pelos olhos femininos e nem pelos masculinos. Ainda existe um estigma pesado que persegue esse tipo de relacionamento. Mas que está sendo cada vez mais vencido pela necessidade que a mulher tem de se relacionar. Se historicamente os homens buscam as mais jovens, com as mudanças sociais restou para elas exercitar o mesmo direito. E acho super válido.
Como em toda fase de transição, os aproveitadores aparecem aos montes, disfarçado em pele de cordeiro. E esse dicernimento a mulher mais velha tem que ter. É preciso saber o que ela quer, saber se impor e saber dar limites. E como disse no post anterior, cultivar o amor próprio, acima de tudo a mulher mais velha precisa se valorizar para que os outros possam fazer isso, caso contrário ela vai cair realmente no velho padrão de ser usada, usada e ficar reclamando da vida e de Deus...
A propósito ou sem propósito, eu namoro um cara mais novo. Mas nunca parei para analisar isso com seriedade. Apenas aconteceu e foi rolando, até porque a diferença de idade não é tão grande. Só achei que valeria a pena comentar aqui... rs
terça-feira, 25 de março de 2008
Fidelidade...
Tenho pensado muito sobre fidelidade ou infidelidade nos relacionamentos. Aliás, não é nem que esteja pensando tanto, é que tenho lido entrevistas e as pessoas andam discutindo isso a minha volta.
Estranha como sou, meu conceito de fidelidade é mais emocional do que simplesmente transar com uma outra pessoa. Já tive um homem na minha vida, que amei muito, foi um caso de amor daqueles bem apaixonados. Num determinado momento, acho que pela nossa imaturidade, resolvemos colocar mais pessoas dentro desse relacionamento. Era pra ser eu e ele fiel em nossos sentimentos e os outros entrariam como um divertimento, transas ocasionais. Foi um jogo extremamente perigoso que não aconselho a ninguém. Nós experimentamos tantas pessoas que ele acabou se encantando por uma dessas e foi embora. Eu fiquei mal me sentindo traída, mas sabia que não podia reclamar muito, afinal era um risco do nosso acordo.
Atualmente namoro um cara que tem um conceito de fidelidade bem flexível, assim como eu. Não "traio" ele com ninguém e acho que a recíproca procede. No entanto, conversamos abertamente sobre a possibilidade disso acontecer. Porque entendemos que os seres humanos não deixam de sentir atração por outras pessoas, mesmo estando dentro de um relacionamento fechado e que ocasionalmente se sentir atraído ou até mesmo beijar ou transar com outro alguém, não caracterizaria uma traição. Trair seria se envolver sentimentalmente com outra pessoa.
Interessante é que percebo que a grande e esmagadora maioria não pensa como a gente. E nós não conseguimos entender ciúmes possessivos de corpos, como se estar sexualmente com outros pudesse valer a pena terminar nosso relacionamento.
Eu sempre senti assim, sempre fui pouco ciumenta e mesmo tendo me dado mal no outro relacionamento, não consegui ver a questão da fidelidade de modo fechado.
Ok! Que venham os ovos podres, tomates estragados, agressões psicológicas, porque sei que esse tema é bastante polêmico...